Última modificação em 5 de outubro de 2020

O que é Demonstração de Fluxo de Caixa - DFC?

O DFC é a sigla para Demonstração do Fluxo de Caixa, relatório que tem por objetivo apresentar um demonstrativo contábil de todas as entradas e saídas do caixa de uma empresa.

Além disso, esse relatório contábil também demonstra quais foram os resultados financeiros do caixa de uma empresa em um dado período.

Desse modo, utilizar relatórios de DFC permite aos gestores ter maior controle sobre a saúde financeira da empresa, além de possibilitar tomadas de decisão baseadas em dados financeiros relevantes.

Ter conhecimento sobre o que é e como funciona essa demonstração pode ser um fator determinante para a sobrevivência e prosperidade dos negócios, sobretudo para os novos!

Segundo o SEBRAE, uma boa parte das empresas tem sua mortalidade associada à falta de conhecimento dos fundadores e sócios acerca de temas como gestão e administração financeira.

Como a DFC produz um relatório contábil, ela permite analisar e compreender de forma clara a capacidade de geração de caixa de uma instituição, independentemente de seu tamanho e/ou segmento de negócio.

Com a DFC é fácil localizar os períodos de maior abundância ou escassez e fazer um planejamento de alocação de recursos financeiros mais estratégico.

Assim, é um demonstrativo que pode ser muito estratégico para a empresa. Mas não é só por esse motivo que é importante conhecer e saber fazer uma Demonstração de Fluxo de Caixa.

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Por que a Demonstração de Fluxo de Caixa - DFC é importante?

Segundo a Lei Nº 11.638/2007, que passou a vigorar em 2008, empresas de capital aberto têm obrigação de realizar a DFC. Além dessas empresas, aquelas que têm um patrimônio líquido superior a R$2 milhões também se enquadram na lei e devem realizar esse demonstrativo.

Mas se você pensa que são apenas empresas de capital aberto que precisam apresentar relatórios de DFC, se enganou.

A Norma de Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas, de numeração NBC TG 1000, determina as regras de DFC para as PME’s, que também devem estar atentas para a necessidade de gerar esse relatório.

O relatório de DFC é obrigatório porque, a partir de auditorias, é possível identificar possíveis fraudes contábeis. Por isso, deve ser apresentado ao menos uma vez por ano, juntamente com os demais demonstrativos contábeis.

Qual é a estrutura da Demonstração de Fluxo de Caixa - DFC?

Existe uma forma padrão de realizar a Demonstração de Fluxo de Caixa que leva em consideração três grandes atividades empresariais: operacionais, de investimento e de financiamento.

As atividades operacionais da DFC são aquelas que se relacionam diretamente com as ações que geram receita para a empresa, desde o pagamento dos fornecedores da matéria-prima até o recebimento de clientes.

Essas receitas e despesas estão diretamente relacionadas com o que vai, ao final das contas, possibilitar a venda do serviço ou produto, fazendo parte do capital circulante do caixa.

Em termos de contabilidade na DFC, as atividades operacionais estão ligadas às contas de ativo e passivo do balanço patrimonial.

Muitas vezes, os lucros obtidos com os negócios são revertidos em investimentos a longo prazo, isto é, na compra de bens que não irão ser imediatamente vendidos, mas cuja compra irá impactar na geração de receitas.

Essas são as atividades de investimento que podem ser investimentos em ativos financeiros, veículos e imóveis e que também devem ser consideradas na DFC.

Finalmente, a terceira atividade que deve entrar na DFC são as atividades de financiamento, que são relacionadas ao passivo e também ao patrimônio líquido. Nesse caso, os valores estão ligados a coisas como empréstimos e a pagamentos de lucros aos sócios.

Ao considerar a movimentação de caixa gerada por essas atividades, o resultado da DFC será igual à soma de todos os valores líquidos de tais atividades, considerando a diferença entre o saldo final e o inicial do período analisado.

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