Quem é Charlie Munger?

Charlie Munger é vice-presidente da Berkshire Hathaway, conglomerado de empresas que pertence à Warren Buffett.

O cargo em si diz pouco sobre quem ele realmente é:

Tal como seu ilustre parceiro de negócios, Munger também nasceu em Omaha, no ano de 1924, tendo trabalhado durante a adolescência no mercado que pertenceu ao avô de Buffett.

Já na faculdade, optou por matemática na Universidade de Michigan, curso que abandonou aos 19 anos para se juntar ao exército norte-americano durante a Segunda Guerra Mundial. Posteriormente, concluiu os seus estudos, formando-se em direito pela Universidade de Harvard.

Sua carreira como advogado foi curta. Em 1962, ele fundou a sua própria sociedade de investimentos, área em que se saiu excepcionalmente bem. Entre 1962 e 1975, sua empresa obteve um retorno anual de 19,8% para um desempenho de 5% do índice Dow Jones.

A parceria com Buffett se desenvolveu gradativamente a partir de 1959, ano em que o conheceu em um jantar.

Atualmente com 95 anos, Munger é pai de 8 filhos e mora na Califórnia.

Como Investir nos Melhores Fundos

Qual a relação entre Charlie Munger e o investimento em valor?

Com base no value investing (investimento em valor), ele investe seguindo os seguintes princípios:

Uma ação é parte de uma empresa

Quem compra uma ação não compra apenas um “pedaço de papel”. Seu detentor se torna coproprietário de uma companhia de capital aberto.

Por conta disso, precisa ter uma atitude de dono: saber tudo sobre ela e o seu setor de atuação, procurando por fundamentos que indiquem que ela está preparada não só para o momento atual, mas também para o futuro.

Esse trabalho “investigativo” faz com que o investidor se atenha às características do negócio, inclusive em relação às pessoas que estão na gestão.

Integridade não deve ter menos importância que talento. Isso garantirá que a empresa desempenhará bem em qualquer cenário, seja ele de crescimento ou de crise.

A importância da margem de segurança

Deve-se comprar a ação por um preço menor do que ela vale. Como isso nem sempre acontece, é preciso estar atento à oportunidade quando ela aparece.

O problema é que poucos conseguem enxergá-la, visto que ela se apresenta justamente nos momentos de pânico e volatilidade.

O sentimento do mercado

Sendo um ambiente de interação entre os agentes, o mercado de ações reflete as suas expectativas e os seus sentimentos. O quanto que existe de euforia ou medo no preço de uma ação só pode ser percebido por quem conhece profundamente a empresa.

A racionalidade acima de tudo

O bom investidor é aquele que toma as suas decisões de forma racional. Isso exige muito mais esforço do que QI, o que implica em cada um saber domar o seu temperamento.

Quais as dicas de Charlie Munger para investir na bolsa?

Ele desenvolveu uma filosofia de investimentos atemporal, como mostra o livro “Charlie Munger, The Complete Investor”, publicado pela Escola de Negócios da Universidade Columbia:

O mercado não é eficiente

O investidor disciplinado e paciente sempre ganha, visto que explora as fraquezas dos demais participantes.

É preciso aprender sempre

O investidor perspicaz possui um nível de curiosidade acima do normal, motivo pelo qual lê e pensa bastante. Esse hábito ajuda na hora de tomar boas decisões.

Evite a complexidade desnecessária

Munger usa um caso real para ilustrar esse ponto. A NASA, quando começou a enviar tripulantes ao espaço, verificou que as canetas não funcionavam com gravidade zero. Isso fez com que se gastasse uma enorme quantia para o desenvolvimento de uma caneta que escrevesse em qualquer superfície, mesmo com gravidade zero.

Os russos, que também exploravam o espaço na mesma época, simplesmente optaram pelo uso do lápis.

Não delegue as decisões

Corretores e gerentes de investimentos não podem tomar as decisões no lugar do cliente, principalmente quando não são pagos por ele e recebem comissões sobre as recomendações que fazem.

Descomplicando a Bolsa de Valores

Termo do dia

Direitos de Subscrição

Os Direitos de Subscrição são um benefício concedido aos acionistas de empresas e cotistas de fundos imobiliários. Entenda como eles funcionam.

Veja outros termos