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Juros

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O que são os juros?

Os juros são a remuneração paga por todo devedor, como compensação ao credor pelo empréstimo de dinheiro. Indicados de forma percentual, a cobrança de juros pode ser anual, mensal ou até mesmo diária.

Quem empresta seus bens precisa de um incentivo para completar a transação.

Afinal, ele está abrindo mão de realizar compras ou fazer outro uso do dinheiro para emprestá-lo. A recompensa da “abnegação”, portanto, vem da promessa de multiplicar o seu patrimônio e receber a mais no futuro.

Para que isso seja possível é que existem os juros. Eles atuam como verdadeiros “multiplicadores” do capital.

Presentes em praticamente toda atividade financeira, são facilmente identificados em empréstimos, financiamentos e aplicações de todo tipo.

Mas não se engane: não existe apenas um tipo de juros (como veremos a seguir, são ao menos 7!) e eles não são motivo de alegria para todo mundo. Seus boletos que o digam!

E se você quiser saber ainda mais sobre tema temos um vídeo exclusivo no nosso canal, veja aqui:


Qual é a importância dos juros?

Quantas vezes você já viu um confeiteiro deixar a cozinha, trazendo consigo um grande sorriso no rosto e um bolo solado nas mãos? Nenhuma?

É fácil identificar o porquê: ninguém fica feliz com um bolo solado. Nem um superchef, nem um cozinheiro de fim de semana.

É tanto esforço para comprar cada ingrediente, medi-los, batê-los e esperar aos roncos do estômago até que a fôrma asse (sem falar na louça!) que ao ver um bolo murcho, pequeno e compacto resta apenas frustração - e uma vontade enorme de jogar tudo pelos ares.

Afinal, não tem quem coma!

Ok, entendi. Mas o que isso tem a ver com os juros mesmo?

Simples, quem você acha que se comporta exatamente como um confeiteiro no mercado financeiro?

Se você pensou nas instituições financeiras… Você está redondamente enganado!

Você (ou o credor, no caso) é o verdadeiro confeiteiro.

Pense bem: quem é que trabalha arduamente, horas a fio, para ganhar o dinheiro? Quem é que abre mão de financiar outras atividades (muitas vezes, de lazer) para financiar os bancos e empresas, através de investimentos? Quem está cotidianamente na cozinha (mercado) produzindo (aplicando)?

É você, investidor!

O máximo que as instituições financeiras fazem é te dar o fermento (juros), para garantir que o seu bolo (patrimônio) cresça, a ponto de te deixar feliz com o resultado e te manter cozinhando (ou melhor, emprestando dinheiro).

Por isso os juros são tão importantes. Eles não apenas transformam 100 reais em 110 ao final de um mês: eles fornecem aos investidores o incentivo necessário para investir.

Sem juros, não haveria motivo para a existência dos investimentos, concorda?

Felicidade de uns, tristeza de outros.

Após ler a última seção, o seu coração de investidor quase soltou um “viva”, certo?

Mas, de repente, você lembrou de todas as vezes em que as pessoas do seu círculo mais próximo receberam cobranças e soltaram um “maldito juros!” à todo pulmão.

Afinal, se os juros são tão incríveis assim, por que causam tanto mal às pessoas?

Primeiramente, é importante dizer que os juros sozinhos não fazem nada. Eles não são uma entidade fantasmagórica que surge de lugar nenhum, puxando o pé das pessoas no meio da noite e assombrando-as com dívidas exorbitantes.

É justo dizer que o spread bancário brasileiro é um dos maiores do mundo? É. Mas os juros, nesse caso, só estão fazendo o seu trabalho de crescer o bolo do credor.

Se você (ou alguém próximo) já não está dando conta de arcar com o bolo ou acredita que colocaram mais fermento do que o justo nessa receita, parta para a renegociação.

Inclusive, uma das dicas básicas para renegociar dívidas é tentar diminuir ou abater de vez o pagamento de juros moratórios (falaremos mais sobre essa modalidade adiante). Dessa forma, você conseguiria quitar o empréstimo, enquanto a instituição finalmente obteria o retorno da transação.

Mas independentemente de obter sucesso na tentativa ou não, tenha em mente que os juros são um componente vital da atividade financeira.

Ele não existe apenas para “explorar as pessoas”, como muitos pensam. Um mercado mais justo passa pela sua aplicação justa e não pela sua extinção, ok?

Quais são os tipos de juros existentes?

Assim como pães e bolos clamam por fermentos diferentes, o mercado financeiro (ou, mais especificamente, a matemática financeira) também se especializou em diversificar os juros para obter os modelos mais adequados para cada transação.

A seguir, separamos os juros por tipo de cálculo, prazo de pagamento e credor. Veja:

Regimes de cálculo de juros

Cada regime indica a forma como os juros incidirão sobre o empréstimo.

No caso dos juros simples, os juros rendem apenas sobre o montante inicialmente emprestado. Já no caso dos juros compostos [/link], além desse rendimento, há ainda o que ficou conhecido como “juros sobre juros”.

Ou seja, além de lucrar com o dinheiro inicial que emprestou, o investidor lucra também com os juros que acumular até a data de resgate.

Essa última modalidade é a mais comum em aplicações financeiras e dívidas.

Sim, é por conta dela que uma dívida começa “pequenina” no cartão de crédito e termina por sugar o devedor em um loop eterno de cobranças.

Período de quitação dos juros

Os juros podem ser pagos em diversos momentos da transação financeira.

Quando o seu pagamento é feito já no início do empréstimo dá-se o nome de juros antecipados. Por outro lado, quando o acordo prevê o pagamento apenas ao final do período, o nome atribuído é juros postecipados.

Se houverem atrasos, a inadimplência cria ainda os chamados juros moratórios (ou juros de mora).

Agente receptor dos juros

Se quem recebe os juros é uma instituição financeira, em transações diretas com o cliente, nesse caso tem-se o que se conhece por juros ativos.

Entretanto, se quem recebe os juros são os investidores, pagos pelos próprios bancos, os juros são passivos.

Em suma, o que acontece nessa categoria é o banco se perguntando: este fermento que tenho aqui, eu devo colocar no seu bolo ou no meu?

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