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Carteira Diversificada

O que é uma carteira diversificada

A carteira, ou carteira de investimentos, também conhecida como cesta ou portfólio de investimentos, é o conjunto de todos os ativos financeiros de renda fixa ou renda variável em que um investidor coloca seu dinheiro. Enquanto isso, uma carteira diversificada é aquela composta por uma combinação variada de ativos financeiros.


Porque formar uma carteira diversificada

 

A grande vantagem de uma carteira diversificada é que você reduz os riscos do investimento.

Quando o portfólio é composto de apenas dois ou três ativos, se um deles cair, o rendimento de toda a carteira cai junto. Por outro lado, quando o portfólio é composta de vários ativos, mesmo que um deles apresente um desempenho inferior ao desejado ou produza perdas, os demais atuam como contrapeso, para manter o rendimento médio geral da carteira.

Como formar uma carteira diversificada

Logicamente, essa diversificação não é realizada de maneira aleatória. Para escolher os ativos de uma carteira diversificada, é preciso analisar as opções disponíveis. Nessa análise, algumas pessoas aplicam a vertente fundamentalista; outras, a vertente técnica.

Além disso, é preciso determinar qual será a proporção de cada um. Carteiras mais conservadoras apresentam uma proporção maior de ativos de renda fixa, enquanto carteiras mais ousadas apresentam uma proporção maior de ativos de renda variável.

Carteira diversificada x Fundos de investimento

Algumas pessoas não se sentem seguras para construir sua própria carteira diversificada. Para elas, os fundos de investimento são apresentados como uma alternativa. O motivo é que fundos são, por definição, conjuntos de ativos financeiros variados; com a vantagem de que esses conjuntos são selecionados por um especialista, que atua como gestor do fundo.

No entanto, é importante atentar para o fato de que carteiras e fundos, apesar de ambos serem diversificados, apresentam uma diferença relevante.

Em geral, os fundos diversificam ativos, mas não tipos de ativos. Existem, por exemplo, fundos imobiliários; eles contam com uma variedade de ativos, mas todos relativos ao mercado imobiliário. Existem fundos de ações, com uma variedade de ativos, mas todos ações. Existem fundos cambiais, com uma variedade de ativos, mas todos monetários.

Enquanto isso, a carteira diversificada não tem apenas variedade de ativos, como também variedade de tipos de ativos. Ou seja, na mesma carteira você coloca ações, títulos imobiliários, ativos monetários, e até cotas de fundos.

Por isso, podemos dizer que a diversificação feita pelo investidor em sua própria carteira é mais profunda do que a diversificação de um fundo de investimentos.

A exceção fica com os fundos multimercado, que como o nome sugere, podem investir em ativos de diferentes mercados simultaneamente. No entanto, como o retorno desses fundos depende das escolhas de um gestor e seu time, mesmo quando investir em fundos desse tipo, a diversificação continua sendo um importante fator estratégico.

Carteira diversificada x pulverização

Especialistas costumam diferenciar uma carteira diversificada de uma pulverização dos investimentos. Essa diferenciação parte de dois pontos.

O primeiro ponto é que a pulverização seria uma diversificação excessiva, de maneira que o investidor não tem uma quantidade significativa de nenhum ativo financeiro. Porém, isso traz um problema: apesar de afastar os riscos, também afasta o potencial de ganho. Afinal, mesmo que um dos ativos da carteira tenha um desempenho muito bom, o investidor não tem uma quantidade suficiente desse ativo para recolher lucros interessantes.

O segundo ponto é que a pulverização seria uma diversificação sem critério, aquela que é feita sem analisar e escolher conscientemente os ativos. Nessa perspectiva, a pulverização também tem um problema: sem critério, não importa se o investidor coloca seus recursos em poucos ou em muitos ativos, ele ainda terá um alto risco de perdas.

Principal obstáculo da diversificação

Apesar de suas vantagens, ter uma carteira diversificada também traz obstáculos. O principal deles é que a complexidade para gerenciá-la é maior do que para uma carteira simples.

Por isso, o investidor que deseja construir e obter bons resultados precisa estar preparado para dedicar esforço e tempo a escolher os ativos, acompanhar o desempenho de cada um e da carteira como um todo, tomar decisões sobre a hora de vender.

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