Open Nav Logo Mais Retorno

Investir sozinho em ações é a melhor alternativa? CUIDADO!

Por:
29/04/2019

De tempos em tempos, os gurus especialistas em bull market ressurgem no mercado financeiro. Dessa vez, com uma versão potencializada pela ajuda da internet e dos juros historicamente baixos, o conto do investidor da bolsa milionário chega aos ouvidos dos investidores inexperientes com uma nova roupagem.

Não me entenda mal: o objetivo desse texto não é o de desincentivar o investimento em ações e muito menos de negar o maior retorno desse mercado a longo prazo. Minha preocupação é que as pessoas façam esse movimento de forma consciente e realista.

O problema é a forma como essa “propaganda” tem sido feita para os novos investidores. Algo que, apesar da nova roupagem, não tem nada de novo

Quem se lembra de 2008 conhece muito bem essa história que vou contar em alguns tópicos nesse texto.

Por isso, se você está começando a investir em renda variável agora, precisa muito ler esse artigo.

Continue lendo para saber mais sobre:

  1. Você não é o Warren Buffet
  2. Uma carteira diversificada ainda é a melhor alternativa
  3. Da poupança para o mercado de ações
  4. O Brasil não é os EUA
  5. Quanto tempo você pode dedicar para seus investimentos?
  6. A maioria dos milionários e bilionários chegou lá trabalhando

Você não é o Warren Buffet

Você não é o Warren Buffet

Eu sei que é extremamente sedutor imaginar que se você tivesse comprado ações da Magazine Luiza (MGLU3) há 3 anos atrás, poderia estar multimilionário hoje. Ou que se tivesse comprado ações da AMBEV (ABEV3) na década de 1990 (na época, da Brahma), hoje viveria apenas de dividendos.

Provavelmente você também fica indignado quando pensa que se o Roberto Carlos não tivesse arrumado o meião na copa de 2006, talvez o Brasil hoje fosse hexacampeão mundial.

O problema é que decisões de investimentos não podem ser baseadas no “se”.

E essa não é uma constatação reveladora ou uma grande sacada, mas apenas estatística. Afinal, qual a chance de você ter acertado exatamente o melhor valor de compra de uma ação lá atrás? E qual a chance de você não ter comprado nenhuma ação que se desvalorizou no meio do caminho e te desmotivou a continuar nesse mercado?

Qual a chance de você ter se tornado um Warren Buffet, Luis Barsi, Lírio Parisoto ou de ser mais um dos investidores frustrados que não quer mais ver bolsa de valores na frente depois de ter apostado na OGX em 2008?

Aliás, já que adoram utilizar o Warren Buffet para vender esse tipo de sonho, aí vai uma de suas citações mais famosas: “No mundo dos negócios, o espelho retrovisor é sempre mais claro que o para-brisas”.

Portanto, o primeiro ponto que é bastante óbvio, mas que é frequentemente utilizado nas publicidades atuais, é que não é porque o Warren Buffet ficou bilionário investindo em ações que isso acontecerá com você.

Você já parou para pensar em quantos bilionários ou milionários você conhece que ficaram ricos apenas no mercado financeiro investindo em ações? Mas quantos você conhece que fracassaram e desistiram no meio do caminho?

A verdade inconveniente é que a grande maioria dos investidores não é bem-sucedido investindo apenas em ações. O que acontece é que você só ouve as histórias de sucesso, nunca as de fracasso desse mercado.

Portanto, administre suas expectativas e invista em ações como diversificação da sua carteira. Isso me leva à segunda questão:


Uma carteira diversificada ainda é a melhor alternativa

Uma carteira diversificada ainda é a melhor alternativa

Uma das grandes preocupações que me fizeram escrever esse texto foi em relação ao argumento “anti-diversificação” que comecei a escutar com certa frequência.

Até um tempo atrás, havia um discurso de que o modelo de diversificação da teoria moderna do portfólio do Markowitz não fazia sentido no Brasil. E, nessa fase, até existia algum sentido: afinal, para que correr riscos em um país que tinha as maiores taxas de juros reais do mundo.

