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Câmbio Fixo

O que é o câmbio fixo?

Câmbio fixo é o nome dado ao regime cambial adotado pelos países que, utilizando uma moeda estrangeira como referência, mantêm a taxa cambial fixa conforme as definições do governo.

Diferentemente do que acontece no câmbio flutuante (o regime cambial oposto), o câmbio fixo não obedece às mudanças ocorridas no mercado financeiro, nem às variações na lei da oferta e da demanda. As únicas correções feitas na taxa são pontuais e espaçadas.

O regime se popularizou já no século XIX, quando o referencial ainda era o padrão-ouro. No século XX, após as duas Grandes Guerras e a ascensão dos Estados Unidos na economia, surge o padrão-dólar - que embora tenha sido mitigado com a disseminação do modelo de flutuação, garante que o dólar ainda seja a moeda mais usada como referência.

No Brasil, o período mais conhecido pela adoção do câmbio fixo foi entre 1994 e 1998, quando Fernando Henrique Cardoso ainda era ministro da Fazenda e até o seu primeiro mandato como Presidente do Brasil.

O seu estabelecimento, inclusive, revela uma das principais funções do câmbio fixo: ser utilizado como uma medida de controle inflacionário.

Contudo, os seus críticos argumentam que mesmo a sua eficiência nesse quesito deve ser relativizada, de modo a ser uma medida pontual em economias de inflação descontrolada.


Como o câmbio fixo se desenvolveu ao redor do mundo?

Tendo início no século XIX, o câmbio fixo dominou boa parte das economias ocidentais com a ideia de um câmbio controlado pelos Estados.

Naquele momento, a primeira referência para cotações foi o ouro. Ou seja, cada um deles estabelecia o valor que a sua moeda nacional teria frente a ele, o que deu início ao período conhecido como padrão-ouro.

No século XX, passamos pelo padrão-dólar e pela predominância do câmbio flutuante.

Ainda assim, vários países seguiram adotando o regime ao longo das décadas - de forma mais ou menos bem sucedida (acredite, existem exemplos em toda faixa de sucesso).

Na China, por exemplo, o câmbio fixo foi considerado como essencial para o forte desenvolvimento do país. A desvalorização do dólar frente ao renminbi possibilitou que os exportadores chineses adquirissem competitividade no mercado internacional, inundando as prateleiras do mundo inteiro com seus produtos em praticamente todas as áreas.

No Brasil, por outro lado, a experiência mais conhecida (e recente) do câmbio fixo ocorreu na década de 1990. Por cerca de 4 anos, o governo controlou a cotação e estabilizou a economia, após uma década inteira de hiperinflação. Ao final, quando a tática parecia já não funcionar e ameaçava prejudicar o crescimento econômico, ela foi abandonada.

Mas o exemplo mais crítico foi visto na Argentina. Dívida externa impagável (em dólar), congelamento dos depósitos bancários, declaração de moratória da dívida pública… Um conjunto de condições desastrosas que, por um lado, tornavam inviável a manutenção da paridade 1 dólar para um peso mantida até então e, por outro, tornavam inimaginável o seu abandono. O país retornou ao regime de câmbio flutuante apenas em 2001.

Como os regimes de câmbio fixo e o câmbio flutuante interagem entre si?

Ambos os regimes, de câmbio fixo e câmbio flutuante, são considerados opostos. Ainda assim, é muito difícil que um único país os adote completa e unicamente durante um longo período.

Portanto, o normal é que se transite entre em cada um deles conforme a política cambial adotada e se experimentem variações dentro deles.

A principal delas diz respeito à flexibilização do modelo criado em torno do câmbio flutuante.

Segundo a chamada “flutuação suja”, o mercado é livre para definir a taxa cambial, segundo os princípios da oferta e da demanda, mas o governo lança mão de estratégias específicas para controlá-la. A partir da manipulação da quantidade de dólares disponível, o Banco Central controla a cotação - o que muito se assemelha ao modelo de controle estabelecido no câmbio fixo, concorda?

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