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Mão Invisível

O que é a Mão Invisível

A Mão Invisível é uma metáfora que faz referência às forças que movem o mercado, em uma economia de livre mercado. Através da liberdade de produção e consumo, os interesses da sociedade como um todo são atendidos, pois formam-se as pressões de demanda e oferta que determinam o fluxo mais eficiente de transações e o patamar ideal de preços.

A mão invisível está relacionada com a política do "laissez-faire, laissez-passer", isto é, "deixe fazer, deixe passar". Sua característica central é que o Estado não realiza intervenções diretas no mercado para força-lo a determinados comportamentos.


Origem da Mão Invisível

O conceito da mão invisível surgiu nos escritos de Adam Smith, pensador escocês do Iluminismo e considerado o pai do pensamento econômico liberal. Foi no livro "A Riqueza das Nações", publicado em 1776, que Smith apresentou a interpretação econômica do sentido desse termo.

Posteriormente, mais pensadores passaram a usar o termo mão invisível no século XX, com a forte disseminação do pensamento neoclássico.

Entendendo a Mão Invisível

Para entender o conceito de mão invisível, é preciso entender como ele se concretiza no mundo. Ou seja, é preciso analisar o funcionamento do mercado.

Cada compra ou venda realizada livremente, pela vontade dos agentes (pessoas comuns, empresas, o próprio Estado também é um consumidor) cria sinais que indicam quais bens e serviços são mais valiosos e mais difíceis de colocar em circulação.

Esses sinais se traduzem no sistema de preços. Um bem que tem maior valor percebido, ou que é mais difícil de produzir, chega a um patamar de preço superior aos demais.

Além disso, a competição entre os agentes também afeta o sistema de preços. Consumidores competem para conseguir o bem que desejam. Fornecedores competem para conseguir a atenção e preferência dos consumidores.

Essas são forças invisíveis, que moldam o mercado. É delas que falamos, ao usar o termo mão invisível. E essa mão é o oposto da "mão visível do Estado", a intervenção direta do Estado para determinar quais bens e serviços são ofertados, qualidade, quantidade, preços e até cotas de consumo.

Benefícios da Mão Invisível

Economistas adeptos das escolas clássicas ou neoclássicas (que tem como base o pensamento liberal) defendem que a economia de livre mercado, movida pela mão invisível, tem vários benefícios em relação a uma economia na qual o Estado intervém diretamente.

O primeiro benefício é que, para os consumidores, a oferta de produtos estará sempre alinhada com seus interesses. Por exemplo, produtos de baixa qualidade vão sair do mercado por força da falta de demanda.

O segundo benefício é que, tanto para fornecedores quanto para consumidores, o nível de preços vai tender a um ponto de equilíbrio. É o balanço entre o máximo que os compradores estão dispostos a pagar e o mínimo que os vendedores estão dispostos a receber.

O terceiro benefício é que, para os fornecedores, os recursos vão se alocar da forma mais eficiente. Por exemplo, o fornecedor que reconhece uma baixa demanda por um de seus produtos vai retirá-lo do mercado e redirecionar os recursos que eram usados em sua produção para outros bens, que recebem maior demanda. Assim, ele provavelmente venderá mais.

Críticas à Mão Invisível

Críticos da teoria liberal de maneira geral, e do próprio conceito de mão invisível, apontam que é preciso fazer muitas suposições para imaginar que uma economia de livre mercado vai funcionar de maneira ótima, sem precisa de qualquer intervenção direta.

É preciso supor, por exemplo, que existe igualdade e transparência no acesso a informação entre os agentes do mercado, tanto consumidores quanto fornecedores, pois apenas assim eles poderiam escolher livremente e as forças de demanda e oferta exerceriam seu impacto.

Outra suposição é a de que os agentes tomariam decisões racionais, sem serem movidos por vieses e falácias. Somente dessa forma, eles poderiam efetivamente escolher com base na qualidade, e os bens e serviços de baixa qualidade sairiam do mercado por falta de demanda.

No entanto, como já foi demonstrado em vários estudos, não há igualdade e transparência de informações, nem racionalidade total na tomada de decisões, o que enfraquece a hipótese de que a mão invisível é suficiente para regular o mercado.

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