Os Fundos de Investimentos são uma das modalidades de investimentos que mais me atraem.

E não sou só eu que acho isso!

De acordo com a ANBIMA, 45% do patrimônio financeiro dos investidores milionários se encontra em fundos, em um mercado que contabiliza mais de R$ 3 trilhões. Para comparação, somando todo o dinheiro aplicando na caderneta de poupança, o valor investido é de apenas R$ 600 bilhões, 1/5 (20%) do valor aplicado em fundos.

Apesar de existirem alguns críticos em relação aos seus custos, à terceirização da tomada de decisões em relação aos investimentos e outros pontos de menor importância, considero que seus pontos positivos acabam superando consideravelmente os negativos.

Isso porque esse é um tipo de investimento relativamente simples, diversificado e que se pode ter uma boa liquidez e ainda bater a média do retorno do mercado consistentemente.

Mas claro, isso vale apenas se forem selecionados os melhores fundos!

Ultimamente venho batendo insistentemente na tecla de que com os juros mais baixos, mesmo o investidor mais conservador vai precisar tomar alguma parcela de risco para poder rentabilizar adequadamente seu dinheiro.

E isso não quer dizer que todo mundo tem que sair dando um giro de 180º na composição de sua carteira atual! Aliás, até escrevi recentemente para o Valores Reais sobre como fazer “trade em fundos” pode ser um péssimo negócio.

A ideia aqui é que se você ainda não conhece nada sobre Fundos de Investimentos então vale a pena se informar mais.

Afinal, esse pode ser o tipo de investimento que se encaixaria perfeitamente na sua carteira para dar aquele resultado extra que se tornaram necessários por conta dos juros baixos, por motivos que abordarei melhor abaixo ao longo do texto.

Por isso, continue lendo para saber mais sobre:

  1. O que são os Fundos de Investimentos
  2. Participantes dos Fundos de Investimentos
  3. Quais os Riscos dos Fundos de Investimentos
  4. Tipos de Fundos de Investimentos
  5. Custos dos Fundos de Investimentos
  6. Vale ou não a pena investir em Fundos de Investimentos
  7. Como investir em Fundos de Investimentos

Como esse é um assunto em que somos apaixonados aqui no Mais Retorno e sabemos muito, pode se preparar e ficar bem confortável que vem muita coisa boa aí pela frente!

Ah, e se você já se interessou por esse tema, aproveite e se inscreva abaixo para receber mais conteúdos como esse:

O que são Fundos de Investimentos

O que são Fundos de Investimentos

Se você mora em apartamento ou em um condomínio fechado de casas, talvez já tenha parado para pensar na lógica do porque existem os condomínios.

A ideia é que dezenas ou centenas de moradores que tenham interesses em comum se unam para dividir os custos de aquisição desses interesses e assim conseguir conquistá-los de forma mais eficiente e barata.

Ou seja, a contratação de porteiros, iluminação da área comum, limpeza, um síndico para resolver os “pepinos” e as brigas dos moradores, além de outros serviços de manutenção e reformas, custam apenas uma pequena fração para cada morador, ainda que todos sejam beneficiados integralmente por esses serviços.

Portanto se você mora em um condomínio com 100 moradias (casas ou apartamentos) diferentes, você poderá contar com todos esses serviços pelo custo de apenas 1% deles.

Maravilha, não é? Pois essa é exatamente a mesma ideia dos Fundos de Investimentos!

Eles são simplesmente uma forma de que um grupo de investidores com interesses semelhantes possam se unir e buscar esses objetivos de forma mais eficiente e barata.

Afinal de contas, já pensou o tamanho da sua folha de pagamentos se você fosse contratar sozinho os melhores gestores e analistas do mercado, com uma estrutura de primeira para aplicar seu dinheiro e buscar os melhores resultados?

A menos que você seja o Warren Buffet, Luiz Alves Paes de Barros ou o Claudio Coppola lendo mais um dos maravilhosos conteúdos do Mais Retorno, talvez essa não seja a melhor alternativa para o seu caso.

E não são apenas nos custos da contratação de estrutura e profissionais que os fundos saem na frente, mas também na economia de escala adquirida pelo valor acumulado de todos os investidores. Isso porque com um valor alto  à disposição dos gestores (que em alguns casos chega a passar da casa de bilhões de reais), o seu poder de barganha no momento da aplicação desse dinheiro é bastante grande.

É só imaginar o quanto uma empresa que precisa de financiamento não iria se dobrar e oferecer as melhores condições para poder ter acesso àquela quantia significativa de recursos disponível para aplicação de algum grande fundo.

Claro que tudo isso é bonito no papel, mas como garantir que os fundos estão interesses realmente alinhados aos dos investidores? E como os investidores podem se proteger frente a um eventual fundo que não tivesse a melhor das intenções?

Participantes dos Fundos de Investimentos

 

Participantes dos Fundos de Investimentos

Justamente para dar maior credibilidade e segurança em relação ao investimento em fundos, existem diferentes empresas e profissionais envolvidos nessa estrutura.

Cada um desses participantes é especializado em uma etapa específica, que juntas fecham um círculo de “autofiscalização” essencial para o funcionamento e transparência do investimento em fundos.

Não precisa se desesperar e nem decorar isso. Apesar de parecer meio confusa e bagunçada a primeira vista, você verá a seguir como é simples essa estrutura e faz todo o sentido no final:

a) Gestor

Diria que é a peça mais importante de toda a estrutura e sem dúvida a que você mais precisará conhecer e estudar antes de decidir colocar o seu dinheiro.

