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Matéria-prima

O que é Matéria-prima?

A matéria-prima é o componente usado no processo produtivo.

Sendo natural, ela é de origem:

  • Vegetal: como a soja, usada tanto na fabricação de alimentos como na alimentação de animais;
  • Animal: como o couro, usado para a fabricação de sapatos e bolsas;
  • Mineral: como o minério de ferro, usado pela indústria siderúrgica para suprir a cadeia automobilística, a construção civil e a produção de bens de consumo.

Sendo transformada, elas é:

  • Direta: aplicada no processo de produção;
  • Indireta: a exemplo de maquinários e estrutura física necessários para se produzir.

Algumas matérias-primas ainda possuem uma finalidade dupla:

  • Como fonte de energia;
  • Como insumo para a produção.

Esse é o caso dos combustíveis fósseis, como petróleo e gás natural, na cadeia petroquímica.


Matérias-primas são commodities?

Commodities são as matérias-primas negociadas no mercado internacional.

As principais são:

  • Agrícolas ou agropecuárias: incluem o mercado de proteínas (carnes), além de culturas como milho, açúcar, soja e seus derivados (óleo e farelo);
  • Metálicas: ouro, prata, alumínio, cobre e zinco;
  • Energéticas: petróleo, gás natural e carvão.

Seus preços e suas características são definidos em bolsas de valores e/ou de mercadorias, onde instituições financeiras, intermediários (trading companies) e empresas colocam em prática as suas estratégias de especulação e/ou de trava de preços.

Os bancos centrais também acompanham as oscilações nos preços dessas mercadorias nas bolsas internacionais. Como são essenciais para qualquer sociedade, eles impactam diretamente nos índices de inflação.

Países dependentes de importações de matérias-primas, principalmente as energéticas, costumam usar políticas de subsídios para manter a estabilidade política e econômica.

Como as matérias-primas energéticas causam a “Doença Holandesa”?

A “Doença Holandesa” é causada quando grandes reservas de petróleo são encontradas em um país. Esse fenômeno apresenta características que se repetem ao redor do mundo. Um país passa a exportar mais, em função de suas novas reservas de petróleo e gás, o que acaba valorizando a sua moeda.

Esse setor cria uma cadeia de fornecedores próprios, trazendo tecnologia para a produção, mas, ao mesmo tempo, torna os demais setores menos competitivos, dada a moeda mais apreciada. Neste ínterim, as reservas são exploradas até o fim da vida econômica dos poços.

O problema é que eles se esgotam no longo prazo; ou seja, a população presente se beneficia de algo que não será passado às gerações futuras, visto que a exploração do petróleo impossibilita o desenvolvimento de uma economia diversificada.

Uma das soluções para esse dilema é a criação de fundos soberanos, a exemplo do que fez a Noruega. Os recursos obtidos pela venda dessa riqueza são destinados a um fundo que financia os programas públicos do governo. Como apenas os juros sobre os investimentos desses recursos são gastos, espera-se que eles durem por tempo indeterminado.

Qual a relevância das matérias-primas para o mundo de hoje?

Por mais que as empresas de tecnologia dominem as negociações entre as nações, uma característica do comércio global ainda é válida: países mais avançados são especializados na produção de bens de alto valor agregado enquanto países menos desenvolvidos se especializam na exportação de matérias-primas.

Com o protecionismo se tornando mais presente nas relações internacionais, uma estratégia que tem ficado bastante evidente é o interesse da China em ter acesso a recursos tais como energia, água e commodities.

Tendo concretizado investimentos da ordem de US$ 55 bilhões apenas no Brasil (entre 2007 e 2017), o país já comprou várias empresas de energia elétrica, além de tradings de grãos na região Centro-Oeste, com a finalidade de suprir boa parte do enorme mercado chinês.

A potência oriental está se cercando de todos os lados. Ao mesmo tempo em que percebe que os seus compradores estão buscando fornecedores mais acessíveis em outros países da Ásia, ela teme perder influência na hora de negociar com os grandes exportadores de matérias-primas. Dessa forma, oferece investimentos em troca de apoio governamental.

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