Nascido em 1920 no município de Pombal, no sertão paraibano, Celso Furtado se destacou na área da Economia, a partir dos estudos e publicações com ideias sobre o desenvolvimento do Brasil.

Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1939 para cursar a Faculdade Nacional de Direito. Nesta época, ele começou também a trabalhar como jornalista para a Revista da Semana.

Aprovado em concurso, Celso Furtado tornou-se, então, assistente de organização e técnico de administração no Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), no estado do Rio de Janeiro.

Depois de formado, ele foi convocado pela Força Expedicionária Brasileira (FEB), que o enviou para a Itália como aspirante a oficial. Furtado atuou junto às forças aliadas no front italiano e serviu como oficial de ligação ao V Exército dos Estados Unidos.

Retornou ao Brasil depois de ter sofrido um acidente em uma missão na Itália, assumindo novamente o cargo no DASP e inscrevendo o ensaio Trajetória da Democracia na América em um concurso promovido pelo Instituto Brasil-Estados Unidos (IBEU), que lhe concedeu o prêmio Franklin Delano Roosevelt.

Em 1946, ele publicou seu primeiro livro, De Nápoles a Paris - Contos da vida expedicionária. No mesmo ano, mudou-se para a capital francesa, onde fez o doutorado em Economia da Faculdade de Direito e Ciências Econômicas. Também estudou no Instituto de Ciências Políticas em Paris e, posteriormente, na London School of Economics, na Inglaterra.

Em uma breve temporada no Brasil, Celso Furtado trabalhou na Fundação Getúlio Vargas (FVG). Em 1949, mudou-se para Santiago, no Chile, e atuou na Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), integrada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Ele foi então nomeado diretor da divisão de Desenvolvimento Econômico da instituição, que se destacou entre as escolas de pensamento econômico na região.

Publicações e estudos

Em 1950, fez seu ensaio sob viés econômico, intitulado Características gerais da economia brasileira e que foi publicado na Revista Brasileira de Economia, da FGV. Dois anos mais tarde, o artigo Formação de Capital e Desenvolvimento Econômico foi o primeiro de circulação global, divulgado no International Economic Papers, da Associação Internacional de Economia.

Celso Furtado foi presidente do Grupo Misto, criado pelo convênio entre o CEPAL e o atual Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O grupo desenvolveu um estudo sobre a economia brasileira, incluindo análise de dados utilizados para a criação de programas.

O trabalho foi publicado em dois volumes, chamado Esboço de um programa de desenvolvimento para a economia brasileira no período de 1955-1962. Ele viria a servir de base, anos mais tarde, para o Plano de Metas do governo do presidente Juscelino Kubitschek.

Celso Furtado ainda publicou os livros:

De todos os estudos e obras, o livro Formação econômica do Brasil é a produção mais aclamada de Celso Furtado, com diversas edições publicadas e traduções para outros idiomas. Nela, é feita a análise da evolução da economia do país até o processo de industrialização.

Ele ainda criou o Clube dos Economistas juntamente com alguns amigos, que publica a Revista Econômica Brasileira.

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SUDENE

Depois de se desligar da CEPAL, Celso Furtado assumiu uma diretoria do então BNDE. Lá elaborou o estudo Uma política de desenvolvimento para o Nordeste, que serviu de referência para a criação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE). O órgão foi criado para oferecer programas de incentivos fiscais para atrair investimentos à região.

Exílio

Logo após o golpe militar, em março de 1964, o Ato Institucional nº 1 cassa os direitos políticos de Celso Furtado por dez anos. Durante o período de exílio, ele passou por diversos países e participou de eventos e conferências.

Na França, ele foi convidado a dar aula na Faculdade de Direito e Ciências Econômicas da Universidade de Paris e assumir a cátedra de professor de Desenvolvimento Econômico, sendo o primeiro estrangeiro a receber esse convite da instituição, da qual fez parte por 20 anos.

Durante a década de 1970, visitou diversos países, integrando missões da ONU. Inclusive, participou do Conselho Acadêmico da Universidade das Nações Unidas e foi professor-visitante em universidades no Brasil e Estados Unidos.

Anistia

Com a Lei da Anistia, em 1979, Celso Furtado torna-se membro do Diretório Nacional do então Partido do Movimento Democrático Brasileiro (atual MDB). Anos mais tarde, em 1985, foi nomeado embaixador do Brasil junto à Comunidade Econômica Europeia e também participou da Comissão de Estudos Constitucionais, para a elaboração de uma nova Constituição.

Em 1986, assumiu o ministério da Cultura durante o mandato de José Sarney, que criou a primeira lei de incentivos fiscais à cultura. Furtado integrou ainda comissões da Unesco voltadas à cultura e desenvolvimento e bioética.

A Academia de Ciências do Terceiro Mundo, na Itália, criou o Prêmio Internacional Celso Furtado, que seleciona trabalhos de cientistas de países do terceiro mundo na área de Economia Política. Celso Furtado ainda foi Doutor Honoris Causa de instituições de ensino no Brasil e no exterior e, em 1997, foi escolhido para ocupar a cadeira nº11 da Academia Brasileira de Letras.

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