Embora no final isso não fosse bem verdade, conforme já havíamos demonstrado aqui, pelo menos o argumento (de investir apenas em títulos públicos) não cometia um atentado ao patrimônio financeiro de famílias inteiras.

No entanto, hoje, com o Ibovespa batendo recordes históricos em sua cotação, o discurso se inverteu: agora diz-se que diversificação é bobagem e algumas pessoas alegam publicamente que tem 100% da carteira em renda variável. E claro, como de costume, usam o Warren Buffet (e outros cases semelhantes) para justificar esse comportamento.

A pergunta que fica é: onde estavam esses investidores entre 2010 e 2016?

Ou mais importante que isso: se você tivesse investido em ações no auge da bolsa em 2008 e tivesse presenciado o mercado andando de lado nos próximos 8/9 anos vendo seu patrimônio desvalorizado ou estagnado enquanto seus amigos ganhavam mais de 10% ao ano na renda fixa, teria mesmo ficado esse tempo todo insistindo na bolsa? Seja sincero consigo mesmo.

Provavelmente a melhor chance que você teria da sua mente permitir esse comportamento, seria se boa parte do seu patrimônio estivesse rentabilizando em outros ativos.

Mas talvez você seja um investidor experiente, com perfil de alto risco e altamente qualificado e educado sobre o mercado financeiro, então nenhum dos casos até agora se aplique a você.

Na verdade, se esse for o seu caso, o texto todo não é escrito para você.

Minha preocupação é com outro tipo de investidores. Aqueles que são a grande maioria do nosso país, mas que representam a realidade de fato.

Da poupança para o mercado de ações

Da poupança para o mercado de ações

Esse mês a B3 anunciou um fato que deixou muita gente ansiosa: estamos muito próximos de atingirmos mais de 1 milhão de investidores na bolsa de valores brasileira.

Embora isso ainda seja uma representação minúscula da nossa população (de pouco menos de 0,5% do total), ainda é um número bastante expressivo depois de anos estagnado nos 500~600 mil investidores.

Novamente, esse número é bastante positivo quando pensamos que mais brasileiros se interessam em investir melhor o dinheiro deles e que começaram a se interessar pela bolsa de valores, mas não adianta apenas fantasiarmos sobre esses números, sem pensar no momento e na forma em que isso está acontecendo.

Pois eu não sei para você, mas isso me cheira exatamente a uma segunda versão de 2008: bolsa nas máximas, pessoas pouco instruídas “apostando” com expectativa de ganhos acima da curva e vários gurus prometendo que todos se tornarão os novos “Warren Buffets” se investirem tudo que tiverem na bolsa.

A diferença agora é que, em vez de capa de revista de finanças, as promessas vêm de gurus das mídias sociais.

E não digo que a bolsa já atingiu o pico e não vai mais subir daqui pra frente. O erro mais comum dos investimentos em renda variável é pensar que você sabe o que vai acontecer no futuro. É por isso que, independente de sair reforma da previdência e isso fazer o país crescer ou não, estar diversificado vai te deixar pronto para aproveitar os bons momentos e te defender das incertezas.

No entanto, ao que parece os investidores que estão saindo da poupança para aplicar tudo em ações seguindo as dicas dos gurus, não tem feito exatamente isso da forma mais saudável.

A maioria desses investidores entrou com muita sede ao pote, com a expectativa absolutamente errada e mesmo depois dos avisos, uma pequena queda do mercado já os deixou em pânico. E posso dizer isso com convicção, pois já sentimos o reflexo disso nos comentários que recebemos aqui no Mais Retorno sobre fundos de ações mais voláteis como o Alaska, por exemplo.

É por isso que é sempre bom lembrar:

O Brasil não é os EUA

O Brasil não é os EUA

Apesar de ser mais uma obviedade nesse texto, quis reforçar, pois de tempos em tempos parece que muita gente esquece disso.

Por isso lá vai: nós não temos uma população com uma boa base em educação financeira ainda e não temos nem de perto um mercado tão eficiente quanto o dos EUA.

Dizer que 50% ou mais da população dos Estados Unidos da América investe em bolsa é bonito e inspirador, mas mesmo que nós forçássemos isso na “canetada da lei”, isso dificilmente se sustentaria por aqui. Não preciso nem me estender muito mais nessa parte, pois acho que o último tópico já esclareceu bem esse ponto.

