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Estagflação

O que é a estagflação?

A estagflação é um termo que diz respeito a um período na economia em que um país enfrenta uma recessão de forma simultânea uma condição inflacionária. O termo representa, portanto, os dois fenômenos (estagnação e inflação) que não costumam se encontrar em recessões comuns.

Isso porque, dentro da normalidade, recessões significam diminuição no acesso ao crédito e menor consumo parte das pessoas e das empresas, proporcionando aumento da oferta em relação a demanda.

No entanto, existem casos que fogem à norma, em que se continua a registrar o aumento de preços de bens e serviços (típico comportamento de demanda maior que a oferta) quando uma economia desacelera.

Nesse cenário, temos um aumento importante de dois elementos: o da própria inflação e o desemprego - este último como resultado endividamento e falência das empresas na condução da recessão.

O problema reside no fato de que, sob o ponto de vista intervencionista, ambos perdem por medidas opostas no que tange às políticas monetárias e fiscais.

Percebe dilema? Se sufoca um, o Estado teoricamente impulsiona o outro. É por isso que os diferentes agentes econômicos tendem a discordar acerca da melhor estratégia para controlar no estado de estagflação.


O que estagflação funciona?

Para entender a história da inflação, existem várias situações que podem ser usadas para ilustrar essa dinâmica. No entanto, escolhemos um exemplo muito específico para garantir que você o assimile: a criação dos seus filhos (mesmo que hipotéticos).

Quando os filhos começam a crescer, todos os pais passam pelo mesmo desafio: perceber que aquele serzinho que antes podia ser carregado nos braços (e tinha uma cara de joelho que todos percebiam, menos você) se tornou um verdadeiro ser humano. Agora ele pensa, é capaz de fazer planos e tenta processar as próprias emoções e o mundo à sua volta. Sim, ele cresceu!

Mas como tudo é gradual, logo surge outra pergunta: como promover a autonomia desse filho de forma responsável? Deixá-lo sair sozinho, ir a festas e ter até os primeiros relacionamentos amorosos… Para tudo há uma primeira vez.

Se por um lado ele deve merecer a sua confiança, por outro você deve dar a liberdade para que ele possa provar merecê-la. É um “toma lá, dá cá”: a liberdade provém da confiança, mas a confiança provém da liberdade. Ih, e agora?

Se essa é uma decisão que cabe apenas a você em sua vida particular, o Estado passa por uma situação bem semelhante com a economia. Se, por um lado, para conter o desemprego estimular o crescimento se prevê que ele tome medidas que aumentem o acesso ao crédito, por outro, essa mesma medida tende a impulsionar a inflação (já alta).

É como se a liberdade do seu filho fosse, para o governo, a linha de crédito. Enquanto por um lado ela desenvolve o crescimento econômico (ou a sua confiança como mãe/pai), por outro ela também aumenta a inflação (ou os riscos aos quais o seu eterno bebê se expõe).

E assim como você fica tentando promover um aspecto e simultaneamente sufocar o outro, o Estado também faz o mesmo.

Como se resolve a estagflação?

Considerando que o Estado não pode trancar a economia no quarto e colocá-la de castigo, ele se depara basicamente com opções específicas ao adotar políticas monetárias e fiscais expansionistas ou contracionistas.

Enquanto na primeira opção se aumenta a moeda em circulação e os gastos do governo (em investimentos em infraestrutura, por exemplo), na segunda se retira a moeda do mercado (controlando itens como a taxa básica de juros e a taxa de redesconto) e diminuindo os custos.

Mas não necessariamente uma medida depende da outra. Ou seja, para adotar uma postura expansionista na política monetária, o Estado não precisa fazer mesmo na política fiscal (e vice-versa). Se as duas se alinham nesse sentido, é uma questão de cunho estratégico.

Muitos agentes que seguem as teorias propostas por Keynes por exemplo, sugerem que se ampliem as linhas de crédito e que se crie mais empregos a partir do investimento público em grandes obras.

São duas resoluções de alinhamento expansionista sim, porém não espere que o mesmo ocorra em todas as propostas apresentadas para esse problema.

Cada pai, uma educação. Cada economista, uma solução.

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