O que é deemed cost?

Você já parou para pensar que o valor de um ativo está em constante mudança? Um imóvel hoje pode valer X para o mercado, mas amanhã, em meio a uma recessão, esse valor certamente mudará para Y. Na prática, nem sempre essa oscilação é condizente, concorda?

Esse foi um exemplo simples, mas que muitas vezes apresenta mudança significativa entre o valor justo de um ativo e seu valor real. Para isso, as empresas podem utilizar de ferramentas e mecanismos visando identificar eventuais diferenças. Uma delas é justamente o deemed cost.

Em tradução literal, o termo significa "custo atribuído". A sua função é justamente atribuir um valor real para o seu ativo, independente do valor de mercado que ele apresente naquele momento.

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Como funciona o deemed cost?

O deemed cost funciona, na prática, como um ajuste de valor para ativos. Desta forma, ele pode oscilar tanto para cima (aumentando o valor), como para baixo (diminuindo o valor).

Vale mencionar que essa não é uma prática "extraoficial". Ou seja, a companhia que adotar desse procedimento precisa realizar o lançamento chamado de Ajustes de Avaliação Patrimonial ao divulgar o seu balanço patrimonial.

Além disso, é obrigatório que esses ajustes empregados via deemed cost sejam devidamente explicados por meio de notas explicativas. Entre elas deve constar as razões da atualização, a vida útil do ativo, além de outros detalhes que sejam considerados importantes.

Outro ponto que gera discussões é entender por qual motivo uma empresa utiliza desse recurso, certo? Basicamente, o deemed cost aparece quando há uma mudança significativa entre o valor real do ativo e a avaliação original. Não podemos esquecer que ele representa um bem da companhia e, portanto, em casos de discrepância, afeta toda avaliação do valor da própria organização.

Quais são as principais regras para aplicação do deemed cost?

Conforme já apresentamos para você, o deemed cost exige a aplicação de algumas regras para ser aplicado. A primeira delas é justamente a realização de uma avaliação técnica. Ou seja, não é simplesmente a companhia determinar quanto ela acha que o seu ativo vale: um profissional confiável deve fazê-lo.

Em segundo lugar, o ajuste não pode ultrapassar o seu valor original. Em resumo, portanto, podemos concluir que o processo exige um grande nível de documentação e exigência, assim como é como para praticamente qualquer tipo de ajuste contábil que uma companhia venha a exercer.

Por fim, a empresa precisa disponibilizar um laudo técnico com informações relevantes e que justifiquem o ajuste do deemed cost. Veja abaixo alguns exemplos sobre o que é solicitado:

Quais os impactos do deemed cost para uma companhia?

Para alguém que não possua intimidade com contabilidade, o deemed cost pode representar apenas um simples ajuste no seu balanço patrimonial, mas não é bem assim. Existem impactos permanentes.

Um deles é que, após a sua aplicação, o valor do ativo passa a ser ajustado e vale oficialmente de acordo com o novo cálculo. Isso significa, entre outras coisas, que a depreciação será afetada diretamente por esse preço e pela vida útil restante do bem. E, como sabemos, essa depreciação também influencia no resultado final da empresa.

Sendo assim, não faltam motivos para a exigência de documentação do processo de deemed cost. De outra forma, as organizações poderiam usar desse artifício livremente, ajustando seus ativos e gerando resultados artificiais ao mercado — o que seria péssimo. Como há uma série de regras e obrigações, o recurso só é efetivamente empregado em casos de ampla distorção do preço do ativo, algo que é válido.

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