Agora, a segunda parte é mais importante. Vi por aí algum dia desses, que algumas pessoas argumentaram, por exemplo, que fundos de ações ativos são tóxicos e não fazem sentido. Que o melhor investimento em ações para quem não entende muito do assunto é via ETFs, apenas por elas serem mais baratas. E claro, sempre citam o “pobre” Warren Buffet para afirmar isso.

No entanto, aqui no Brasil temos um mercado ainda bastante jovem e ineficiente, com baixíssima liquidez, poucas empresas e índices que não representam muito bem o mercado.

Como muito bem apresentado pelo Ramiro do Clube do Valor nesse vídeo, mais da metade dos fundos de ações ativos no Brasil conseguem bater o Ibovespa e o IBRX50 com tranquilidade.

Na verdade, o desafio no Brasil não é nem conseguir encontrar um fundo que bata o Ibovespa, mas encontrar o que faz isso com maior consistência e resultado acumulado.

Logo, investir em ETFs (que apenas replicam índices) é um bom negócio para investidores iniciantes e menos arrojados, mas não é nem de perto verdade afirmar que estes são os investimentos mais rentáveis a longo prazo.

Quanto tempo você pode dedicar para seus investimentos?

Quanto tempo você dedica para seus investimentos

Já que falei sobre fundos e ETFs, queria reforçar mais um ponto aqui.

Boa parte dessas recomendações de que você deveria investir todo o seu dinheiro em ações, vem reforçada de que você deve fazer isso sozinho para não pagar “taxas abusivas” como as taxas de administração ou de performance.

Além desse argumento não fazer o menor sentido, como já expliquei há muito tempo aqui, economizar em taxas pode custar muito mais caro para a maioria dos investidores. Sabe aquela história de que “o barato sai caro”?

Enfim, uma vez que essa questão dos custos tenha sido superada, volto a insistir no ponto da realidade x teoria.

Afinal, para que você possa investir de forma adequada no mercado de ações, tomando suas decisões sozinho, sem pagar as tais “taxas abusivas”, no mínimo você terá que dedicar algum tempo para estudar, avaliar e escolher as ações que irão compor a sua carteira.

Agora, vamos supor que você já conheça e domine os conhecimentos mínimos de balanço patrimonial, DRE, múltiplos fundamentalistas e/ou indicadores gráficos e técnicos, técnicas de alocação e balanceamento de ativos e daí para frente.

Com todo esse conhecimento acumulado, quanto tempo você teria disponível para se dedicar a fazer esses estudos e acompanhar as empresas que compõem a sua carteira? Se você trabalha e tem família para dar atenção, imagino que sobre pouco tempo.

Ok, aqui até dou o braço a torcer e posso imaginar que você seja apaixonado por esse mercado e encontre tempo para isso. Mas você acha minimamente razoável que a maioria da população tenha a mesma dedicação e paciência para tal?

E olha que ainda estou supondo algo bem fora da realidade, ao dizer que as pessoas já tenham conhecimentos avançados sobre finanças para tomar boas decisões nesse sentido.

A verdade é que é muito mais provável que o grosso da população tenha bons resultados investindo em um bom fundo, com um gestor que é realmente ultra qualificado nessa tarefa e dedica 24h por dia nesse trabalho, do que tomando suas decisões sozinho ou seguindo “dicas de gurus”.

A maioria dos milionários e bilionários chegou lá trabalhando

A maioria dos milionários chegou la trabalhando

Por fim, gostaria de terminar esse texto com um ponto muito importante e que reforçamos para a maioria dos investidores que ajudamos: investimentos no mercado financeiro são um meio e não o fim!

Eu sei que já te contaram inúmeras histórias de pessoas que ficaram ricas investindo na bolsa e no mercado financeiro em geral, guardando dinheiro e escolhendo bons ativos com estratégias mirabolantes.

