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Capital protegido

O que é capital protegido?

Capital protegido é o nome dado a um tipo de operação financeira em que o investidor não tem risco de sair com o seu patrimônio desvalorizado. Ou seja, trata-se de uma modalidade de aplicação em que o investidor pode tentar alavancar o capital sem tantos riscos.

Esse é um tipo de investimento que pode atrair pessoas que buscam melhorar a rentabilidade da sua carteira, mas possuem grande aversão ao risco. Assim, elas podem aumentar os lucros em acertos sem ter a chance de perder dinheiro.

Como Investir nos Melhores Fundos

Como funciona o capital protegido?

Neste momento, talvez você esteja se perguntando como é possível ter a oportunidade de lucrar mais do que deixando o dinheiro em ativos mais seguros e ainda eliminar o risco de perdas, não é mesmo? Já adiantamos: não existe mágica — e, se existisse, todo mundo investiria nesse produto, concorda?

Em resumo, esse tipo de operação é especialmente comum em fundos de capital protegido, uma modalidade de fundo de investimentos que atua simultaneamente com duas classes de ativos: títulos públicos e opções (operações atreladas aos preços de ativos — como ações ou commodities, por exemplo).

E como vai funcionar a estruturação do seu investimento? Vamos supor que você resolva investir R$100 mil em um fundo de capital protegido. O gestor alocará uma parte relevante do valor em títulos públicos, um ativo de renda fixa com baixíssimo risco. Geralmente, essa alocação fica na casa dos 90% do total. Como sabemos, na data de vencimento do seu investimento em títulos públicos, você receberá de volta o seu montante com um acréscimo de juros.

O que um fundo de capital protegido faz é pegar a parte do dinheiro que será rendido pelos juros em abrir uma posição em opções com o restante do seu capital, uma das alternativas de maior volatilidade de renda variável.

Entendendo o capital protegido

O que vai acontecer na prática é que as opções têm um altíssimo risco, permitindo que o seu capital rapidamente apresente grande valorização, como também seja totalmente perdido.

E como que essas duas operações permitem que você tenha o capital protegido? Vamos analisar os dois cenários possíveis.

  • Acerto na opção: se a operação feita com opções é acertada, a pequena parcela de capital irá apresentar excelentes ganhos. E eles serão somados aos rendimentos dos títulos públicos como retorno.
  • Erro na opção: quando o gestor errar na escolha da opção, isso significa que o capital alocado nela será perdido. No entanto, ele corresponde ao que você ganhou com a renda fixa. Ou seja, você sai no zero a zero nessa operação: sem ganhos, sem perdas.

É desta forma, portanto, que o produto permite que você busque melhores rentabilidades, mas sem ter o risco de perder dinheiro.

Quais são as vantagens do capital protegido?

Basicamente, a grande vantagem dos fundos de capital protegido está em permitir ao investidor conservador uma melhor rentabilidade sem se expor tanto ao risco. Esse é um benefício que não se aplica tanto aos perfis mais agressivos, pois eles já não se incomodam com a volatilidade.

Outro ponto positivo é a possibilidade de usar de um ativo de altíssimo risco (como as opções) com a ajuda de um gestor especializado. E há também o benefício de ser um investimento de curto prazo: a duração geralmente fica entre um ano ou um ano e meio.

Quais as desvantagens do capital protegido?

Apesar de parecer muito atrativo investir em fundos de capital protegido, existem alguns riscos que devem ser ponderados.

Em primeiro lugar, há uma falsa impressão de que não há perdas quando o investimento dá errado. Só que essa é uma abordagem incorreta, pois ignora a inflação. Ou seja, o montante recebido após o prazo da operação até é igual ao seu investimento inicial, mas houve perda de poder aquisitivo no período.

Além disso, fundos de capital protegido geralmente limitam os seus ganhos nos casos de acerto. Ou seja, quando o gestor consegue uma rentabilidade expressiva, você só recebe parte dos lucros.

Por fim, a maior parte desses fundos não permite o resgate do investimento no Brasil. Portanto, invista apenas quantias que não serão necessárias no curto prazo.

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