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Custo do dinheiro

O que é Custo do Dinheiro

Custo do Dinheiro é o quanto é preciso pagar pelo dinheiro, por exemplo, em uma operação de empréstimo ou financiamento. Na prática, o custo do dinheiro é a taxa de juros praticada nessas operações. No mundo dos investimentos, o custo do dinheiro corresponde ao quanto é pago ao investidor, pelo capital disponibilizado - em outras palavras, nesse contexto, o custo do dinheiro é igual o seu rendimento.


Entendendo o Custo do Dinheiro

Para que esse conceito fique mais claro, vamos trabalhar com um exemplo.

Imagine que João vai ao fictício Banco Superior, buscando um empréstimo. O empréstimo consiste, basicamente, em uma situação na qual o banco cede dinheiro ao cliente para que ele use por algum tempo e devolva depois. Porém, é claro que essa operação não é um favor. O banco precisa lucrar alguma coisa com ela, até porque, ao fazer o empréstimo, ele abre mão de aplicar esse capital de outras formas. Esse lucro é a taxa de juros do empréstimo.

Perceba que, do ponto de vista de João, a taxa de juros é o custo do dinheiro. Quando João devolve o valor que pegou emprestado (chamado de principal do empréstimo), isso não é um custo, porque aquele valor não era realmente seu. Enquanto isso, a taxa de juros sai do bolso do próprio João e, portanto, é um custo.

Enquanto isso, do ponto de vista do Banco Superior, a taxa de juros do empréstimo é o seu rendimento. Quando João paga o principal, isso não é considerado rendimento, pois o banco está apenas recuperando um dinheiro que já era seu. Então, oferecer o empréstimo ao cliente é um investimento que garante um retorno, na forma de juros. 

Por isso, podemos dizer que o custo do dinheiro e o rendimento são a mesma coisa, vista por duas óticas diferentes, do tomador (devedor) e do investidor (credor), e em ambos os casos corresponde à taxa de juros.

Como é determinado o custo do dinheiro?

Existem vários fatores que podem ser empregados para determinar o custo do dinheiro. Os principais são a referência das práticas do mercado, o risco e o custo de oportunidade.

A referência das práticas do mercado é, em outras palavras, a taxa de juros média praticada em operações similares. Existem referências que podem ser usadas para identificar essa informação, como a Taxa Selic e a Taxa DI. Por exemplo, em muitos produtos financeiros, a taxa de juros é expressa em uma porcentagem do DI e, assim, é possível fazer uma comparação mais objetiva entre eles.

O risco diz respeito à probabilidade de inadimplência da obrigação à qual a taxa de juros está vinculada. Vamos retomar o exemplo anterior. Se o Banco Superior identificar que, pelo perfil de João, é provável que ele não consiga pagar seu empréstimo, vai aplicar uma taxa de juros mais alta. Do ponto de vista do banco, isso é feito porque um investimento mais arriscado só vale a pena se traz um rendimento mais alto. Do ponto de vista de João, isso significa que ele terá um custo do dinheiro mais elevado.

Finalmente, o custo de oportunidade diz respeito às oportunidades de rendimento das quais o investidor abre mão para fazer um investimento específico. Quando o Banco Superior empresta dinheiro a João, ele deixa de aplicar esse dinheiro em ações, ou oferecer como linha de crédito para empresas, por exemplo. Com base no quanto o banco poderia ganhar com esses outros investimentos, ele determina a taxa de juros que o empréstimo precisa ter para ser uma alternativa válida.

É importante reforçar que o custo do dinheiro não é determinado apenas por um destes fatores, mas por uma combinação complexa dos três e de outros.

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