Mas a verdade é que a maioria das pessoas que se tornaram milionárias (ou até mesmo bilionárias) começando do zero, conquistou isso através do trabalho, seja com uma carreira bem-sucedida dentro de uma grande empresa (como executivos de grandes corporações), seja se destacando profissionalmente na sua área (como médicos, artistas, atletas) ou criando seu próprio negócio (como muitos empreendedores que dedicam suas vidas à isso).

Qualquer hora dessas pegue a lista de bilionários da Forbes e tire as suas próprias conclusões.

Nesse sentido, faz mais sentido investir sua energia e às vezes dinheiro (como em educação) na sua área profissional.

Os investimentos do mercado financeiro serão o complemento que darão segurança para você e sua família e acelerarão os ganhos que vierem da sua profissão a longo prazo.

Enriquecer no mercado financeiro é tarefa para muito poucos e as histórias que você ouviu são de outliers, ou seja, pessoas fora da curva, e que em muitos casos apenas acertaram uma grande tacada que pode ter sido mais por sorte do que por grande sabedoria.

Se você não acredita em mim, então talvez acredite no Nassim Taleb e em uma de suas primeiras obras de sucesso, “Iludido pelo acaso”.

Conclusão

Antes de me acusar de qualquer coisa nos comentários, quero reforçar que meu objetivo aqui não é te desmotivar e desacreditar no mercado de ações.

Quero apenas que você faça isso de forma consciente e que, se já o faz, também alerte outros investidores para os perigos do sensacionalismo e promessas absurdas que de tempos em tempos surgem nesse mercado.

Invista em ações sim, mas faça isso como forma de diversificar a sua carteira. E se você não tem conhecimentos profundos sobre o assunto e nem tempo para se dedicar a esse mercado, então terceirize essa tarefa para alguns (sim, mais de um) gestores profissionais e com bom histórico de resultados.

Mas, se você ainda não concorda com esse alerta e quer deixar sua opinião, comente aqui embaixo! Se, por outro lado, concorda e quer reforçar algum desses pontos, ou falar de outra coisa que não citei no texto, também fica à vontade para nos dizer nos comentários!

Não esqueça de compartilhar esse texto para alertar muitos investidores novatos da bolsa e permitir que essa transformação financeira dos brasileiros seja constante e sustentável:

Avalie esse texto e nos ajude a melhorar cada vez mais.

Leia também:

Sobre o autor

  • Avatar
  • Economista e empreendedor do mercado financeiro há quase uma década, tem como objetivo compartilhar suas experiências e se conectar com outros investidores e entusiastas do mercado. É fundador do Mais Retorno e autor da série de livros "Investidor Especialista".

Deixe seu comentário aqui

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


22 Comentários

  • Avatar Bernardo disse:

    Texto muito bom e lúcido. Sou fã do site Mais Retorno, um dos mais sérios e com melhores conteúdos.

  • Avatar Juliana disse:

    Depois de ler o seus e-books, fiquei muito interessada em aprender mais sobre fundos. A linguagem dos seus e-books é fácil e assertiva, gostei bem de como você explica bem o conteúdo. Estou começando agora, tenho investimentos apenas em renda fixa e estou estudando antes de começar a diversificar meus investimentos. Obrigada pelos conteúdos do seu Blog!

    • Oi Juliana, muito obrigado mesmo por esse depoimento tão generoso!

      Fico muito feliz quando leio mensagens como essa, pois minha intenção ao escrever esses ebooks foi justamente essa que você descreveu: escrever de forma simples e direta, me atentando aos pontos que realmente fazem diferença para as pessoas na hora de investir.

      Conte sempre com a gente para te ajudar a investir cada vez melhor!

      Grande abraço e bons investimentos!

  • Avatar DORIAN RICARDO DOMINGUES disse:

    Excelente, conteúdo e raiz!

  • Avatar Wendel Mendes disse:

    Eu vejo o canal do Marcelo Veiga e ele fala que devemos correr de fundos que pegam boa parte dos rendimentos e te retornam com migalhas. Eu vou comprar o curso dele antes de entrar nesse ramo. Mas sei lá não confio em fundos, e poxa 10% a.a. parece muito pouco para renda variável.

