O que é a burocracia?

Teoricamente, burocracia é o nome dado a um tipo específico de estrutura, que com seu conjunto de regras e procedimentos, visa garantir a impessoalidade nos processos - isto é, que as diferenças sociais e econômicas, além dos interesses pessoais, não interfiram na estrutura.

Essa é a definição de Max Weber, o sociólogo alemão do século XIX que cunhou o termo como o conhecemos na sua Teoria da Burocracia. Aliás, para ele burocracia não podia se referir apenas a uma estrutura organizativa, mas a uma organização em si - seja da esfera pública, seja da esfera privada - que ordena os seus processos em torno da impessoalidade que descrevemos.

Na Teoria da Burocracia, existem 7 princípios: 

Ufa! Diante de tantos princípios, é possível identificar que a burocracia não é, em essencial, nenhum bicho de sete cabeças. Em verdade, ela foi definida como um mecanismo para garantir a impessoalidade e a ordem nos processos organizacionais.

Por que será, então, que só de ouvir a palavra "burocracia" muitos de nós tem logo um arrepio na espinha? Por que a burocracia adquiriu uma conotação tão negativa? É justamente isso que iremos esclarecer já no próximo tópico. Vamos lá?!


O que são disfunções burocráticas?

Demora absurda na conclusão dos processos. Uma torre de papéis exigidos que ameaça fortemente a soberania do Burj Khalif como o prédio mais alto do mundo. A estrutura parece servir mais ao marasmo e a mesmice da rotina organizacional do que ao cliente. 

Parece uma descrição familiar para você? Para muitos, é isso que "burocracia" significa. Contudo, como pudemos aprender no tópico anterior, a definição real de burocracia está bem longe disso.

Na verdade, o que usualmente chamamos de burocracia (com uma conotação negativa tão forte que quase soa como um palavrão e/ou um xingamento) se trata mesmo é de um conjunto de disfunções burocráticas.

Para explicar melhor, podemos definir as disfunções burocráticas como o resultado de uma organização em que a burocracia deixa de ser um meio e se torna um fim, deixando de ser uma ferramenta (estrutura) e passando a ser o objetivo. Nesses casos, há um excesso de formalismo, barreiras para a inovação e desvirtuamento da função central da organização (servir aos seus clientes).

Como consequência das disfunções burocráticas, inúmeros recursos são desperdiçados. Não apenas dinheiro, mas matéria-prima e tempo escoam pelo ralo conforme os processos se tornam cada vez mais "pesados". A capacidade produtiva é impactada e, claro, a produção de riquezas também.

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