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Bradies

O que são Bradies?

Os Bradies, também conhecidos popularmente como Brady Bonds, foram títulos que passaram a ser emitidos pelos países emergentes a partir de 1994. A ideia foi reestruturar as dívidas dessas nações que, na oportunidade, enfrentavam dificuldades. Explicaremos melhor o cenário ao longo do texto.

O nome dos títulos foi batizado em função do seu criador: Nicholas Brady. Na época, ele era o Secretário do Tesouro Americano e foi quem liderou o projeto de reestruturação de dívidas, readequando um cenário que se apresentava bastante adverso para as instituições financeiras.

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O que foi o Plano Brady?

Na década de 1980, muitos países emergentes acabaram se endividando mais do que deviam. Desta forma, especialmente na América Latina, nações como Argentina, Peru, México e o próprio Brasil enfrentavam dificuldades em honrar compromissos.

O grande problema dessa situação é que, aos poucos, a liberação de crédito começou a ser cada vez mais difícil (e cara) em função do risco. E, como sabemos, países em crescimento são extremamente dependentes de financiamento externo.

Além disso, as próprias instituições que cederam empréstimos precisavam reaver valores. O cenário era bastante incerto e negativo para a economia, o que fez surgir o Plano Baker, apresentando algumas reformas. Contudo, infelizmente, esse projeto inicial não foi suficiente.

Foi então que entrou no circuito o Plano Brady. Liderado por Nicholas Brady, o objetivo era reestruturar as dívidas existentes desses países emergentes. A esses títulos deu-se o nome de Brady Bonds ou, se preferir, apenas Bradies.

Como funcionam os Bradies?

Os Bradies, portanto, são títulos de dívida emitidos com foco na reestruturação da dívida externa. Neste ponto, eles incluem um "bônus": o abatimento da dívida externa e a redução da cobrança de juros, tornando os valores novamente acessíveis aos países devedores.

Por outro lado, países emergentes deveriam se comprometer com algumas reformas liberais. Isso fazia parte do plano dos Estados Unidos de tornar a economia global ainda mais alinhada aos seus interesses financeiros.

Assim, a partir de 1994, os Bancos Centrais de países emergentes puderam emitir os Bradies para renegociação das suas respectivas dívidas externas. Foi então um marco importante do ponto de vista da história econômica, equilibrando uma situação que parecia bastante insustentável no longo prazo.

Os Bradies chegaram ao Brasil?

O Brasil foi um dos últimos países a aderir ao Plano Brady, iniciando sua participação apenas em 1994, quando o futuro presidente Fernando Henrique Cardoso era Ministro da Fazendo do Governo Itamar Franco.

Assim, os títulos emitidos pelo país neste período eram os chamados Bradies, uma vez que faziam parte desse processo de reestruturação da dívida externa brasileira. Na oportunidade, sete tipos de bônus eram oferecidos aos credores, conforme permitia o Plano Brady.

Em 1994, ainda ficaria pendente uma parte da dívida externa em função da não aceitação de um dos credores. Apenas em 1996 houve um acordo que finalmente possibilitou a reestruturação completa dessa dívida.

Os Bradies brasileiros tiveram alta relevância internacional, sendo um dos com maior volume de negociação nas Bolsas de Valores globais.

Quais países aderiram aos Bradies?

Apesar de ter um foco relevante na América Latina, esse não foi o único ambiente em que os Bradies tiveram adesões. Na Europa, por exemplo, países como Bulgária e Rússia precisaram reestruturar seus valores. Nigéria e Costa do Marfim também entraram no processo pelo continente africano.

No entanto, é inegável que o grande volume do problema estava na América Latina. Países como Argentina, México e Brasil acumulavam dívidas das mais complexas.

As vantagens dos Bradies foram muito nítidas e permitiram, de fato, uma melhora considerável do cenário econômico da época. Sem os Bradies, o sistema financeiro poderia entrar em colapso.

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