Última modificação em 13 de novembro de 2020

O que é Market Maker?

O market maker - ou "formador de mercado", na tradução literal - é representado por uma entidade capaz de fornecer liquidez para o mercado.

Seja no mercado acionário, mercado futuro ou mercado de opções, sempre que alguém deseja comprar ou vender um título/contrato, é necessário que uma segunda figura se disponha a fazer a contra parte dessa ação.

Ou seja, se alguém deseja vender, alguém precisa comprar para que a operação de certo. Da mesma forma, se alguém deseja comprar, uma outra pessoa precisa estar vendendo o produto desejado... Simples! 

Quando aplicamos essa relação de compra e venda no mercado financeiro, o investidor - seja ele um trader ou uma empresa - deseja obter a liquidez do seu ativo/contrato o quanto antes. Ou seja, deseja que o valor daqueles papeis seja convertido em dinheiro na conta o mais rápido possível.

É ai que entra o papel de um market maker. Ele tem função exclusiva de garantir essa liquidez constante no mercado. Em outras palavras, comprar quando alguém deseja vender, e vender quando alguém deseja comprar.

Afinal, o Market Maker é bom ou ruim?

Normalmente, o market maker é aplicado em operações que não dispõem de uma liquidez tão imediata, justamente pela sua capacidade de fornecer esse tipo de recurso ao mercado.

Nesses casos, sim, podemos dizer que ele é bom e necessário. Entretanto, há quem diga que o market maker pode ser considerado um vilão para os investidores, pois lucra em cima de suas perdas. Veja:

O market maker não realiza essas operações de compra e venda a troco de nada. Muito pelo contrário, há um ganho específico em cima desse fornecimento de liquidez, caracterizado pelo que chamamos de spread

O spread representa a diferença entre as ações de bid e aks - compra e venda. (Temos um artigo específico sobre o assunto, vale a pena dar uma olhada!)

Sempre que um market maker vende uma ação, ela exige um preço um pouco mais alto, e quando compra, exige que seja por um preço mais baixo do que o seu real valor. A diferença entre esse aumento e diminuição representa o lucro sobre o serviço.

Suponhamos que você comprou uma ação da empresa ABC a R$10,00 através de uma corretora market maker. Caso essa ação seja valorizada - passe a valer R$11,00, por exemplo - você sai ganhando e a corretora sai perdendo. Caso contrário, se a ação passa a valer menos, quem perde é você e quem lucra é a corretora.

Ou seja, além de pagar pelo spread - comprando um título mais caro ou vendendo mais barato que o esperado - você também correrá o risco de ter essa ação desvalorizada e acabar perdendo dinheiro para a entidade formadora de mercado.

Respondendo a pergunta: o market maker deve ser avaliado de acordo com cada situação! As vezes é bom, pelo imediatismo da liquidez, e as vezes acaba sendo ruim pelos possíveis prejuízos.

Quais são as características de um Makert Maker?

A principal característica de um market maker é que ele precisa, sem qualquer opção contrária, ser contratado pela Bolsa de Valores. Isso porque, além de fornecer liquidez para o mercado, ele também poderá replicar títulos/contratos exteriores no país local.

Ou seja, o market maker não atua apenas na Bolsa de Valores do seu país. Ele tem acesso as ações que empresas estrangeiras disponibilizam em bolsas de outros locais. 

Dessa forma, ele tem total liberdade para replicar essas mesmas ofertas - seguindo algumas regras de limitação de spread, para não lucrar mais que o permitido ou de maneira irregular - em seu mercado local, fazendo todas as intermediações necessárias.

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