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BRDE

O que é o BRDE?

O BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) é um banco público criado com o intuito de promover o crescimento econômico e social dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Fundado em 1961, ele surgiu como uma alternativa ao Plano de Metas do então Presidente Juscelino Kubitschek (entre 1956 e 1961), cujo foco dos investimentos estava na Região Sudeste.

O BRDE, como banco de desenvolvimento, é responsável por estruturar operações de financiamento de longo prazo. Sua gestão é conduzida pelo Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (CODESUL), sendo os seus representantes os respectivos governadores dos estados da Região Sul, além do governador do estado do Mato Grosso do Sul.

Importante repassador dos recursos do BNDES, o BRDE enfrentou grandes desafios frente à redução das operações do tradicional banco de fomento. Para continuar a promover o desenvolvimento sustentável da região, ele:

  • Procurou novas fontes de financiamento, tanto no país como no exterior (a exemplo da Agência Francesa de Desenvolvimento – AFD);
  • Aumentou e diversificou o escopo dos serviços prestados;
  • Adotou uma postura mais proativa na estruturação de projetos.

Quais são as áreas prioritárias do BRDE?

Suas principais iniciativas buscam preparar a região para o futuro, promovendo:

  • Inovação tecnológica;
  • Aperfeiçoamento da infraestrutura local;
  • Projetos ambientalmente sustentáveis.

O BRDE tem dado bastante ênfase ao último ponto, mostrando comprometimento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aprovados pela ONU em 2015, por meio de:

  • Indústria e comércio sustentáveis – reciclagem e redução de custos de embalagens;
  • Energias limpas e renováveis – construção de usinas solares fotovoltaicas;
  • Agronegócio sustentável – recuperação de pastagens e adequação de propriedades às normas ambientais;
  • Gestão de resíduos – uso eficiente de recursos recicláveis em todos os setores (agronegócio, indústria, comércio e serviços), além da correta destinação de resíduos e tratamento de efluentes;
  • Cidades sustentáveis – melhorias na iluminação pública e em saneamento.

Tal como ocorre no exterior, bancos de desenvolvimento são ideais para fomentar esses tipos de negócios, visto que participam da elaboração de políticas públicas e possuem a estrutura adequada para levantar recursos e direcioná-los para os projetos mais promissores.

Quais são alguns exemplos de projetos de impacto do BRDE?

Após muitos anos de atuação, o BRDE já acumulou diversos projetos de impacto ao longo de sua trajetória. Dentre eles podemos citar:

Energia elétrica

O BRDE foi um dos agentes repassadores de um programa de eficiência energética e geração distribuída do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), orçado em US$ 25 milhões.

Seu objetivo era permitir que, por meio de taxas mais baixas e prazos mais longos que os oferecidos por outras operações no mercado, empresas de pequeno e médio porte pudessem implementar tecnologias que fazem melhor uso da energia elétrica.

Para obter maior adesão ao programa, o BID incluiu uma modalidade de seguro que dificilmente se encontraria à disposição de pequenos empreendimentos: o seguro garantia. Ele indeniza o investidor caso a economia esperada não se reflita na conta de luz ou o projeto de energia solar apresente um rendimento abaixo do previsto.

Ainda na área de energias limpas, o banco financiou a construção de uma usina termelétrica cuja matéria-prima é a casca de arroz. As 71 mil toneladas vão iluminar aproximadamente 31.000 residências, dando destino apropriado ao resíduo gerado pelo cultivo de arroz na região.

Micro e pequenas empresas

O BRDE participou de um programa do BNDES para a redução da burocracia e dos custos dos financiamentos para pequenos empreendedores. Contando com uma taxa fixa, o BNDES se propôs a assumir 30% do risco de crédito, deixando para os repassadores dos recursos os demais 70%.

Além de oferecer a estrutura do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para a adoção das melhores práticas empresariais, outra inovação nesse programa foi a parceria com fintechs, empresas que ficaram responsáveis pela rápida análise e concessão dos financiamentos.

 

 

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