Última modificação em 16 de novembro de 2020

O que é DPGE?

O DPGE (Depósito a Prazo com Garantia Especial) é um título privado que tem a sua emissão feita por bancos de pequeno e médio porte. O seu destaque fica por conta do oferecimento de uma garantia ampliada maior que a oferecida em outros títulos de renda fixa.

Uma das grandes vantagens oferecidas pelo DPGE é o fato de que ele concede essa garantia “especial” ao investidor, como seu próprio nome indica. Ela é oferecida para minimizar o risco do investimento e para ampliar a proteção dada a quem decide investir.

Enquanto outros títulos têm cobertura de apenas R$ 250 mil do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), o DPGE consegue assegurar aplicações de até R$ 20 milhões. Essa proteção, então, se traduz em maior segurança a esse grande patrimônio do investidor — principalmente em relação a outros papéis da renda fixa.

Como o DPGE funciona?

Essa modalidade de investimentos é relativamente nova. Criada em 2009, sua função principal é auxiliar os bancos de menor porte na captação de recursos. Uma das principais características desse investimento é a possibilidade de proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) com um teto de garantia que é superior aos demais títulos protegidos pela mesma instituição.

Além da garantia ordinária (mais comum), existe a garantia especial, utilizada com exclusividade pelo DPGE. Como dito anteriormente, ela possibilita garantia para aportes de até R$ 20 milhões — levando em consideração a somatória entre o montante que foi investido e a rentabilidade já contabilizada.

Com todo esse amparo promovido pelo Fundo Garantidor de Crédito, o DPGE se tornou uma aplicação muito buscada por investidores que têm grandes montantes disponíveis para investir. Ele também é muito indicado para aqueles que não pretendem resgatar o valor aplicado antes do vencimento da aplicação. Esse prazo, entretanto, nunca será inferior a 6 meses ou superior a 32 meses.

A quem se destina o DPGE?

O DPGE é um produto bastante semelhante aos outros títulos de renda fixa disponíveis no mercado. A diferença é que, por ter um valor mínimo de aporte bem elevado — que gira, normalmente, acima de R$ 250 mil — investir em um Depósito a Prazo com Garantia Especial geralmente fica restrito apenas para os grandes investidores.

Por conta do valor do investimento, esse título também pode ser interessante para quem tem um perfil de investidor mais conservador. Sendo assim, ele se torna uma boa opção para aqueles que têm montantes de recursos mais elevados e não têm urgência no resgate do valor que foi investido.

Quais são os rendimentos do DPGE?

A remuneração desse tipo de aplicação pode acontecer de algumas formas diferentes. A primeira delas é prefixada, em que uma taxa fixa como rendimento é oferecida. Assim, possibilita que o investidor saiba exatamente o quanto receberá ao final do prazo do seu investimento.

Nesse caso, se um cenário de queda na taxa de juros básica da economia for considerado, a aquisição de um título com taxa prefixada pode ser vantajosa. Se, por algum motivo, as taxas começarem a subir, essa opção pode não ser tão interessante para o investidor.

A outra forma de remuneração é a pós-fixada. Nela, o rendimento será calculado com base na variação do indexador, o CDI. Com essa hipótese, o investidor tem apenas uma noção da remuneração da sua aplicação, mas terá conhecimento da sua rentabilidade efetiva apenas quando o prazo contratado acabar.

Por fim, existe a remuneração híbrida, que garante um rendimento sempre superior à inflação. Aqui, é preciso frisar que a rentabilidade de um DPGE é estipulada pela instituição que emitiu o título e ela pode girar em torno de 100% do CDI — mas pode chegar até os 125%.

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