    • Oi Wendel,

      Respeito sua opinião, embora eu discorde. Em primeiro lugar, porque os fundos não pegam boa parte do rendimento: pegam a taxa de administração e performance, mas que ambas já são descontadas quando olhamos o resultado histórico do fundo. Logo, quando você olha o resultado de um fundo e acha que ele é satisfatório, nem precisa se preocupar com as taxas, pois elas já foram descontadas.

      Sobre o rendimento de 10% a.a., não sei qual a sua fonte, mas eu consigo te dar pelo menos 50 exemplos de fundos de ações que renderam mais de 40% só em 2018 aqui. Lembrando que o Ibovespa valorizou apenas 15% em 2018.

      Grande abraço e bons investimentos!

  • Avatar CARLOS ANTÔNIO SCHIERHOLT disse:

    Minhas aplicações estavam todas no LCA no BB. Como o rendimento estava quase zero, comecei a investir em alguns fundos de ações no BB. Gostei da experiência e fui aumentado, mas pulverizo. Tenho investido em 12 fundos diferentes. Vou controlando os ganhos pela média, sem correr quando dão negativo. Depois transferi um valor para a XP. Investi no Alaska, mas desconfiado que já estava no pico pois as ações da Magalu já não aumentavam tanto. A propaganda era muito. Aí comecei a comprar ações, 10% do meu capital em açoes do BBAS3, JBSS3, PETR3, PETR4. Quando li um artigo seu sobre as ETFs, apliquei em seis papéis delas. Estou gostando. 50% do meu capital estão em renda váriavel. Mesmo com as quedas de fevereiro e março, no conjunto saí com lucro. Ainda penso em comprar ações de outras empresas, sólidas e tradicionais Mas acho que nunca vou ser trader, pois acho que deve muito arriscado e estressante. Leio todos os seu artigos e me ajudam muito a ficar com os pés no chão.

    • Show Carlos, muito bacana ver que está entrando aos poucos nesse mercado. Tome só cuidado para fazer uma diversificação estratégica da sua carteira. Chega um certo nível que aumentar a diversificação (comprando mais ativos diferentes) não te dá um ganho significativo à sua proteção (sempre existe o risco sistêmico), mas você acaba diluindo excessivamente os seus ganhos. Melhor que explicar todo o porque aqui, recomendo que dê uma olhada nesse texto.

      Grande abraço e bons investimentos!

  • Avatar washington paulo emrich disse:

    Felipe ,
    Gostei muito de sua recomendação. Já no passado perdi muito dinheiro na Bolsa, justamente por ser ignorante quanto ao as armadilhas do mercado, por exemplo, na época do Pre-sal do Lula eu perdi muito comprando ações da Petrobrás a 30,00 ou mais e depois vendendo com prejuízo, pois não tive nervos para suportar a queda. Hoje eu estou com dinheiro na poupança, rendendo quase nada, penso em investir na Bolsa, mas vem as dúvidas.

    • Oi Washington, muito obrigado pela participação e compartilhamento da sua história!

      De fato conheço muita gente que acabou se decepcionando com a bolsa depois da euforia que durou até 2008 (e depois brevemente no 2009/2010 da “marolinha”). É uma pena que isso também tenha acontecido com você, mas fico feliz que você está buscando mais informações sobre esse mercado para agora investir com mais cuidado e conhecimento.

      Conte com a gente para te ajudar nessa tarefa.

      Grande abraço e bons investimentos!

  • Avatar marcos carvalho disse:

    Apesar de fazer aportes com um percentual de minha reserva monetária diretamente em ações (realizo operações de venda coberta com uma pequena parte delas) e tambem aplicar em dois fundos de ações garimpados a dedo eu concordo em genero, número e grau com esse artigo. E vejo no dia a dia esses youtubers que carregam 100% da sua grana em ações vendendo cursos (ou seria ilusão) pela internet. Pra que né já que estão ficando milionários com o mercado acionário. RsRS. Onde estavam conforme voces mesmo lembraram, de 2011 a janeiro de 2016??Com juros de 6,5% ao ano sem tirar ainda o imposto de renda devemos sim ser mais audaciosos no mercado financeiro, só que com cautela e ampla diversificação. Abraços pra voces.

