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Efeito Multiplicador do PIB

O que é o Efeito Multiplicador do PIB?

O Efeito Multiplicador do PIB é um conceito que explica como uma expansão de um componente específico da renda nacional gera um resultado final maior que o inicial para o PIB total.

Em outras palavras, indica o quanto uma alteração nas contas de consumo, investimento, gastos governamentais ou exportações líquidas, impactará no PIB total.

A lógica é simples: Imagine que uma empresa determina que irá investir R$ 100 milhões na construção de uma nova fábrica. Esse dinheiro deverá ser usado para comprar tijolos, tinta, cimento, fiação elétrica, maquinário e mobiliário, além dos salários pagos aos próprios prestadores de serviços como os engenheiros, pedreiros, pintores e eletricistas que colocarão a mão na massa para colocar essa fábrica de pé.

Logo, esses R$ 100 milhões se transformaram em renda para todas essas empresas que venderam esses materiais (pois elas pagaram salários para seus funcionários e dividendos ao seus acionistas), além da remuneração dos próprios prestadores de serviços.

Agora tanto essas empresas, como os prestadores de serviços, utilizarão esse dinheiro para novos investimentos ou simplesmente consumo próprio, o que acarretará em uma nova rodada do mesmo ciclo, agora em um valor um pouco menor, como por exemplo, R$ 80 milhões (afinal, supõe-se que essas pessoas/empresas poupariam parte da renda recebida).

Perceba que apenas ao final desse ciclo, os R$ 100 milhões investidos se tornaram um valor muito maior para a renda nacional, agora, de R$ 180 milhões.

Esse movimento continua até que o valor inicial, descontado pela poupança dos agentes econômicos, seja zerado.

É essa multiplicação da renda nacional (que transformou os R$ 100 milhões em um valor muito maior), que chamamos de Efeito Multiplicador do PIB.

Existem basicamente três tipos de multiplicadores do PIB estudados na atualidade, sendo eles:

  • Multiplicador Monetário;
  • Multiplicador Fiscal;
  • Multiplicador Keynesiano.

Para esclarecer melhor cada um desses tipos de multiplicadores vamos falar um pouco mais deles nos tópicos a seguir.


Como funciona o Multiplicador Monetário

O multiplicador monetário ocorre através do sistema bancário que, ao emprestar o que recebe através dos depósitos do público, multiplica a base monetária da economia, ou seja, o total de moeda disponível.

Para entender isso de maneira simples, imagine que uma pessoa deposite R$ 10,00 em um banco qualquer. Ela poderá agora, usar esse valor para emitir cheques contra terceiros.

Entretanto, ao receber o depósito R$ 10,00, esse banco empresta esse dinheiro para uma empresa, multiplicando dessa maneira a base monetária da economia.

Repare que, nesse caso, o tomador do empréstimo irá investir esse dinheiro em produção com intuito de obter lucros superiores aos juros negociados com o banco.

Dessa maneira, o fator poupança que não se encontra na equação do PIB é transformado em Investimento e, consequentemente, a renda acaba aumentando.

Como funciona o Multiplicador Fiscal

O multiplicador fiscal ocorre através de uma mudança nos gastos governamentais, que por consequência, impactarão em toda a renda nacional.

Isso ocorre, porque os gastos incrementais levarão à um maior aumento no consumo, que aumentará a renda e consequentemente aumentará ainda mais o consumo, impactando generalizadamente na demanda agregada.

Ou seja, é exatamente o mesmo efeito apresentado no início do texto, mas iniciado pela expansão dos gastos públicos.

Dessa maneira, podemos entender que quando o governo amplia seus gastos, seja através de maiores investimentos em infraestrutura ou gastos como educação ou saúde, o efeito sobre a renda nacional será maior.

Como funciona o Multiplicador Keynesiano

Por fim, o multiplicador keynesiano refere-se ao impacto final gerado no PIB, quando se é aumentada a conta investimento.

Nesse sentido, quando há um aumento dos investimentos produtivos das empresas, haverá aumento na produção e consequentemente mais contratação de mão de obra.

Essa renda se reverte em consumo e poupança, sendo que o consumo é reinjetado na produção aumentando ainda mais a renda nacional. A poupança, por outro lado, apesar de ficar fora de circuito inicialmente, será utilizada na sequência para investir em mais produção (através do multiplicador bancário) que será puxada pela demanda com a ampliação da conta consumo.

Nesse sentido, podemos concluir que para cada aumento em alguma das contas que compõe a equação do PIB, sendo elas, consumo, investimento, gastos do governo ou exportações líquidas (Y = C + G + I + NX), haverá um aumento maior que o inicial na renda nacional.

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