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Downsizing

O que é o Downsizing?

Downsizing é o nome dado a uma medida estratégica específica ligada à gestão de pessoas, que é aplicada pelas companhias com o objetivo de realizar uma restruturação organizacional e uma redução nos seus custos. O termo original em Inglês é costumeiramente traduzido para a Língua Portuguesa como "redução de tamanho" (do quadro de funcionários) ou apenas "redução de pessoal".

Algumas das maneiras mais comuns de se colocar o downsizing em prática envolve desligamentos em massa (inclusive através de programas de demissão voluntária e aposentadoria incentivada) e o enxugamento das linhas hierárquicas. 

Esse último, especialmente, demonstra que nem sempre é necessário que a empresa demita um grande número de funcionários para realizar a adequada aplicação do downsizing.

Explicamos: o downsizing surgiu como uma maneira de promover maior eficiência dentro do negócio. Isso significa que, quando os administradores percebem que as operações não estão ocorrendo da forma mais eficiente possível, vêm nessa medida uma das possíveis saídas para o aumento do rendimento. 

Por vezes, para tanto, é necessário reconhecer que a estrutura da organização, com muitos departamentos e extensa linha hierárquica (isto é, muitos gestores, coordenadores e afins), se tornou "obesa". O seu peso é tamanho que está impedindo a empresa de crescer de forma mais rápida. Para reverter a situação, essa "gordura" desnecessária é retirada, de modo que permite à companhia uma operação mais leve e dinâmica, que deve se traduzir em ganhos de produtividade e, consequentemente, lucros.

Antes de prosseguirmos listando maiores detalhes acerca do downsizing, é importante advertirmos que o termo não é utilizado apenas nesse contexto que estamos narrando (gestão de pessoal). Em outras áreas e contextos, o downsizing também pode ser utilizado para designar outros processos e estratégias de enxugamento. Contudo, neste artigo, vamos nos ater apenas à questão organizacional, visto que é a que maior impacto sobre todos os tipos diferentes de empresas. 


Quais são as vantagens e desvantagens de se realizar um Downsizing?

Por que o downsizing se popularizou tanto a partir da década de 1970? Por que, ainda que muitas organizações saiam melhores e mais bem-sucedidas de um downsizing, outras se afundam ainda mais após aplicar a tática? 

Essas duas perguntas podem ser respondidas ao considerarmos as vantagens e desvantagens presentes na realização de um downsizing. A correta aplicação de suas vantagens acaba por se reverter em vantagem estratégica, enquanto a subestimação das desvantagens pode se transformar no "calcanhar de Aquiles" da estratégia e mais perturbar do que ajudar a organização.

Vantagens comuns ao downsizing

  • Readequação do negócio às suas necessidades atuais: geralmente, as empresas não "engordam" do nada. A verdade é que o aumento no quadro de funcionários e funções costuma se dá em períodos de rápido crescimento, em que esse acréscimo se faz necessário. Porém, passado o período, o que antes era "combustível" para o crescimento vira um peso. Como você já sabe, após o downsizing, espera-se que o negócio apresente uma estrutura mais leve, de modo que a carga a menos lhe torne mais ágil para alcançar novos níveis de crescimento no futuro;
  • Redução de custos: uma das maiores vantagens, visto que permite um aumento dos lucros e investimentos;
  • Diminuição da burocracia: se você já leu o nosso artigo completo acerca das burocracias (disponível aqui), sabe que o que geralmente chamamos de burocracia se trata, na verdade, de disfunções burocráticas. Em resumo, as disfunções são responsáveis pela estrutura engessada e com processos excessivos que tanto condenamos. Ao realizar o downsizing, reestruturando a organização, há a tendência de se diminuir também as disfunções.

Desvantagens comuns ao downsizing

  • Aumento das despesas: muitos esquecem que a demissão em massa resulta em maiores gastos rescisórios, que podem ter um impacto considerável nas contas da empresa;
  • Desmotivação do pessoal: não é novidade para ninguém que o risco de ser demitido a qualquer momento pode resultar em funcionários mais tensos e menos produtivos;
  • Dispensas desnecessárias: se as dispensas não forem cirurgicamente planejadas e executadas, há um sério risco de que grandes talentos saiam da empresa.

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