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Luís Carlos Mendonça de Barros

Quem foi Luiz Carlos Mendonça de Barros?

Luiz Carlos Mendonça de Barros nasceu em 1942, na cidade de São Paulo. Seu irmão, José Roberto Mendonça de Barros também atuou no governo, como secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre os anos de 1995 e 1998, durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Luiz Carlos adentrou na política durante a graduação em Engenharia de Produção na Universidade de São Paulo (USP). Alguns anos mais tarde, ele fez pós-graduação em Política de Negócios da Pequena e Média Empresa, também na USP.

Logo depois de formado, passou a dar aulas na Faculdade Getúlio Vargas (FGV-SP) e na Faculdade de Administração e Economia de Piracicaba. Já na década de 1980, ele se tornou professor de doutorado do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


Carreira de Luiz Carlos Mendonça de Barros

Luiz Carlos começou a trabalhar no Banco de Investimento Industrial (Investbanco) como analista financeiro. Ele permaneceu na organização por alguns anos, onde se tornou gerente e superintendente de operações na área de financiamento e captação. Além disso, criou o departamento de open market no banco.

Nesta época, Luiz Carlos Mendonça de Barros também foi membro do conselho fiscal da Mercantil Participações (Mepasa), além de diretor-presidente da Investleasing e da Companhia Agropecuária Bandeirantes.

Mercado financeiro e governo

Ao lado de mais três sócios, o paulistano fundou a corretora de câmbio e valores imobiliários Patente, em 1972. Luiz Carlos Mendonça de Barros ainda se associou ao irmão e a Ibrahim Eris, que seria presidente do Banco Central  na gestão de Fernando Collor (1990-1992), para fundarem a consultora MBE Associados.

Em 1983, Luiz Carlos Mendonça de Barros deixou a Patente para ser um dos fundadores e o diretor do banco de investimentos Planibanc. Mais tarde, deixou a instituição para assumir a Diretoria de Mercado de Capitais do Banco Central.

BNDES

Dez anos depois, ele fundou o banco Matrix ao lado de outros sócios, entre eles o economista André Lara Resende. No entanto, vendeu suas ações quando assumiu a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em substituição à Edmar Bacha.

À frente do BNDES, Luiz Carlos Mendonça de Barros participou do processo de privatização de setores significativos da economia e que estava, sob controle e monopólio do Estado, sob a intenção de reduzir o déficit público. Com isso, o banco passou a comprar ações ordinárias de distribuidoras de energia estaduais como forma de poder influenciar nas decisões das empresas.

Como adiantamento, o BNDES liberou verba para os governos que tivessem optado por vender as ações das centrais distribuidoras de energia. Na etapa seguinte, a instituição concedeu financiamento a empresas interessadas em adquirir as distribuidoras.

Luiz Carlos Mendonça de Barros também participou da operação de venda da então Companhia Vale do Rio Doce (atual Vale), no fim da década de 1990, na qual também articulou repasse de recursos aos governantes.

Ele ainda comandou a privatização do Sistema Telebrás, porém já como Ministro das Comunicações. Em um dos maiores processos de desestatização do mundo, a Telebrás foi dividida em 12 empresas nas áreas de telefonia fixa, celular e longa distância, que foram então vendidas.

Acusações

Luiz Carlos Mendonça de Barros teve seu nome e o de suas empresas associados a alguns casos, como o de Sérgio Nahas, fornecimento de informações privilegiadas, improbidade administrativa e do “escândalo do grampo do BNDES”. Como membro do governo, foi alvo de ações judiciais a respeito da privatização da Vale do Rio Doce e da Telebrás.

Nos anos 2000 em diante, ele foi um dos fundadores da MBG & Associados na oferta de cursos à distância, e da Quest Investimentos, gestora independente de recursos financeiros. Ligado ao PSDB, Barros participou ainda das campanhas de Geraldo Alckmin, para a presidência, e de José Serra, para o governo de São Paulo.

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