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Despesas não operacionais

O que são despesas não operacionais?

O funcionamento de uma empresa envolve uma série de custos e despesas. Para melhor entendimento das saídas de caixa, os gestores precisam classificar os seus gastos. Uma das categorias é das despesas não operacionais.

Nesse grupo de despesas estão todos aqueles gastos que não apresentam relação direta com a atividade principal da empresa. Ou seja, eles não são exigidos para o seu funcionamento ou para a produção de um bem ou serviço que será comercializado.

O principal exemplo das despesas não operacionais é o pagamento de juros de um empréstimo. Ele funciona como remuneração para um capital de terceiros, mas não possui relação direta com a atividade da companhia. Sendo assim, considera-se uma despesa não operacional, isto é, um gasto que não tem origem na operação do negócio.


Quais são as principais despesas não operacionais?

Apesar do exemplo clássico e mais fácil de encontrar ser o pagamento de juros, essa não é a única forma de despesa não operacional que você encontrará ao analisar empresas.

Outras situações que acontecem com frequência no mundo dos negócios são a subvenção para investimentos, a reversão de devedores com capacidade duvidosa para honrar compromissos ou despesas que venham a afetar o valor patrimonial do negócio.

Todas as despesas não operacionais são listadas como "outras receitas e outras despesas" no Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE). Esse instrumento de contabilidade é de divulgação obrigatória por empresas listadas na Bolsa de Valores, sendo de fácil acesso a qualquer interessado — inclusive para o investidor individual.

Quais os tipos de despesas?

As despesas não operacionais podem ser interpretadas como o "resto" dos valores pagos por uma companhia. Isso porque, ao menos na maior parte das vezes, aqui estão listados aquelas saídas do caixa que não se enquadram nas demais classificações.

Existem, portanto, outros três grupos de despesas. São eles:

  • Despesas operacionais: são aquelas despesas diretamente associadas ao produto (ou serviço) produzido pela organização. Exemplos: folha de pagamento, máquinas e equipamentos.
  • Despesas administrativas: são despesas que não possuem ligação direta com a produção, mas que são necessárias para a constituição do negócio. Exemplos: aluguel, materiais de escritórios e impostos.
  • Despesas comerciais: por fim, temos ainda as despesas comerciais que são aqueles gastos gerados pelo processo de venda do produto ou serviço. Exemplos: salários de vendedores, embalagens e viagens.

Repare que todos os tipos de custos de um negócio que possuam relação direta com a produção se encaixam em um desses três agrupamentos de despesas. No entanto, alguns gastos específicos aparecem sem uma identificação objetiva com a operação empresarial. Neste caso, elas são consideradas como despesas não operacionais, conforme já vimos ao longo deste texto.

Como analisar as despesas não operacionais?

Pelo seu isolamento em relação à natureza de uma companhia, o natural é que as despesas não operacionais representem uma parcela pequena do total de gastos que, em um cenário normal, fica concentrado naquilo que envolve o funcionamento efetivo do negócio.

De qualquer forma, é sempre necessário estar atento a todos os tipos de despesas. Além das não operacionais, uma organização lida mensalmente com custos operacionais, administrativos e comerciais. Acompanhá-los é uma tarefa essencial tanto dos gestores, como de investidores.

Vale mencionar que, embora necessário para as atividades de uma companhia, as despesas devem ser monitoradas e, na medida do possível, reduzidas. Elas, afinal, impactam diretamente no resultado do empreendimento.

Todas essas informações estão disponíveis na Demonstração de Resultado do Exercício divulgada pela empresa, contendo inclusive a separação de cada grupo que apresentamos. Ainda sobre as despesas não operacionais, vale mencionar que, ao contrário das demais, elas não afetam o Custo das Mercadorias Vendidas (CMV), impactando o resultado apenas em um segundo momento.

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