O que são dividendos?

Os dividendos são uma parcela dos lucros de uma empresa, distribuídos aos seus acionistas ao final do exercício social.

Obviamente, o valor pago em dividendos a cada acionista é proporcional ao número de cotas que se detém, e é justamente isso que torna o investimento em organizações tão atrativo.

Por que as empresas pagam dividendos, afinal?

Primeiramente, é bom ter em mente que as organizações de sociedade anônima têm três opções quando o assunto é o gerenciamento de seus lucros.

  1. Reinvestir na própria empresa, quitar débitos ou recomprar ações.
  2. Distribuir entre os seus acionistas.
  3. Realizar uma espécie de “meio a meio”, ou seja, usar uma parte dos lucros para investimentos e dívidas e oferecer a parte restante aos acionistas.

No Brasil, é convencionado que as empresas ofereçam, ao menos, 25% dos lucros sejam destinados para a remuneração acionária.

No entanto, mesmo que não seja essa porcentagem uma medida compulsória, o pagamento de proventos ainda é visto como objeto estratégico pelas grandes empresas.

Afinal, em mercados onde o valor das ações entre companhias de contextos similares costuma se equiparar, a promessa de pagamento de uma remuneração maior aos investidores é crucial para que ele escolha investir em determinada empresa, em detrimento de tantas outras.

E é justamente esse o objetivo de qualquer empresa, certo? Receber mais investimentos, para, então, expandir os seus negócios e aumentar os seus lucros.

Os dividendos são o incentivo para que isso aconteça e, como veremos adiante, não são raras as empresas que ultrapassem os 25% oferecidos como média pelo mercado.

Como funciona o pagamento de dividendos?

No que diz respeito à forma de remuneração, o pagamento de dividendos pode ser feito:

  • Em dinheiro.
  • Em novas ações.
  • Em propriedades (forma mais rara!).

Ele pode acontecer em frequências variadas, a depender da estratégia da empresa. Enquanto algumas tomam a posição de pagadoras mensais, outras preferem pagar bimestral, trimestral, semestral ou até anualmente.

É interessante se atentar a esse detalhe ao escolher empresas para compor sua carteira de investimentos. Do que adianta uma organização pagar altos valores, se você vai demorar uma vida para recebê-los?

O ideal é aliar bons valores a bons períodos de distribuição.

Falando em prazos de pagamento, você sabe quais são as datas mais importantes quando o assunto é recebimento de dividendos?

Confira:

Data de declaração (ou de anúncio): Dia em que a empresa anuncia, após a reunião de seu conselho administrativo, quando realizará o pagamento dos dividendos.

Nesse momento, são divulgados o valor a ser pago por ação, a data de registro e a data ex (mais informações abaixo).

Data ex (também chamada de ex-dividendo e ex-data): Indica o dia limite para que novos acionistas possam receber os dividendos correspondentes a um determinado período.

Quando os pagamentos são em dinheiro, costuma ocorrer dois dias úteis antes da data de registro.

Nos casos de negociação de ações feitas após a data ex, quem recebe os dividendos é a pessoa que as detinha naquele momento, ou seja, o eventual vendedor.

Data de registro: Dia em que a empresa registra, num movimento contábil, os acionistas que receberão os dividendos. O envio de relatórios financeiros e procurações, entre outras informações importantes para a distribuição de dividendos, também é organizado nesse momento.

Data de pagamento: O nome já diz por si. O momento mais aguardado pelos investidores finalmente chegou. É na data de pagamento que os dividendos finalmente são distribuídos!

O que são dividendos especiais extraordinários?

É um pagamento extra realizado pela empresa aos seus acionistas.

Dentre as principais causas dessa “grata surpresa” estão eventuais ganhos ou aumentos de caixa inesperados.

O que fazer com o valor recebido dos dividendos?

Nesse momento, a escolha é exclusiva do investidor. Reinvestir em novas ações da mesma companhia, investir em outras modalidades ou, ainda, gastá-lo livremente.

Tudo depende da tática definida por ele.

O que são os Planos de Reinvestimento de Dividendos (PRD)?

Visando aqueles acionistas cujo dividendo deve ser usado para o investimento em novas ações, muitas empresas já possuem um programa específico para a realização desse reinvestimento de forma automática.

Geralmente, o PRD conta com descontos especiais no preço das ações e corretagem.

Um exemplo de grande empresa que oferece aos acionistas a opção de aderir ao PRD é a Itaúsa. Através do programa lançado em 2013, é possível investir automaticamente em ações preferenciais ou ordinárias da empresa, com taxas de corretagem a 0,25%.

É possível viver de dividendos, mesmo sem ter grandes fortunas?

O investimento em organizações visando o recebimento de bons dividendos é uma ação comumente incentivada por grandes investidores, como Warren Buffett e Luiz Barsi.

Mas será que é mesmo possível viver de dividendos, investindo valores mais modestos?

A resposta é: depende. Primeiro, dos valores que você considera necessário receber para manter o seu estilo de vida e, segundo, da sua carteira de investimentos.

Seguindo o princípio da diversificação, o investidor deve escolher empresas (e, inclusive, setores) diferentes visando o melhor e mais seguro recebimento de dividendos.

Afinal, não há como garantir 100% que aquela companhia tão visada continuará a crescer e pagar ótimos dividendos (embora seja esperado). Mas é ainda mais improvável que reviravoltas do tipo aconteçam com todas as componentes da sua carteira.

Por isso, a assistência de um profissional é tão importante nesse momento. É ele quem poderá indicar, de acordo com as suas expectativas, a melhor maneira para “distribuir os seus ovos em múltiplas cestas” e ampliar as chances de contar com uma ótima fonte de renda estável ao longo do período do investimento.