O que é Lastro?

O lastro nada mais é do que uma espécie de garantia. Quando buscamos um empréstimo junto ao banco, a instituição financeira, às vezes, nos oferece a possibilidade de deixar algo como garantia e, assim, conseguir uma linha de crédito mais barata.

Essa garantia pode ser várias coisas, desde o seu veículo, até a sua casa. No caso do lastro, a função é basicamente a mesma, a garantia.

Antigamente (antes da segunda grande guerra mundial), os países faziam a emissão da própria moeda mediante a um lastro. O lastro nessa época era o ouro.

Então, dependendo da quantidade da reserva de ouro do país em questão, o mesmo teria melhores condições para emitir mais dinheiro.

Hoje o lastro praticamente não existe mais, uma vez que a dívida pública dos países serve como parâmetro para emissão de mais moedas ou não.

Existem ainda aqueles que buscam no dólar norte-americano uma espécie de lastro.

Como funciona o Lastro?

O lastro funciona como uma espécie de garantia.

Ao realizar alguma transação em que a outra parte exige alguma garantia, você poderá deixar como lastro da operação algum ativo.

Nesse caso, os ativos colocados como lastro são vários. Pode ser o próprio dinheiro, investimentos, veículos, máquinas e afins.

Desde que a outra parte aceite os tais ativos como lastro, está tudo em ordem. O lastro com certeza possui uma grande presença no mundo financeiro.

Diversas operações possuem alguma espécie de lastro. Investimentos em si possuem lastro.

Por exemplo, ao comprar um CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), você está comprando um “papel”.

Porém, esse simples papel tem como lastro uma operação imobiliária. Uma das exigências dos CRIs é de deixar algum bem como garantia em caso de inadimplência por parte dos emissores do título.

Querendo ou não, essa garantia fornece ao papel uma forma de lastro.

As ações negociadas em bolsa de valores funcionam de forma semelhante. Ao adquirir ações, você está se tornando um sócio do negócio, não é? Sendo que essas ações têm lastro na própria empresa.

Ou seja, se o negócio falir a sua ação vai junto.

A mesma coisa ocorre com os fundos imobiliários. Os FII são negociados em bolsa, mas os mesmos representam fundos que possuem em seus portfólios, imóveis, títulos com lastro em imóveis e vários tipos de ativos de condição similar.

Em resumo, o mercado financeiro como um todo funciona baseado em garantias e no lastro.

Para que serve o Lastro?

O Lastro tem a serventia de gerar mais segurança entre operações de cunho financeiro. Por exemplo, o ouro (OZ1D), comprado na bolsa de valores, possui o seu lastro.

Ou seja, ao comprar um título de propriedade de 250g de ouro na bolsa de valores, o mesmo possui o lastro em ouro físico daquela exata quantidade.

Quando você for comprar uma posição no mercado futuro em dólar, ou quem sabe em algum índice, a corretora vai exigir algum lastro como garantia para aquela operação.

Mas porque disso?

Sem esse lastro a corretora e a outra parte da operação não possuem garantia de que ela poderá ser concluída.

Por se tratar de uma transação onde as partes não se conhecem e tampouco tem contato, esse tipo de operação exige um lastro.

Porque o Lastro?

O Lastro é algo fundamental hoje e provavelmente vai continuar sendo muito importante para a manutenção das transações e operações de valores pelo mundo.

No futuro provavelmente teremos outras formas ou espécies de lastro, mas de qualquer forma o lastro permanecerá existindo.