O que é CCB (Cédula de Crédito Bancário)?

O CCB (Cédula de Crédito Bancário) é classificado como um título de renda fixa. Entretanto, diferente das demais opções de investimento, esse serve também como garantia de empréstimos entre credor e mutuário.

Essa modalidade de investimento é interessante não só para o mercado econômico, mas também é alvo de estudo por parte de outros setores, como direito civil e empresarial.

A cédula de crédito bancário foi instituída através da Lei Nº 10.931, em 2 de agosto de 2004, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Como o CCB (Cédula de Crédito Bancário) funciona?

Para que você possa compreender melhor, vamos ilustrar um exemplo cotidiano.

Teremos aqui uma personagem chamada Maria!

Maria passava por algumas dificuldades em sua vida, por esse motivo decidiu solicitar um empréstimo ao seu banco. Até aqui, tudo bem.

Porém, dificilmente o banco faria um empréstimo sem qualquer tipo de garantia, não é? Vai que Maria some com o dinheiro e não aparece nunca mais pra arcar com a despesa... O banco não pode ficar no prejuízo!

Nesse caso, o banco optará entre 3 formas diferentes para assegurar que a dívida, de um jeito ou de outro, seja paga. São elas: hipotecária, fiduciária ou venda de títulos.

Pela garantia hipotecária, Maria terá seu imóvel executado caso não consiga pagar pelo valor do empréstimo, em forma de compensação.

Pela fiduciária, Maria poderá apresentar um fiador ao banco, ou seja, um terceiro que ficará responsável por arcar com o pagamento do empréstimo caso Maria não dê conta do recado.

Agora, se o banco optar pela garantira de venda de títulos, poderá usar o CCB (Cédula de Crédito Bancário). O processo funciona da seguinte forma:

Suponhamos que o banco cobrou 3% de juros a cada mês e Maria aceitou tal condição. O empréstimo foi realizado e uma cédula foi emitida. Tudo certo! Porém, o banco que não é bobo nem nada, resolveu vender essa cédula para gerar ainda mais lucro.

Oi? O banco vendeu a cédula? Sim, isso mesmo. Vendeu para algum investidor, prometendo pagar 1% de juros ao final do período estabelecido. Lembre-se, O CCB é um título de renda fixa, portanto possui juros estabelecidos. 

Ou seja, o banco emprestou dinheiro a Maria, cobrando 3% a mais do valor a cada mês, e irá vender a cédula de crédito bancário prometendo 1% de juros em cima da quantia. 

Se você pensou "então, o banco vai emprestar dinheiro e ainda assim, lucrar 2%", pensou certo! É isso mesmo que acontece. O nome desse processo, mais especificamente, é spread bancário.

Um spread bancário nada mais é do que a reserva fracionária, ou seja, essa diferença onde o banco acaba lucrando em cima dos recursos financeiros que são emprestados e comprados, por partes diferentes.

Temos um artigo completo acerca do tema, vale a pena dar uma olhada!

Vale esclarecer que o risco de inadimplência continua sendo todo do credor, ou seja, do banco. Esse deverá fazer as devidas análises de crédito para saber se deve, ou não, realizar o empréstimo a Maria.

Quais são as características do CCB (Cédula de Crédito Bancário)?

Conforme citado anteriormente, o CCB é um título de renda fixa.

Portanto, suas principais características são ter as taxas de juros pré ou pós-fixadas, além de ser uma aplicação completamente acessível e proporcionar segurança ao investidor. O nível de risco é mitigável e totalmente mensurável. 

O CCB (Cédula de Crédito Bancário) pode ser utilizado em outras situações?

Sim! 

Ilustramos o exemplo do empréstimo bancário por ser o mais comum, entretanto, o CCB também pode ser utilizado em operações de crédito consignado, CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e cheque especial, entre outros.

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