O que é a desaceleração econômica?

Desaceleração econômica é o nome dado a um período específico do ciclo econômico, caracterizado pela redução do crescimento de uma economia nacional e/ou global e pelo consequente encaminhamento desta economia para um dos dois tipos de crise: uma recessão ou uma depressão econômica.

Lá no nosso artigo completo sobre os ciclos econômicos (disponível aqui), já indicamos que a desaceleração se assemelha muito com o outono. Sim, a estação do ano! 

Pense bem nas características do outono. Ainda que não seja tão marcado em algumas regiões do Brasil, existem alguns atributos comuns a essa época: as temperaturas mais amenas, a queda das folhas das árvores, entre outros. 

Mesmo que de vez em quando nos deparemos com aquele ventinho mais gelado que prenuncia a vinda do inverno, o frio não costuma ser tão rigoroso quanto na estação mais gélida do ano.

Trazendo para o contexto dos ciclos econômicos, a desaceleração funciona de formas semelhantes. A aceleração da economia, tão presente no período de expansão, já não é a mesma. As dificuldades na produção dos produtos e no oferecimentos de serviços, sejam de produção, sejam de capital ou de consumo, ficam mais evidentes. As pessoas já consomem menos. A taxa de desemprego cresce. 

Como o tal ventinho gelado que narramos acima, os processos que se desenvolvem no período de desaceleração prenunciam a chegada da crise. A estagnação/queda da economia ainda é amena, se comparada ao pico de "desolação" apresentada em recessões ou depressões, mas ainda assim preocupa. Nessa fase, governos geralmente interferem através de políticas econômicas - especialmente as monetárias- com o intuito de evitar a crise.


Quais são os demais períodos do ciclo econômico?

Como você já sabe, a desaceleração é apenas um dos quatro períodos que compõem o ciclo econômico. Os outros três são: a expansão, a crise e a recuperação. A desaceleração acontece especificamente entre os dois primeiros.

Expansão

É o período de pico quando se trata de crescimento da atividade econômica. É durante a expansão que o país gera maior riqueza e tem um grande avanço no seu PIB (Produto Interno Bruto). Aqui, as empresas produzem mais, os consumidores têm mais dinheiro para consumir e o volume de investimentos cresce. 

Crise econômica

O exato oposto do período anterior. Em verdade, podemos até afirmar que expansão e crise são como verão e inverno. 

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Enquanto na expansão se atinge o pico de crescimento, na crise o contrário acontece: o país chega ao ponto mais profundo da queda. 

As taxas de desemprego estão altas, muitas empresas vão à falência, o volume de investimentos se retrai... Ou seja, muitos problemas na própria relação de consumo surgem.

O assunto é tão denso que já temos, inclusive, um artigo completo aqui no Mais Retorno para tratar apenas das crises econômicas. Para conferir, clique aqui.

Recuperação

Se a desaceleração representa o outono, certamente a recuperação pode representar a primavera.

É o período pós-crise em que, embora ainda não se tenha atingido um nível de produção de riqueza suficiente para se identificar uma nova expansão, a economia volta a acelerar. Isso significa que o número de empregos cresce, assim como os volumes de produção e investimentos. 

Ainda não se chegou ao ápice (período de expansão), mas os dados indicam que se caminha para isso.

Daí, quando a expansão chegar, o ciclo se reinicia e passamos por todos os períodos novamente. Para que isso aconteça, no entanto, não há um tempo determinado.

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