Última modificação em 21 de outubro de 2020

O que é Cost Allocation?

Cost Allocation (em Português, Alocação de Custos) é um termo ligado à área da gestão financeira e contábil das empresas. Ele se refere à prática de identificar custos  e atribuí-los a um "objeto de custo", que pode ser um produto, um cliente, um setor... O que permite gerar relatórios financeiros mais detalhados.

Entendendo Cost Allocation

Para que uma empresa possa ter sucesso, uma boa gestão financeira é fundamental; e essa gestão só pode ser realizada com a ajuda de relatórios financeiros completos, precisos e detalhados. 

Na produção desses relatórios, a prática de cost allocation tem um importante papel. Ela consiste em atribuir um custo a um "objeto de custo". Em muitos casos, esse objeto é um setor da empresa, mas também pode ser um projeto, um produto, um cliente.

Com essa distribuição, é possível identificar a origem dos gastos e, assim, tomar medidas para melhorar o uso dos recursos financeiros da empresa.

Como é feito o Cost Allocation?

Vamos entender como é feito o Cost Allocation por meio de um exemplo simplificado. 

Suponha que a empresa fictícia ABC Metais gasta R$ 500.000 para comprar 10.000 kg de metal bruto por mês. Cada quilo de metal, então, representa um custo de R$ 50.

Ele compra tudo de uma vez, do mesmo fornecedor. Portanto, uma alternativa para registrar esse custo nos relatórios financeiros seria, simplesmente, assim:

Custos da empresa

Compra de 10.000 kg de metal bruto - R$ 500.000

No entanto, isso oferece pouca informação para que os gestores possam tomar decisões. Então, por meio do cost allocation, é possível fazer um registro mais detalhado.

Para isso, cada produto que a empresa produz usando esse insumo passa a ser considerado um "objeto de custo".

Digamos que ela produz 3 modelos de chapas de metal. Na produção do modelo A, ela utiliza 2.000 kg de metal bruto por mês. Na produção do modelo B, utiliza 3.000 kg por mês. Na produção do modelo C, utiliza 5.000 kg por mês.

Considerando o preço do quilo de metal bruto, então, o relatório financeiro ficará assim:

Custos da produção do Modelo de chapa A

Compra de 2.000 kg de metal bruto - R$ 100.000

Custos da produção do Modelo de chapa B

Compra de 3.000 kg de metal bruto - R$ 150.000

Custos da produção do Modelo de chapa C

Compra de 5.000 kg de metal bruto - R$ 250.000

Agora, o gestor tem acesso a muito mais informações. Ele sabe, por exemplo, que o terceiro objeto de custo (chapa C) gera um custo 2,5x maior com a compra de metal bruto do que o primeiro objeto de custo (chapa A). 

Unindo essas informações a outras, como produtividade e receita de vendas, torna-se possível tomar decisões cruciais, como a eliminação de um produto do portfólio da empresa.

Quais são os problemas do Cost Allocation?

Um dos principais problemas da prática de cost allocation é que, em alguns casos, a atribuição de custos a objetos de custo pode ser um pouco arbitrária.

Imagine, por exemplo, que todos os meses uma empresa gasta R$ 5 mil comprando papel sulfite que é usado em todas as áreas, para impressões de memorandos, ordens de pedido, notas fiscais, relatórios gerenciais, entre outros.

Se os objetos de custo são os departamentos da empresa, como distribuir esse custo entre os objetos? Na melhor hipótese, será feita uma estimativa de quanto papel cada departamento gasta. Desta forma, a alocação de custos não é perfeita.

Outro problema é a possibilidade de manipular a alocação de custos que não são facilmente associáveis com um objeto específico.

Usando o mesmo exemplo anterior, suponha que o departamento de marketing seja responsável pela maior parte dos R$ 5 mil gastos com papel. Porém, como não se trata de um custo associado exclusivamente a esse objeto, o valor pode ser deliberadamente distribuído com outros setores.

Desta forma, o cost allocation é manipulado para que, nos relatórios, não seja possível identificar que o departamento de marketing está gastando excessivamente com papel.

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