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Lei de Say

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O que é a Lei de Say?

A Lei de Say, também conhecida como Lei dos Mercados, é uma teoria econômica que visa relacionar a capacidade demandante de uma pessoa (e do próprio mercado) com a sua capacidade de produção.

Ou seja, segundo Jean-Baptiste Say (economista francês autor da teoria), apenas somos capazes de consumir quando antes, com nosso trabalho, produzimos algo cujo valor de mercado seja equivalente.

Na prática, indica que o propósito do nosso ofício não é criar resultados para o nosso próprio uso, mas sim ofertá-lo a terceiros e, a partir disso, conseguir comprar o que foi produzido por outras pessoas.

Faz sentido, certo? Afinal, quanto do que você possui foi feito totalmente por suas próprias mãos?


Como a Lei de Say funciona?

Para entender a leitura dos mercados feita por Say, é importante que foquemos também no nosso próprio comportamento (afinal, também somos agentes econômicos).

E para isso, nada melhor do que pensar em uma referência como The Walking Dead.

O que, diachos, isso tem a ver com Say?

Explicamos: o primeiro pavor de quem se vê em meio a um colapso social nos filmes e séries (como Planeta dos Macacos: O Confronto e Bird Box, para citar os mais recentes) é a falta de mantimentos. O que comer? O que beber? Como gerar energia elétrica? Como operar a tecnologia?

A verdade é que ninguém sabe muito bem como proceder: as chances de enfrentar a escassez de todos os itens essenciais (imagine os não essenciais) é iminente. E a razão para isso é que nos tornamos, como sociedade, completamente interdependentes.

Agora, por exemplo, você está lendo esse artigo em um dispositivo tecnológico que não foi você quem produziu. Provavelmente você não faz a menor ideia de como montar um celular ou um computador, que dirá onde conseguir cada peça a partir dos recursos naturais.

Entre manter algo tão importante quanto a internet funcionando sozinha (se fosse possível) e procurar uma mini agulha no maior palheiro do mundo, sabemos que você teria mais sorte no segundo.

Essa é a estrutura social que construímos: para desfrutar de um produto, não precisamos necessariamente fabricá-lo. Para isso, basta pagarmos a quem sabe.

Mas para entregar dinheiro (a forma atual de remuneração), precisamos antes ganhá-lo. E como fazemos isso? Criando produtos que tenham valor para outras pessoas e pelos quais elas estariam dispostas a nos pagar.

Portanto, a produção precede a demanda, visto que apenas podemos consumir após gerarmos valor suficiente para tal.

Ou segundo a definição de Say, “dado que cada um de nós só pode comprar a produção de terceiros com nossa própria produção, (...) o valor do que podemos comprar é igual ao valor do que podemos produzir, (...)”.

Isso significa que, para comprar o tal celular ou computador de (hipotéticos) 3 mil reais que empunhamos, é necessário que o retorno de nosso trabalho tenha valor de mercado igual ou superior a esses 3 mil reais.

Quais são as interpretações associadas à Lei de Say?

Se o ditado “cada cabeça, uma sentença” era usado pelos nossos avós para nos ensinar que cada pessoa pensa de uma maneira diferente, no trato da Lei de Say ela cairia muito bem.

Isso porque a sua interpretação pode ser muito divergente, incorrendo na observação de inúmeros processos complementares ao longo da História da Economia.

Para John Maynard Keynes, por exemplo, ela se resumiria em “a oferta cria sua própria demanda”. Segundo ele, o equilíbrio entre ambos os fatores não é, na prática, assim tão automático quanto a Lei de Say indica.

Na verdade, o risco de superprodução geral (sobreposição da oferta) sempre existe, visto que a demanda efetiva de seus produtos pode sim ser insuficiente para igualar valor de produção e valor de mercado na venda.

Isso significaria, portanto, que a oferta não cria a demanda, mas sim o contrário.

Simples, não? Bom, isso até Ludwig von Mises aparecer e dizer que Keynes entendeu tudo errado.

Para ele, a Lei de Say está correta conforme foi formulada e o seu entendimento ao longo dos anos foi equivocado.

Na relação produção e consumo, por exemplo, o aumento da produção é capaz de gerar aumento de consumo, visto que os produtores, ao disponibilizarem e venderem os seus produtos, angariam mais capital para consumir e aquecer a economia.

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