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Christine Lagarde

Quem é Christine Lagarde?

Christine Lagarde nasceu em Paris em 1956. Filha de professores, durante a sua adolescência se destacou no nado sincronizado, defendendo o time da França.

Já adulta, sua carreira de advogada se iniciou na filial francesa do escritório de advocacia Baker McKenzie, atuando nas áreas trabalhista, de defesa da concorrência (antitruste) e de fusões e aquisições. Aos 31 anos se tornou sócia e aos 43 anos foi escolhida como presidente da área internacional, cargo nunca antes cedido a uma mulher.


Qual a polêmica envolvendo o nome de Christine Lagarde?

Em 2005, Christine entrou para a política. Durante os seus 7 anos no governo, ela trabalhou nos ministérios do comércio exterior, da agricultura e da pesca, além de se tornar ministra de Finanças.

No tempo em que foi ministra, foi condenada por negligência ao aprovar um pagamento de 400 milhões de euros em recursos públicos a um magnata francês, Bernard Tapie, que era amigo próximo do então primeiro ministro, Nicolas Sarkozy.

O pagamento era decorrente de um processo movido por Tapie contra a forma pela qual sua participação majoritária na Adidas foi comprada por um banco público. Uma corte arbitral deu ganho de causa a Tapie, o que não foi contestado por Lagarde.

O pagamento multimilionário acabou sendo anulado e Christine dispensada de cumprir pena de 1 ano de prisão e pagar uma multa de 15 mil euros.

Como Christine Lagarde comandou o FMI?

Ela chegou ao cargo mais alto do Fundo Monetário Internacional (FMI) em 2011, após o escândalo de assédio sexual que derrubou Dominique Strauss-Khan.

Durante a sua gestão à frente da instituição, Lagarde participou da crise na zona do euro e organizou pacotes de ajuda financeira a vários países-membros, inclusive os US$ 57 bilhões concedidos à Argentina, maior pacote da história da instituição.

Ao longo dos anos, deu o seu toque pessoal, incluindo novas pautas dentro do FMI, como as questões climática, de gênero, a corrupção e a desigualdade.

Apesar de não ser economista, Lagarde une o lado político à capacidade de processar informações complexas da economia. Isso sempre a favoreceu. Para ela, buscar o consenso é sempre o melhor caminho.

No início de novembro, após 8 anos no FMI, Lagarde será a primeira mulher a assumir a presidência do Banco Central Europeu (BCE). Ainda assim, restam dúvidas se ela será capaz de conduzir as decisões difíceis dentro do órgão, dada a sua maior dependência do corpo técnico da instituição para assuntos de política monetária.

Quais os planos de Christine Lagarde para o BCE?

Ela pretende manter a política de juros negativos e o programa de compras de ativos, apesar das críticas de que esses instrumentos desestimulam a poupança e prejudicam as margens dos bancos.

Christine ainda pretende melhorar a comunicação do BCE, de forma que não só os economistas das instituições financeiras a entendam, mas também o povo de um modo geral. O fato é que o crescimento na região do euro continua fraco e a autoridade monetária está chegando ao limite em termos de novos estímulos.

Assim, Lagarde deve usar as suas habilidades políticas para a reforma da União Europeia (UE), com a revisão das regras fiscais, impondo inclusive um orçamento comum europeu. Isso permitiria e emissão de eurobonds que formariam o sistema de estabilização para a região.

A falta desse mecanismo criou grandes transtornos aos países-membros da UE, como a Irlanda, nos anos que sucederam a crise de 2008.

Obrigados a implementar amplos programas de austeridade, esses não foram acompanhados por um aumento de gastos pelos países mais ricos, como a Alemanha, para contrapor o movimento.

Por conta disso, restou apenas a política monetária, exercida pelo BCE, para enfrentar a tormenta.

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