O que é Endividamento?

Existem muitos significados para o conceito de endividamento.

Quando se trata de empresas, por exemplo, ele é tido como a medida do próprio passivo exigível da companhia - isto é, o total de dívidas a serem pagas.

No entanto, o mesmo conceito também se aplica às finanças pessoais (diretamente ligado à inadimplência e à negativação no Serasa e no SPC, no exemplo) e às finanças públicas, como parte da análise das dívidas de um governo. 


Entendendo o Endividamento

Quando falamos em endividamento empresarial, estamos nos referindo a uma forma de avaliar a saúde financeira de uma companhia, com base na relação entre passivos exigíveis – isto é, o valor das suas dívidas – e ativos. Isso revela qual é a capacidade da empresa para cumprir com suas obrigações de pagamento.

É importante notar que endividamento é diferente de inadimplência. Podemos fazer uma generalização afirmando que todas as empresas têm algum grau de endividamento, pois todas têm obrigações de pagamento com fornecedores e funcionários. No entanto, isso apenas se transforma em inadimplência quando a empresa não cumpre com a obrigação no tempo certo. 

Existe, ainda, uma terceira situação: a insolvência. Esta ocorre quando a empresa endividada tem mais passíveis exigíveis do que ativos. Neste caso, mesmo que exista a intenção de cumprir com as obrigações de pagamento, em princípio, não há recursos suficientes. A insolvência pode eventualmente ser contornada, mas é um sinal grave de uma saúde financeira ruim.

Além disso, como já te contamos, o mesmo conceito de endividamento que usamos no âmbito das finanças corporativas também pode ser aplicado às finanças pessoais e públicas.

O endividamento de um indivíduo é a relação entre suas dívidas (como as compras que são pagas com o cartão de crédito, exemplo) e o seu patrimônio (sua renda, seus imóveis, seus carros etc.).

Já o endividamento do Estado é a relação entre as dívidas públicas (dívida interna e dívida externa) e seus ativos (como os valores arrecadados em impostos).

O Endividamento é sempre ruim?

Ao contrário do que normalmente pensamos, ter um grau de endividamento elevado não é sempre ruim. Fazer uma dívida pode ser um caminho para levantar recursos necessários no momento presente e, assim, gerar mais receita no futuro.

Imagine, por exemplo, que a empresa fictícia ABC Metais quer se tornar uma multinacional, instalando uma filial na Argentina. No entanto, ela não tem os recursos disponíveis para concretizar esse projeto. Então, decide emitir títulos de dívida e vendê-los a investidores. 

A partir do momento em que a ABC Metais vende esses títulos, ela se compromete a devolver o valor recebido com juros em uma data futura. Ou seja, ela contrai uma dívida e aumenta seu volume de dívidas.

No entanto, os recursos captados com a emissão e venda dos títulos serão destinados a um projeto com o potencial de fazer a empresa faturar e lucrar mais no futuro. Quando a filial da Argentina estiver operando e gerando receita, os ativos da empresa vão aumentar em relação aos passivos exigíveis, e o endividamento ficará sob controle.

Portanto, para avaliar se um caso específico de endividamento é bom ou ruim, é preciso olhar para o contexto de maneira mais ampla, e não apenas para um número isolado.

Qual é a relação entre Endividamento Público e Dívidas Interna e Externa?

Como já vimos, o conceito também pode ser aplicado ao âmbito das finanças públicas. Porém, nesse caso, há um detalhe importante: o endividamento público pode ser calculado considerando a dívida pública total ou considerando apenas a dívida interna ou a dívida externa.

A dívida externa é aquela paga em moeda estrangeira, enquanto a dívida interna é aquela paga em moeda nacional.

Um exemplo de dívida externa é o pagamento de empréstimos recebidos de órgãos internacionais como o FMI. Enquanto isso, um exemplo de dívida interna é o pagamento do principal e dos juros referentes a títulos do Tesouro Nacional.

Saber que existem esses dois tipos de dívidas é importante para o cálculo, já que elas são medidas em moedas diferentes. Por isso, para determinar o endividamento total, é preciso converter uma dessas dívidas para outra moeda. Por exemplo, se o endividamento total for expresso em reais, é preciso converter o valor da dívida externa – medido em dólares – para reais.

É por isso que o câmbio também acaba interferindo na percepção das dívidas. Se o país tem US$ 1 bilhão em dívida externa, e a cotação é US$ 1 = R$ 3, isso representa R$ 3 bilhões em dívidas. Porém, se a cotação salta para R$ 5, passa a representar R$ 5 bilhões em dívidas, tornando o endividamento mais severo.

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