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Efeito Holofote

O que é o Efeito Holofote?

Efeito Holofote (ou spotlight effect) é o nome dado à supervalorização que todas as pessoas dão ao possível julgamento que outras fazem sobre elas, acreditando que são julgadas com maior frequência ou intensidade do que verdadeiramente são.

Uma forma muito prática de ilustrar o efeito holofote se dá em relacionamentos amorosos. Para tanto, pense em algo constrangedor que pode acontecer enquanto se relaciona com alguém, como ir a um encontro com um pedacinho de alface nos dentes ou bater dente com dente durante um beijo.

Se isso já te aconteceu, é possível que você tenha passado um bom tempo tentando adivinhar a conclusão que a pessoa tirou do fato. Será que ela me acha menos atraente agora? Será que ela nunca mais vai querer me beijar de novo? Será que ela está zombando de mim pelas minhas costas? Quanto mais baixa a sua autoestima, maior a paranoia.

Mas se fosse a situação contrária (um pretendente com alface nos dentes, por exemplo), é provável que você só o avisasse, talvez rissem disso e pronto. Acabou. Você nunca mais pensaria nisso, nem teria a opinião sobre ele afetada pelo fato.

Então por que você acredita que a tal pessoa perdeu mais de 5 segundos da vida dela pensando nisso? Porque, seguindo o efeito holofote, a balança “o que pensamos do outro” e “o que os outros pensam de nós” está sempre em desequilíbrio.

Mesmo se você se diz extremamente inseguro e preocupado com a opinião dos outros (o que em tese te livra do egocentrismo), cabe lembrar: você se preocupa com a opinião deles sobre o que? O aquecimento global? O sumiço das abelhas? As pegadas dos neandertais? Sinceramente, é isso que te deixa tão ansioso? Ou é a opinião deles sobre… Você?

Antes que se sinta uma pessoa horrível, saiba que essa é uma questão enfrentada por todos os seres humanos e a explicação para essa tal balança descalibrada está no centro do seu mundo: o seu cérebro.


Qual é a origem do Efeito Holofote?

Segundo o psicólogo comportamental Nathan Heflick, “nós somos o centro dos nossos próprios universos”. Estamos a todo momento traçando estratégias para a nossa própria sobrevivência, seja ao descermos uma escada seja no almoço de trabalho.

Em um mundo com tantos perigos, é natural que perder o foco de nós mesmos, de onde estamos e do que fazemos é altamente arriscado. Mesmo quando saímos do momento presente, viajamos mentalmente no passado e no futuro em busca de informações, antecipações e ferramentas estratégicas que nos ajudem em nossa missão vital.

Em nível geral, o objetivo é nos manter vivos. Em nível particular, pode ser a aceitação por parte do nosso chefe ou a satisfação de nossos parceiros.

De qualquer forma, envolve a nossa sobrevivência. Então é natural que seja difícil abstrair desse centro de necessidade, onde habitamos durante toda vida.

Outro ponto levantado na identificação do fenômeno de efeito holofote é a maior das nossas restrições: superar a nossa própria consciência. Isso porque não conseguimos abrir mão dela.

Ao tentarmos julgar a nós mesmos como os outros nos julgam - e não como nos julgamos (isto é, como o Sol do nosso sistema) - é como um verdadeiro incêndio.

Imagine o que aconteceria se o fogo, para apagar o incêndio, tentasse se colocar no lugar da água e se comportar como ela.

Como o fogo não é água (obviamente) e tudo o que ele faz é queimar, ele não consegue tal feito.

Embora absurdo, a dinâmica do efeito holofote é a mesma. Juramos para nós mesmos que estamos nos analisando como o outro deve nos analisar (ou seja, que deixamos de ser fogo e agora somos água), mas na verdade seguimos embasados no único ponto de vista que dominamos: o nosso.

Em suma, é um jogo de “ele me julga de jeito x, por tempo y, porque é assim que eu me julgo”.

O grande problema dessa dinâmica é que nos convencemos que o nosso entendimento é o mesmo do outro, não percebemos a distorção que criamos e agimos de acordo com esse equívoco.

Como o Efeito Holofote afeta as suas finanças?

Como sempre dizemos por aqui, você pode até não conhecer os seus vieses antes de ler os nossos artigos, mas pode ter certeza que as empresas já o conhecem há tempos (em especial, as de publicidade).

Em geral, esse conhecimento é usado para estimular o seu consumo - e no caso do efeito holofote não é diferente.

Um exemplo típico disso são os comerciais de carros. Eles adoram mostrar como, comprando aquele novo modelo, as pessoas vão babar em cima de você, quase aplaudindo quando passar pela rua com seu novo bem.

Nós adoramos essa sensação de sermos admirados e respeitados, fantasiando o quanto as pessoas vão ficar embasbacadas ao ver o nosso incrível carro novo desfilando por aí, certo?

Mas te perguntamos: quantas vezes você perdeu mais de 2 segundos admirando (ou estranhando) o carro de alguém no trânsito? Ou melhor, qual foi a última vez em que você sequer prestou atenção nos carros, sem ser com raiva do condutor?

Embora a resposta esperada seja “raramente” e “não me lembro”, as propagandas nos incitam a fantasiar sobre as reações dos demais.

Contudo, se você está tão ocupado com os seus próprios problemas que mal percebe as posses dos outros, por que acha que eles vão perceber as suas?

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