    • Avatar José Murilo disse:

      Concordo em parte. Acho que uma excelente estratégia para 99% do público investidor em ações seria mesclar etfs com 2 ou 3 fundos; nada mais. Quem imagina que pode bater o mercado comete sempre um grande erro. Vai contra a teoria das probabilidades; é “iludido pelo acaso”, como o próprio autor cita.

      • Oi José, muito obrigado pela participação!

        Então concordamos na maior parte mesmo. Também acho que bater o mercado com consistência é para outliers. A melhor estratégia é, de fato, a diversificação.

        Grande abraço e bons investimentos!

    • Oi Marcos,

      Excelente colocação. É preciso mesmo tomar mais riscos hoje que no passado, mas isso deve ser feito com responsabilidade e cautela nos riscos. Diversificação é sempre a escolha mais sustentável a longo prazo.

      Grande abraço e bons investimentos!

  • Avatar Julio Parreira disse:

    Excelente artigo, esclarecedor e didático! Estou começando a investir em ações, com a ajuda de profissionais que só se dedicam ao assunto. Abcs

  • Avatar Diego Andreuccetti disse:

    Boa tarde Felipe! Sou um grande admirador do canal Mais Retorno e também de vocês.
    Concordo muito com esse artigo e informações expostas, apenas faço um adendo sobre o acompanhamento das ações, pois principalmente para os investidores menos experientes e também com menos tempo de acompanhar é mais viável utilizar a regra do “Buy and Hold” visto que se acredita no propósito e fundamento da empresa, não será em um curto prazo que mudarão da água para o vinho por assim dizer. Claro que é válido analisar a carteira a cada 6 meses ou 1 ano, porém muitas vezes poucas mudanças refletem mais do que aquele investidor que busca rentabilidade muito alta a curto prazo, mudando até de filosofia e partindo para o Trade muita das vezes.
    No mais eu concordo e a melhor decisão que qualquer investidor possa tomar é estudar sobre o mercado e adquirir conhecimentos de fontes conhecidas e seguras como no Mais Retorno por exemplo.
    Abraços, Diego

    • Boa tarde Diego, muito obrigado pela participação e excelente complemento!

      Concordo com você que o investimento focado a longo prazo é mais saudável, sobretudo para o investidor iniciante. O grande problema aqui é que mesmo que a pessoa não precise acompanhar a cotação dos ativos a curto prazo e tomar decisões rápidas, ainda assim ela precisa escolher quais são as “boas ações” para comprar e montar sua carteira. E é nessa hora que o investidor inciante pode cometer erros complicados, sobretudo se simplesmente for na onda de dicas alheias, sem saber muito bem o que está fazendo.

      Por isso, nesses casos acho que é muito mais saudável a pessoa confiar esse trabalho a um gestor com competência comprovada, que entrar de cabeça sozinho em algo completamente diferente do que ele estava acostumado a vida toda.

      Grande abraço e bons investimentos!

  • Avatar RAFAEL disse:

    Felipe, parabéns pelo texto.
    Você tirou algum título para ser empreendedor do mercado financeiro?
    Se sim, qual o título?
    Obrigado, abraços.

    • Oi Rafael!

      Depende um pouco. Já tive algumas fintechs voltadas ao mercado financeiro e nem todas elas exigem alguma certificação. A primeira que tive (bolsafinanceira.com) era um portal focado em ferramentas para o mercado de ações, como gráficos e indicadores técnicos. Para essa fintech em si, como era uma empresa de tecnologia e que não atendíamos o investidor no investimento final, então não havia exigência de nenhuma certificação.

      Depois disso, para abrir outras empresas acabei tendo que tirar alguns certificados como ANCORD, PQO e CPA-20. Meu foco nunca foi tanto em certificados do mercado em si e os que tirei foi por obrigações regulatórias. Nosso foco aqui no Mais Retorno é voltado a entregar um conteúdo e ferramentas que auxiliassem os investidores de forma objetiva e realista a fazerem melhores investimentos. E para isso nenhum certificado é necessário.

      Em resumo, isso vai depender mais de qual área do mercado financeiro você pretende atuar e aí nós explicamos mais detalhes sobre os certificados e essas áreas aqui.

      Grande abraço e bons investimentos!