Última modificação em 8 de abril de 2021

Quem é David Swensen?

David Swensen é um gestor de fundos patrimoniais, investidor e filantropo estadunidense. Nascido no ano de 1954, atualmente é diretor de investimentos da Universidade de Yale desde 1985, onde é responsável por administrar e investir os fundos de investimento e ativos patrimoniais, que totalizavam mais de U$S 29 bilhões em setembro de 2019.

Considerado como o funcionário mais bem pago de Yale, lidera uma equipe de cerca de 30 colaboradores. Junto com Dean Takahashi, inventou o Modelo de Yale, uma aplicação da teoria moderna de portfólio — mais conhecida no mundo dos investimentos como Modelo de Doação.

Como foi o começo da carreira em investimentos de David Swensen?

David Swensen iniciou sua carreira nos investimentos no começo dos anos 1980. Desde então, já aconselhou instituições como a Fundação Edna McConnell Clark, a Bolsa de Valores de Nova York, o Yale-New Haven Hospital, Howard Hughes Medical Institute, o Courtauld Instituite of Art e muito mais.

Por conta de seu interesse acadêmico genuíno na avaliação de títulos corporativos, Swensen ingressou na Salomon Brothers no ano de 1980. Essa mudança de carreira, porém, não aconteceu repentinamente, mas sim por sugestão de Gene Dattel, um banqueiro de investimentos nessa mesma instituição e ex-aluno de Yale. Já em 1981, David estruturou o primeiro acordo de swap no mundo, o acordo entre o Banco Mundial e a IBM que permitia proteger sua exposição em marcos alemães e francos suíços.

Antes de seu ingresso em Yale, que aconteceu em 1985, o investidor passou seis anos em Wall Street, onde atuou como vice-presidente sênior da empresa Lehman Brothers. Lá, se especializou nas atividades de swap da instituição enquanto ainda trabalhava como associado em finanças corporativas para a Salomon Brothers, onde o seu trabalho era o desenvolvimento de novas tecnologias financeiras.

Qual é a visão de David Swensen sobre Economia?

Em fevereiro do ano de 2009, David Swensen foi nomeado para o Conselho Consultivo de Recuperação Econômica do comitê do presidente da época, Barack Obama. Como o mandato era de apenas dois anos, permaneceu no cargo até 2011.

Durante entrevista para o Centro Financeiro Internacional de Yale, Swensen afirmou que os mercados de capitais estariam melhor sob a legislação Glass-Steagall. Nela, é defendida a limitação da interação entre as atividades de ações em bancos de investimento e comerciais.

Na mesma ocasião, afirmou que o banco comercial desempenha uma função muito útil, que é a de reunir depósitos e fazer empréstimos e que, por isso, se essa função fosse definida de forma muito restrita e fortemente regulada, o ambiente de capital seria muito mais seguro. Afirmou também que isso só seria possível se fosse mantido um alto nível de capital.

Qual é a filosofia de investimento de David Swensen?

David Swensen já aproveitou diversas oportunidades para deixar bem clara a sua filosofia sobre investimentos. Uma dela foi com a publicação do artigo “News You Can Endow” (ou Notícias que Você Pode Distribuir, em português) no The New York Times. Junto com Michael Schmidt, analista financeiro de Yale, discutiu a ideia de organizações jornalísticas administradas sem fins lucrativos por dotações.

Já em agosto de 2011, publicou um artigo de opinião, também no The New York Times, intitulado “The Mutual Fund Merry-Go-Round”. Nele, discorre sobre como a busca de lucro pelas sociedades gestoras pode criar conflitos de interesses com responsabilidades fiduciárias entre seus investidores.

Em 2005, David Swensen lançou um livro onde pôde expor mais a sua filosofia sobre investimentos. Chamado de “Unconventional Success” (ou Sucesso Não-Convencional, em tradução livre), é visto como um guia para o investidor individual. Nele, o autor também critica diversas empresas de fundo mútuos por não cumprirem com suas responsabilidades fiduciárias e por cobrarem taxas excessivas.

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