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Mercado de Capitais

O que é o Mercado de Capitais?

O mercado de capitais faz parte do Sistema Financeiro Nacional, composto ainda pelos mercados de câmbio (moeda), crédito (bancário) e monetário (compra e venda de títulos públicos).

Normalmente, quando empresas e governos não possuem recursos próprios para investir, eles contam com duas opções:

  • Os bancos;
  • O mercado de capitais.

A diferença entre eles é que os bancos emprestam de acordo com a sua estratégia comercial enquanto o mercado de capitais atua por meio de seus intermediários, listados abaixo, para unir as empresas aos investidores:

  • A bolsa de valores (B3): ambiente onde ocorre a negociação;
  • Os bancos de investimentos: responsáveis pela estruturação das ofertas;
  • As corretoras e distribuidoras de valores: fazem a distribuição junto aos investidores;
  • Entre outros prestadores de serviços.

Já a semelhança diz respeito às regulamentações que ambos devem seguir:


Quais os principais ativos oferecidos no mercado de capitais

Eles são divididos em 2 grupos:

  • Ativos de renda fixa
  • São os instrumentos de dívida:
  • Debêntures (inclui as debêntures de infraestrutura): de responsabilidade das empresas;
  • Letras Financeiras: similar às debêntures, são emitidas por instituições financeiras;
  • Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI): para financiar a construção civil;
  • Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA): para financiar a atividade agropecuária;
  • Entre outros.

Ativos de renda variável

São os chamados “instrumentos de propriedade”:

  • Ações (ON e PN): representam parte do capital social de uma companhia, tanto nacional como estrangeira (BDRs);
  • Derivativos: derivam dos ativos de renda variável (opções, por exemplo);
  • ETFs: cotas de fundos de índice negociados em bolsa;
  • Fundos imobiliários: cotas que representam carteiras com um ou mais imóveis;
  • Entre outros.

Tanto os ativos de renda fixa como os de renda variável são oferecidos em 2 mercados:

  1. Mercado primário: na emissão, quando vai ao mercado pela primeira vez (a exemplo da oferta pública de ações – IPO, na nomenclatura em inglês);
  2. Mercado secundário: para ativos já em negociação, quando eles trocam de mãos.

Qual a importância do mercado de capitais?

Governos de postura liberal priorizam uma menor participação do Estado na economia. Dessa forma, desenvolvem mecanismos para viabilizar grandes investimentos em infraestrutura e programas de desestatização, usando o mercado de capitais como plataforma.

Infraestrutura

Setores com regras mais claras e consolidadas fazem emissões com facilidade, visto que possuem menor risco de contestações nos contratos de concessão.

Já nos projetos com menor demanda, agências multilaterais (como o Banco Mundial, por exemplo) atuam para, em conjunto com seguradoras e fundos de pensão, assumir os riscos nos anos iniciais, fase em que as obras ainda não geram receitas.

Privatizações

Muitas estatais são companhias abertas. Assim, já possuem fundos e investidores pessoa física como sócios. Utilizando um processo que, teoricamente, é mais ágil, as alterações necessárias são basicamente em:

  • Governança: onde o Estado abre mão de seu controle majoritário;
  • Alavancagem: aporte de recursos e/ou renegociação de dívidas para preparar a empresa para a venda.

O que pode surgir no mercado de capitais nos próximos anos?

Uma das principais expectativas dos agentes financeiros é em relação aos chamados Green Bonds (Títulos Verdes), criados para financiar projetos sustentáveis. Modismos à parte, existem alguns fatores para que eles se tornem mais populares:

  • Acordo de Paris: um dos compromissos do Brasil é aumentar a participação de fontes renováveis (biomassa, eólica e solar) para 23% da matriz energética até 2030;
  • Restrições ambientais: impedem a construção de grandes usinas hidrelétricas;
  • Preço da energia no país: os preços dos combustíveis fósseis são fixados de forma pouco transparente pela Petrobras, o que encarece os custos de energia toda vez que as usinas térmicas são acionadas;
  • Fundos ESG: atraem uma base de investidores cada vez maior, dadas as evidências de que empresas que adotam políticas de meio-ambiente, relacionamento com a sociedade e governança geram mais valor no longo prazo.

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