Última modificação em 15 de janeiro de 2020

O que era a BM&F - Bolsa de Mercadorias e Futuros?

Bolsa de Mercadorias e Futuros é praticamente o seu nome de batismo. Mas no dia a dia, ela se popularizou sendo chamada pela sigla BM&F. Seja qual for a maneira que você prefira nomeá-la, o fato é que essa se tratava do maior mercado brasileiro para a negociação de contratos futuros.

Não faz a menor ideia do que contratos futuros significa? Ou mesmo já sabendo, o conceito parece um pouco confuso na sua cabeça? Não se preocupe! A gente explica. Os contratos futuros são aqueles que obrigam ambas as partes (tanto o vendedor, quanto o comprador do título) a negociarem ativos a um determinado preço no futuro, independentemente de sua cotação vigente no mercado à vista.

A BM&F, como a Bolsa responsável por propiciar o ambiente para a negociação desses contratos,  foi a única do tipo existente no Brasil durante muito tempo. Isso é claro, até que se fundisse a outras organizações, formando uma nova instituição que "assumiu" esse lugar.

Nascida da fusão entre as antigas Bolsa de Mercadorias de São Paulo e Bolsa Mercantil de Futuros, a BM&F passou por outras fusões ao longo de sua história, que ajudaram a moldar o seu atual modelo de atuação e a sua relevante posição no mercado financeiro brasileiro.

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BM&FBovespa? O que é isso?

Antes de detalhar o processo de fusão entre BM&F e a Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa, é importante ressaltar um pouco das características e história desta última. Assim, ninguém pega o bonde o andando e a compreensão de todos é facilitada.

Assim como a BM&F era referência no mercado futuro, a Bovespa era referência no mercado à vista. Era nela que as ações brasileiras eram negociadas, essencialmente. Durante muito tempo, existiram outras Bolsas de Valores no Brasil, mas com exceção da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, nenhuma delas fez frente às operações da Bovespa. Em 2000, aliás, essas duas (Bovespa e BVRJ) se unificaram.

Até 2008, ela continuou nessa formação administrativa, passando apenas por modernizações. Desde acabar com o pregão viva-voz em 2005 a deixar de ser uma mera associação civil sem fins lucrativos, para se tornar uma companhia de capital aberto, muitas mudanças vieram. O Ibovespa, por sua vez, se manteve como o principal índice brasileiro de ações desde a sua criação, em janeiro de 1968.

5 décadas depois, uma novidade importante foi concretizada. Em 2008, BM&F e Bovespa se fundiram e dessa união nasceu, então, a chamada BM&FBovespa.

O que é a B3?

No entanto, as mudanças não pararam por aí. Cerca de 9 anos após o surgimento da BM&FBovespa, mais uma transformação na organização institucional da Bolsa de Valores do país surgiu.

Isso porque, à época, existia ainda a Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (Cetip). Focada em oferecer serviços de registro, negociação e liquidação de ativos, além de atuar como central depositária. Este último, uma de suas principais funções, dizia respeito à guarda dos títulos negociados nas Bolsas.

Quando a Cetip se fundiu à BM&FBovespa, nasceu uma nova organização: a B3. O nome é a sigla de "Brasil, Bolsa, Balcão" e hoje a companhia é supervisionada pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM) e pelo Banco Central.

Uau! Nós sabemos, são tantas novidades que pode ser até difícil acompanhar, mas a trajetória da BM&F é resumida em: BM&F > BM&FBovespa > B3.

Hoje, a B3 é uma das maiores Bolsas de Valores do mundo. Os volumes negociados e os números de investidores crescem a cada dia. Definitivamente uma gigante quando se trata de clientes e também de gestão administrativa.

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