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Joint Venture

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O que é joint venture?

A joint venture representa a união entre duas ou mais organizações que, visando o alcance de um objetivo em comum, criam uma nova empresa, sem se desfazer de sua personalidade jurídica.

As possíveis motivações para a criação de uma joint venture são muitas: a entrada em um novo mercado, diminuição de custos de produção e/ou distribuição, desenvolvimento de novas tecnologias, entre outras.


Como funciona a criação de uma joint venture?

Historicamente, a joint venture (também chamada de empreendimento conjunto ou empresa conjunta, em português) define a união de pessoas, físicas ou jurídicas, cujo resultado é a formação de uma terceira figura.

Entretanto, ao longo do tempo, convencionou-se o uso do termo para se referir à coligação entre duas ou mais empresas que gera uma terceira, destinada apenas a cumprir os interesses de suas "fundadoras".

Um filho geneticamente modificado para atender às necessidades de seus pais.

Na prática, a intenção aplicada na criação pode ser diversa. Abaixo, confira alguns exemplos de joint venture e os respectivos propósitos acordados pelas empresas para a parceria:

Embraer e Boeing: Já se sabe que o desmembramento da divisão comercial da Embraer no Brasil dará início a uma nova organização, cujo nome ainda não foi divulgado. A responsabilidade pelo controle operacional e de gestão será inteiramente da Boeing, enquanto a Embraer manterá poder de decisão sobre questões estratégicas.

Petrobrás e Total: A joint venture culmina em uma companhia cuja proposta é atuar no desenvolvimento de projetos de energia eólica e solar onshore no Brasil.

Azul e Correios: Parceria cujo alvo é a criação de uma empresa para o transporte aéreo e terrestre de cargas e malas postais, na área de soluções logísticas. Veja que ambas apostaram em suas áreas de expertise: a Azul, como administradora das operações aéreas da companhia, e os Correios, nas operações por terra.

Essa, inclusive é uma das vantagens mais exploradas em uma joint venture: a soma das forças de cada uma de suas fundadoras.

Qual é diferença entre uma joint venture e uma holding?

Embora ambos se caracterizem pela associação entre várias empresas, os termos joint venture e holding não devem ser confundidos.

Como aprendemos anteriormente, joint venture diz respeito a um acordo de período limitado, onde as empresas se tornam parceiras em torno de um mesmo objetivo e optam pela criação conjunta de uma terceira organização para alcançar esse fim.

A holding, por outro lado, é caracterizada pela compra de ações de uma empresa por outra. O objetivo é que a compradora atue como um sócio ou acionista, influenciando diretamente a administração de sua subsidiária.

Em resumo, joint venture é uma parceria, enquanto holding é uma aquisição.

Quais são as vantagens de se criar uma joint venture?

O sucesso de uma joint venture muito depende do grau de comprometimento das empresas e da qualidade das estratégias, que aumentam a assertividade e as chances de lucrar.

Mas o empreendimento, por si só, já apresenta muitas vantagens à corporação. Entre elas estão:

Menor investimento inicial: Como os investimentos e custos são divididos entre todos os parceiros, os valores finais para cada um deles é menor do que o aporte demandado em uma criação solo.

Autonomia do empreendimento: Em empreendimentos conjuntos, a empresa que nasce da parceria possui autonomia legal. Ou seja, as companhias que a formaram não possuem qualquer responsabilidade solidária (financeira, jurídica, trabalhista etc.) sobre ela.

Compartilhamento de tecnologia: Quando sabem que serão beneficiadas pelos resultados alcançados em um empreendimento, é mais fácil que duas organizações cooperem compartilhando sua tecnologia e expertise no desenvolvimento de um projeto.

Principalmente porque as informações compartilhadas são contratualmente sigilosas.

Esse foi o caso, por exemplo, da extinta Autolatina. Formada por Ford e Volkswagem, o seu objetivo era poupar custos operacionais no Brasil e na Argentina.Ao longo de sua existência, entre 1987 e 1996, a joint venture contou com ampla troca de aparato tecnológico entre suas fundadoras. Veja:

  • Os motores AP-1600, AP-1800 e AP-2000, assim como a plataforma do sedã Santana, foram cedidos pela Volkswagen.
  • Os motores AE-1000 (CHT) e AE 1600 (CHT) e a plataforma do Escort foram cedidos pela Ford.

Divisão de responsabilidades: Em uma joint venture, mais do que a repartição de cotas, lucros e prejuízos, há ainda a distribuição de tarefas entre as empresas.

O ideal, aqui, é aproveitar o que cada uma tem de melhor a oferecer.

Lembre-se do caso Azul-Correios!

A Azul já domina as operações aéreas: conhece as suas particularidades gerenciais, as estratégias mais certeiras, os procedimentos exigidos por lei e os procedimentos desejáveis, por qualidade e demanda dos clientes... Entre tantos outros pormenores que a colocam como uma das maiores companhias aéreas do país.

O mesmo faz os Correios, mas no âmbito da logística terrestre.

Nada mais coerente e benéfico para o novo empreendimento do que mantê-los concentrados no que fazem de melhor, certo?

Pois essa soma de forças é o que torna uma joint venture tão poderosa!

Existem riscos na criação de uma joint venture?

Como qualquer novo empreendimento, a joint venture também possui riscos.

Seu lançamento no mercado deve ser planejado com o mesmo cuidado que o de empresas convencionais, assim como o seu desenvolvimento administrativo e financeiro.

Afinal, para os clientes, ela é apenas mais uma empresa: eventualmente, conta com o respaldo da expertise de suas fundadoras, mas precisa apresentar sustentabilidade institucional e serviços de qualidade.

Ademais, as divergências entre as empresas podem ameaçar (e muito!) o bom andamento de uma joint venture.
Isso porque são duas organizações diferentes, não se deve esquecer. As suas culturas e identidades organizacionais podem (e vão) discordar em alguns pontos.

Se não houver flexibilidade e disposição ao diálogo na discussão dos rumos que o empreendimento deve tomar, é provável que ela seja encerrada antes mesmo que o objetivo definido no acordo seja cumprido.

Um exemplo do fracasso decorrente de divergências fundamentais é a joint venture Autolatina, anteriormente citada na sessão “Quais são as vantagens de se criar uma joint venture?." 

As discordâncias quanto à estratégia e filosofia de negócio foram fundamentais para que Volkswagen e Ford optassem pela sua dissolução.

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