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Bailout

O que é Bailout

Bailout é um termo que, em inglês, remete a "fiança". No mundo da economia e finanças, refere-se ao ato de injetar capital – na forma de dinheiro ou outros recursos – em uma empresa ou um Estado, para recuperá-lo de um risco iminente de falência.

O Bailout pode ser feito por uma empresa, um indivíduo ou, até mesmo, pelo Governo.


Porque é feito um Bailout

 

Porque alguém pegaria seu próprio capital e entregaria para uma empresa, por exemplo, para livrá-la da falência? Existem diferentes possíveis respostas.

A primeira resposta é que o Bailout pode atender interesses particulares.

Imagine que a empresa A seja acionista majoritária de outra empresa B. Nesse caso, se a empresa B estiver em grave crise, a empresa A tem total interesse em fazer um Bailout, porque a falência causaria grandes prejuízos para ela também.

A segunda resposta é que o Bailout pode ser necessário por razões econômicas.

Algumas empresas são tão grandes que, se elas quebrarem, podem colocar toda a economia de um país (e até do mundo) em crise. Existe até um termo para designá-las: "too big to fail", ou "grandes demais para falir". Portanto, resgatar essas empresas pode ser uma medida necessária para preservar a saúde da economia.

Maneiras de fazer um Bailout

Existem várias maneiras de fazer um Bailout. A mais simples é por meio de um empréstimo à empresa ou ao país que está sendo resgatado, sendo que o capital concedido deve ser devolvido.

Também é possível fazer um Bailout adquirindo ações ou comprando outros ativos da empresa que está falindo, ou realizando uma injeção direta de dinheiro. Nesses casos, o capital recebido pode ou não ser devolvido, dependendo dos termos do acordo.

Bailout nos EUA

Nos EUA, o Bailout é uma prática que remonta ao Pânico de 1792, uma crise financeira ligada ao crédito que ocorreu com a expansão do crédito pelo Bank of the United States e a especulação de grandes banqueiros.

Na época, o Governo Federal precisou fazer o Bailout dos 13 estados americanos.

Casos mais famosos de Bailout

Desde a Crise de 2008, os casos de Bailout vêm se acumulando. Vejamos alguns dos mais famosos.

Com o Ato de Estabilização Econômica de Emergência, aprovado em 2008, o Governo americano criou um fundo de US$ 700 bilhões voltados a comprar ativos ruins das instituições financeiras, evitando que elas falissem.

O Ato, inclusive, ficou conhecido como Bailout dos Bancos de 2008. No final das contas, o único banco a falir com a crise foi o Lehman Brothers.

Também receberam Bailout do Governo americano empresas fora do setor financeiro, como a General Motors (GM).

A Grécia, um dos países com a economia mais debilitada no pós-Crise (por vários fatores, não apenas a Crise em si), recebeu inúmeros Bailouts da União Européia, chegando a cerca de US$ 350 bilhões.

Bailout do Brasil

Em 1998, uma década antes da Crise de 2008, o Brasil passou por um Bailout. O motivo foi a descapitalização da economia brasileira, como efeito da Crise Financeira Asiática de 1997.

O Governo americano liderou a captação cerca de US$ 42 bilhões para ajudar a estabilizar a economia brasileira. O capital foi cedido pelo FMI, Banco Mundial e mais 20 países.

Esse foi um caso interessante, porque foi a primeira vez que o Governo americano se adiantou para realizar o Bailout de um país que, na realidade, ainda não estava à beira da falência. Esse foi um Bailout preventivo.

Críticas ao Bailout

Apesar de muitos defenderem que o Bailout é um movimento necessário, também existem várias críticas a essa intervenção do Governo na economia e até no cenário econômico de outros Estados.

A primeira crítica é que os cidadãos são os maiores perdedores, já que os fundos para o Bailout saem da arrecadação de impostos. Esse dinheiro, que poderia ser utilizado em benefício direto da sociedade (com investimentos em saúde, educação, infraestrutura), acaba sendo apostado na recuperação de uma empresa.

A segunda crítica é que não há garantias de resultado. O Bailout pode se prolongar até que a empresa consiga se estabilizar, ou pode nem dar certo. Nesse caso, não há como recuperar o capital empregado.

A terceira crítica é que o Bailout pode criar um incentivo para que as empresas desenvolvam suas atividades de maneira irresponsável. Afinal, elas sabem que o Governo virá ao seu resgate.

A quarta crítica é que as decisões do Governo sobre quais empresas merecem um Bailout também podem ser enviesadas por interesses políticos, em vez de guiadas apenas pelo interesse de preservar a economia.

 

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