O que é Economia Mainstream

Economia Mainstream, também chamada de Economia Ortodoxa, é o termo usado para se referir a um conjunto de escolas de pensamento econômico consideradas ortodoxas.

Não se trata, portanto, de uma área da Economia, mas de um termo guarda-chuva que se refere de forma geral àquelas escolas de pensamento mais aceitas e ensinadas de forma mais comum nas universidades.


História da Economia Mainstream

Quando falamos em Economia, como campo de estudos, é importante entender que não existe uma única verdade absoluta. Pelo contrário, existem diversas percepções sobre a Economia e métodos para estudá-la.

Pesquisadores com percepções e métodos similares reúnem-se, formal ou informalmente, em escolas de pensamento. E as escolas de pensamento mais aceitas e tradicionais reúnem-se na economia mainstream.

A história da economia mainstream está diretamente relacionada com a história das escolas de pensamento que ganharam maior visibilidade e aceitação.

Um dos principais destaques é o liberalismo de Adam Smith, que remonta ao século XVIII.

Outra menção importante vai para o keynesianismo, inspirado por John Keynes​​​​​​​, na primeira metade do século XX.

Também entram na economia mainstream as escolas da economia neoclássica, de Carl Menger, Willian Stanley Jevons e León Walras, que afloraram entre o fim do século XIX e o começo do século XX.

Economia Mainstream x Economia Heterodoxa

As escolas de pensamento da Economia Mainstream trabalham com conceitos que são questionados por outras escolas de pensamento, como a marxista e a pós-keynesianista. Essas outras escolas também se reúnem em um grupo, chamado de Economia Heterodoxa​​​​​​​.

Em outras palavras, existem dois grandes grupos de escolas de pensamento – a economia mainstream e a economia heterodoxa –, que  divergem em relação a alguns pontos fundamentais, tanto em relação aos pressupostos teóricos quanto aos métodos de estudo da Economia.

É interessante notar que, enquanto a Economia Mainstream goza de um alto nível de aceitação e é amplamente divulgada, a Economia Heterodoxa não tem o mesmo espaço, mesmo em ambientes acadêmicos.

No entanto, isso não reflete o valor do pensamento que elas defendem. De fato, as escolas de pensamento consideradas heterodoxas desempenham um papel essencial ao desafiar constantemente as escolas ortodoxas e, assim, incentivá-las a rever e aprimorar seus conceitos.

Pressupostos teóricos e métodos

Em relação aos pressupostos teóricos, na Economia Mainstream, muitos dos modelos e pressupostos de base giram em torno dos mesmos conceitos. Os principais são a racionalidade dos atores e o equilíbrio de mercado.

As várias teorias englobadas na Economia Mainstream diferem sobre a forma como cada uma aplica esses conceitos.

Em relação à metodologia, ela segue a linguagem tradicional dos modelos matemáticos, e utiliza cálculo, otimização e estática comparativa. 

Críticas à Economia Mainstream

A principal crítica em relação à Economia Mainstream é sua falta de considerações em relação a fatores externos que afetam o comportamento dos atores. Desta forma, existe uma expectativa de que eles se comportem de maneira lógica e uniforme, o que não se verifica no mundo real. 

Outra crítica recorrente é que a Economia Mainstream não dá atenção a preocupações de natureza econômica que estão ganhando mais importância no mundo atual, como a sustentabilidade e consumo consciente. 

Por causa dessas críticas e das insuficiências que elas denotam na Economia Mainstream, surgem novos campos de estudo que buscam resolver as questões até então ignoradas. É o caso da Economia Comportamental, que estuda o comportamento dos atores, e da Economia Ambiental, que estuda a criação de políticas e incentivos para práticas e negócios mais sustentáveis.

Também se critica a Economia Mainstream por assumir que mercados são eficientes e que os fatores que afetam a economia são quantificáveis. Esses são pressupostos que caem por terra, principalmente, com a crise financeira ​​​​​ global.

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