Última modificação em 30 de junho de 2020

O que é Buyback?

Buyback, termo que vem do inglês e pode ser traduzido literalmente como “comprar de volta”, é uma operação pela qual uma empresa de fato compra de volta suas próprias ações dos acionistas, reduzindo o número de papéis que estão em negociação no mercado secundário. No Brasil, essa operação também é chamada de recompra de ações. 


Por que as empresas fazem Buyback?

Existem vários motivos pelos quais uma empresa pode optar pelo Buyback. Os principais são para promover uma valorização ou para evitar uma mudança no controle do negócio.

O preço de uma ação no mercado é determinado, entre outros fatores, pela relação entre oferta e demanda. Se existe baixa demanda e alta oferta, o preço cai; por outro lado, se existe mais demanda do que oferta, o preço sobe. Portanto, ao fazer uma operação de buyback e retirar papéis do mercado secundário, a empresa emissora consegue alterar essa relação para promover uma valorização em curto prazo.

Além disso, se houver uma certa quantidade de papéis disponíveis no mercado secundário, um investidor com recursos suficientes pode comprá-los e tornar-se acionista controlador, ou seja, aquele cujo voto determina o caminho que será tomado pelo negócio. Portanto, realizar um buyback, de modo que essa quantidade de papéis não esteja disponível, é uma forma de evitar que o controle passe de mãos.

Existem, ainda, outros motivos pelos quais uma empresa faz um buyback; por exemplo, para mostrar ao mercado que ela acredita no seu próprio negócio como um investimento sólido.

Como funciona o processo de Buyback?

Para que uma empresa faça o buyback, antes ela deve registrar um pedido junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que pode conceder ou negar autorização para a operação. 

Além disso, a empresa pode realizar a recompra de três formas: pelo método da oferta a preço fixo, ou Oferta Pública de Aquisição de Ações; pela recompra de ações a mercado; ou pelo método da Dutch-Auction, que não é utilizado no mercado brasileiro. Cada uma destas formas está sujeita a suas próprias regulações. 

Depois que a empresa efetua a recompra, ela pode cancelar as ações ou manter em tesouraria, com a possibilidade de aliená-las novamente em um momento futuro.

Como o Buyback impacta o investidor?

Uma das questões mais comuns sobre o buyback é seu impacto para quem já é acionista da empresa. Na teoria, esse tipo de operação beneficia os acionistas que não vendem seus papéis; porém, na prática, esses acionistas podem sair prejudicados.

Existem duas situações em que o acionista é favorecido pelo buyback. A primeira, no caso de a empresa optar por cancelar as ações recompradas. Ao fazer isso, a base acionária torna-se menor e, consequentemente, aumenta o valor dos dividendos pagos por ação. A segunda, no caso de a empresa optar manter as ações em tesouraria. Nesse caso, elas são adicionadas à contabilização do lucro do exercício e, consequentemente, a empresa distribuirá mais dividendos (embora esse seja um ganho pontual).

Por outro lado, a operação de recompra pode prejudicar a liquidez das ações em Bolsa e pode induzir a uma formação de preço ineficiente, condições que prejudicam o acionista que não vendeu seus papéis.

Qual é a relação entre Buyback e crise?

Em períodos de crise econômica, é comum que as empresas optem por iniciar operações de buyback; isso ocorreu na Crise de 2008 e, recentemente, na Crise do Coronavírus. Uma das principais razões para isso é a pressão dos próprios acionistas.

Durante uma crise, os papéis tendem a desvalorizar. Antes de perder todo o dinheiro investido, quem tem ações tenta vendê-las, mas isso não é possível, pois não há ninguém interessado em comprar. Portanto, eles pressionam as empresas a realizar a recompra.

Isso pode acontecer até mesmo com empresas que acabaram de realizar seu IPO. No momento da abertura de capital, o cenário é promissor; porém, logo em seguida, a economia entra em recessão e o mercado financeiro começa a cair. Então, elas utilizam o próprio dinheiro captado por meio do IPO para a recompra de suas ações.

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