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Bail in

O que é Bail In?

Bail In é um procedimento que oferece um fôlego a mais para uma instituição financeira que está próxima da falência, ao requerir o cancelamento das suas dívidas. 

O Bail In é o oposto do Bail Out, já que este último envolve o resgate da instituição financeira por intervenção de partes externas – em geral, o governo – que usam dinheiro para pagar as dívidas e comprar os ativos ruins da instituição. 

Outra diferença importante é que, enquanto o Bail Out evita que os credores da instituição sofram perdas, o Bail in consiste justamente em deixar as perdas nas mãos dos credores.

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Como funciona um Bail In?

O Bail In, assim como o Bail Out, é um procedimento empregado por necessidade, em um momento de crise. 

Deixar que instituições financeiras cheguem ao ponto da falência é arriscado pois, devido ao elevado grau de interconexão no mercado de capitais e na economia como um todo, se uma dessas gigantescas instituições quebrar, todo o sistema pode quebrar também.

Aliás, esse é um dos sentidos por trás da expressão “too big to fail”, “grande demais para quebrar”.

Essencialmente, quando uma instituição financeira chega a um ponto crítico, no qual ela não pode pagar suas dívidas sem falir, o Bail In consiste em uma determinação do governo, liberando essa instituição da obrigação de pagar as dívidas. Dessa forma, ela consegue reequilibrar duas finanças e ganhar fôlego para sair da crise.

Na prática, isso significa que, se um banco passa por Bail In e você tem um título de investimento emitido por essa instituição, por exemplo, você pode não receber nada por ele ou receber apenas uma parte do que havia sido previsto. Se você tem dinheiro depositado, também pode perder o depósito.  

Quais são as críticas e os elogios ao Bail in?

Existe um consenso de que um bail in não é algo positivo. Porém, frente a uma situação em que as consequências de não agir podem ser muito mais graves, alguns consideram esse procedimento o “menor de dois problemas”. 

Uma das principais críticas ao Bail In é que essa solução empurra o problema para outro lugar: os credores, isto é, pessoas que tinham dinheiro a receber ou depositado na instituição financeira. Eles são injustamente penalizados, perdem parte ou todo esse dinheiro.

Ainda assim, alguns especialistas argumentam que a solução é menos drástica do que o Bail Out, por dois motivos.

Primeiro, porque afeta apenas um grupo de pessoas, enquanto o Bail Out, na medida em que é feito usando recursos públicos (ou seja, dinheiro de contribuintes), afeta toda a população. Segundo, porque não gera um impacto nas contas públicas e, portanto, não prejudica a capacidade financeira do governo.

Outra crítica vem de um ponto de vista ideológico. Alguns economistas argumentam que, se um governo adota uma política econômica liberal, não faz sentido intervir de maneira tão direta para proteger uma empresa. 

Quem defende o Bail In, por outro lado, aponta que o Bail In não visa proteger uma empresa, mas defender o mercado contra um possível colapso geral. Afinal, como já foi apontado, a queda de um grande banco pode derrubar toda a economia nacional e até mesmo mundial. 

Quais são os casos reais de Bail in?

Um dos casos mais famosos de bail in ocorreu em Chipre, um pequeno país no leste do Mar Mediterrâneo, na Europa. Em 2013, durante a crise, o governo recorreu a essa estratégia para socorrer o Bank of Cyprus. Como consequência, quem tinha depósitos em valores acima de 100.000 euros – que, pela regra da União Européia, não têm garantia – acabou perdendo uma parte considerável do dinheiro.

Chipre desenhou uma solução para tentar compensar as perdas: as pessoas que foram afetadas pelo Bail In receberam ações do banco. Infelizmente, para muitos, o valor dessas ações não chegou a se equiparar com o valor que havia sido perdido.

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