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Cotação

O que é uma cotação?

De forma geral, a cotação é tida como o simples ato de estabelecer um preço para determinado item. Uma vez estabelecido o preço, entende-se que ele está cotado. Além disso, é possível que o termo cotação apareça como um sinônimo do próprio preço de uma mercadoria e/ou ativo. Nesse caso, ele é estabelecido não por um único sujeito, mas por todo o mercado.

Usualmente, nós utilizamos a cotação no contexto dos investimentos, para tratar de forma específica dos ativos. Aqui, inclui-se o valor segundo o qual os títulos são negociados e os itens a eles relacionados, como as commodities agrícolas (açúcar, café, milho, soja etc.) e financeiras (alguém falou em dólar?).


Como as cotações são definidas?

Quando se diz que a cotação de uma ação está em X reais, o que você imagina? Uma fada dos preços, tentando decidir qual número entre 0 e 100 vai magicamente marcar dessa vez? Um conselho celestial dos preços? Uma manifestação milagrosa, sendo que se muitos investidores pensarem em um número, ele imediatamente se tornará o preço daquele ativo? 

Olhando assim, podem até parecer hipóteses ingênuas e bobas, mas saiba que muitas pessoas têm enorme dificuldade em entender como as cotações são estabelecidas. Pior ainda, elas não conseguem se ver como agentes influenciando diariamente o valor daquele ativo. Afinal de contas, mesmo sem investir nem mesmo um único real, elas agem dentro da sociedade e reforçam movimentos capazes de elevar ou derrubar esses valores.

Movimentos sociais e políticos. Tendências de consumo e gasto médio de uma população. Insurgências culturais. Tudo isso, sem falar em uma infinidade de outros fatores, é suficiente para endossar uma alta ou queda.

É lógico que a decisão de um presidente mexe mais com uma moeda do que a blusinha que a sua tia parcelou no cartão de crédito mês passado, mas se incluirmos a tal dívida com a blusinha nas taxas de endividamento do país, o peso já muda de figura.

Isso porque o principal fator para determinar uma cotação é um velho amigo nosso: a lei da oferta e da demanda.

Suponhamos que as pesquisas indiquem que o brasileiro chegou no ápice da inadimplência e não tem mais nem um centavo no orçamento para gastos que não estejam ligados à moradia, energia elétrica, água e alimentação básica.

Como há uma previsão de diminuição nos gastos com roupas, por exemplo, os investidores entendem que o setor terá uma queda no faturamento e não representa uma boa opção de investimento. Na verdade, eles passam a vender os títulos que têm para investir em opções melhores. Assim, a demanda por aquele ativo cai e, como sabemos, quando a demanda se torna menor que a oferta o preço declina.

Como consequência, o apresentador do seu telejornal diário aparece para dizer que a cotação das ações da empresa têxtil X está em Y centavos - uma queda de Z% se comparada ao mês ou ano anterior. Bem mais simples de entender agora, concorda?

Quando acompanhar as cotações dos seus ativos?

Contudo, não é apenas a cotação diária que conta. Na verdade, é possível consultar a cotação de um ativo praticamente a qualquer minuto. Conforme a oferta e a demanda flutuam ao longo de um dia, o preço visto de manhã nem sempre será o mesmo pela tarde.

A frequência com que se verifica as cotações depende muito da sua estratégia de investimentos. Para quem foca em buy and hold, por exemplo, parece até loucura checar os valores de hora em hora. Para o day trader, por sua vez, não se trata de opção, mas de necessidade.

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