O que é CFD (Contrato por Diferença)?

CFD, ou Contrato por Diferença, é um instrumento financeiro. Trata-se de um tipo de derivativo - um ativo que não tem valor por si mesmo, pois seu valor está vinculado a outro ativo.

Basicamente, o CFD é um contrato atrelado a um ativo-objeto, no qual uma parte deve pagar à outra a diferença do preço desse ativo-objeto entre o momento em que o contrato foi assinado e o seu termo final, o “vencimento” do contrato.

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Entendendo o CFD

O CFD é um contrato assinado entre duas partes, vendedor e comprador. O contrato está atrelado a um ativo-objeto, que pode ser uma ação, por exemplo.

O objetivo desse instrumento é determinar que uma parte pague à outra a variação no valor desse ativo que acontecer entre o momento da assinatura e o termo final do contrato. Se a variação for positiva, o comprador paga ao vendedor; por outro lado, se for negativa, o vendedor paga ao comprador.

Para entender melhor o funcionamento de um contrato por diferença, vamos usar um exemplo fictício.

Suponha que Pedro e João vão fazer um CFD. Eles selecionam as ações da empresa ABC Metais como ativo-objeto. Pedro é o vendedor e João é o comprador. O contrato vai considerar 1.000 ações, com o termo final para 90 dias após a assinatura.

No momento em que o CFD é assinado, as ações da ABC Metais estão sendo negociadas a R$20,00. No termo final, elas valorizaram +15% e estão sendo negociadas a R$ 23,00. Ou seja, há uma diferença positiva de R$3,00 por ação, que totaliza R$3.000,00 nos termos do CFD.

Nessa situação, João deverá pagar R$3.000,00 a Pedro no vencimento do CFD.

Agora, vamos usar o mesmo exemplo, mas supondo que, no termo final do contrato, as ações da ABC Metais desvalorizaram -30% e estão sendo negociadas a R$14,00. Portanto, há uma diferença negativa de R$6,00 por ação, que totaliza R$6.000,00 nos termos do CFD. 

Nessa situação, é Pedro que deverá pagar R$6.000,00 a João no vencimento do CFD.

Apesar de usarmos, no exemplo, duas pessoas, é importante saber que o contrato por diferença é realizado entre um investidor e uma corretora.

Por que o CFD é utilizado?

O CFD é, essencialmente, um instrumento de especulação no mercado financeiro Em outras palavras, ele é usado por quem está disposto a apostar, suportando um alto risco, pela promessa de um retorno rápido e muito acima da média do mercado.

Ele é utilizado, por exemplo, quando alguém acredita que teve acesso a uma informação que lhe permitiu prever que o preço de uma determinada ação vai despencar. Então, ele faz um CFD apostando nessa queda acelerada. 

Um ponto importante é que os contratos por diferença são instrumentos muito menos regulados no mercado financeiro do que os ativos tradicionais, como ações, debêntures, cotas de fundos ou moeda. 

Por esse motivo, o investidor pode fazer um CFD mesmo tendo apenas uma porcentagem bem baixa do valor estimado do contrato. Dizemos que é possível fazer uma alavancagem, o que significa que ele tem oportunidade de elevados ganhos com baixo investimento.

Ao mesmo tempo, se o investidor perder a “aposta”, ele vai sofrer mais, justamente porque entrou em um contrato sem ter o dinheiro para pagar.

CFDs envolvem aquisição de ativos?

Um ponto muito importante é que, ao fazer um CFD, o investidor não adquire nenhum ativo real. No exemplo de Pedro e João, nenhum deles chegou a comprar nenhuma ação da ABC Metais.

Basicamente, é como se o investidor e a corretora estivessem assistindo um jogo de futebol e decidissem apostar se o time A vai ganhar ou perder. Eles trocam dinheiro com base no desempenho dos jogadores, mas nenhum deles vai levar os atletas para casa.

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