Isso porque é exatamente esse profissional que terá acesso ao seu dinheiro e irá decidir para onde ele vai. É claro que nas maiores gestoras ele não cuida de tudo sozinho e conta com o auxílio de outros analistas e operadores para movimentar toda aquela dinheirama que eles tem à disposição deles.

Mesmo assim a decisão final será tomada sempre por ele e se essa decisão for incorreta, imprudente ou simplesmente tomada no momento errado, é o seu dinheiro que vai sofrer as consequências (e o seu sono também por tabela).

b) Administrador

Esse participante acaba causando bastante confusão. Afinal de contas o “administrador” não deveria ser quem “administra” o dinheiro?

Apesar dessas denominações não serem muito intuitivas, tenha em mente que o administrador de um fundo não tem nenhuma relação com a decisão de onde/quando seu dinheiro será aplicado (papel do gestor que vimos no item anterior). mas sim de controlar onde está esse dinheiro e calcular o quanto ele está valendo a cada dia.

O administrador é o responsável por cuidar de toda a parte burocrática do funcionamento de um fundo, como cadastro desse fundo no órgão regulador e ANBIMA, acompanhar e prestar conta dos fluxos de caixa e demonstrações financeiras, calcular e divulgar o valor das cotas, dentre muitas outras funções desse tipo.

Poderíamos até dizer que o “administrador” se assemelharia mais com a função de um “contador”  (do ponto de vista de cursos universitários) nesse caso da estrutura dos fundos.

Detalhe: Se for levar em conta a regulação brasileira a coisa fica ainda mais confusa, pois existe a função de Administrador de Carteira e do Administrador Fiduciário. De acordo com essa regulação, o Administrador de Carteira seria o Gestor que falamos no item ‘a’, enquanto o Administrador Fiduciário seria o Administrador que estou descrevendo aqui no item ‘b’.

É confuso pra caramba, eu reconheço. E é por isso que é muito mais comum usarmos no dia-a-dia do mercado as denominações que dei ênfase em cada item (gestor e administrador), do que a “oficial” da regulação brasileira.

Eu citei esses nomes por aqui apenas para o caso de você precisar quando for ler algum documento mais formal. Por isso se preocupe mais em lembrar dos nomes usados pelo mercado.

c) Custodiante

Quando você aplica seu dinheiro em um fundo de investimentos, está comprando cotas que te dão direito a uma participação em outros ativos como ações, títulos públicos, entre outros. Na prática é como se você estivesse comprando esses ativos mesmo, mas de forma indireta.

No entanto esses ativos comprados com seu dinheiro não ficam nas mãos do gestor e nem do administrador. Quem cuida dessa tarefa é um terceiro participante chamado Custodiante, que é responsável por guardar e movimentar esses ativos, bem como passar essas informações para os outros participantes.

Por isso essa é uma das atividades mais delicadas e que costumam ser feita somente por grandes instituições financeiras consolidadas como o Bradesco, BNY Mellon, dentre outras.

d) Auditor

Se você já trabalhou em alguma grande empresa ou investiu no mercado de ações, já deve ter ouvido falar dessa figura.

Como saber se aquilo que o fundo está informando em seus relatórios é verdadeiro? E como saber que a administração e as operações desse fundo estão ocorrendo em conformidade com as normas estabelecidas pelo órgão regulador?

É para dar essa segurança e transparência aos fundos que eles são obrigados por lei a contratar auditores independentes para avaliar suas atividades anualmente.

E esse trabalho não é moleza. Os auditores independentes precisam seguir uma série de normas preestabelecidas na regulação brasileira e serem eles mesmo registrados no órgão regulador para poderem trabalhar nesse mercado.

Sem a credibilidade e transparência produzida pelas auditorias, dificilmente o mercado de fundos conseguiria chegar no tamanho que tem no Brasil.

e) Distribuidor

O seu dinheiro só consegue chegar até os fundos, porque alguém os levou até você. Por isso, quando você investe em um fundo através de uma corretora, por exemplo, é ela que faz esse papel de ligar o fundo ao investidor.

Além disso o distribuidor também tem um papel importante de explicar e tirar dúvidas dos investidores em relação a cada um dos fundos que ele tiver em sua prateleira.

Por isso é sempre o primeiro e o último participante que o investidor terá contato, pois é através dele que esse investidor fará suas aplicações e resgates.

f) Cotista

Esse é você, meu caro investidor e leitor assíduo (assim espero) do Mais Retorno!

Embora por aqui eu costume chamar apenas de “investidor” com objetivo de simplificar os textos, como a aplicação em fundos consiste na compra de cotas dele, então o nome cotista acaba sendo a forma “oficial” mais lógica para denominar esses investidores.

Vale ainda comentar que em um fundo de investimentos qualquer cotista tem os mesmos direitos, independente do tamanho do patrimônio dentro do fundo. E por isso é comum receber com certa frequência cartas convidando para participação (facultativa) em assembleias de cotistas.

g) Regulador

Todo esse pessoal acima não está livre pra fazer o que quiser e como quiser. Tem alguém sempre de olho em todo mundo, atuando como o grande xerife dessa selva que é o mercado financeiro.

No Brasil esse papel é da CVM, que atua tanto criando as normas que todos os participantes deverão seguir, como também fiscalizando se todo mundo está jogando de acordo com essas regras.

Por isso, sempre que identificar alguma irregularidade é a eles que você deverá recorrer.

Ufa, com toda essa gente trabalhando junto, os Fundos de Investimentos tem algum risco para o investidor?

Quais os riscos dos Fundos de Investimentos

Riscos dos Fundos de Investimentos

Uma coisa que todo investidor deve ter em mente é que qualquer investimento tem riscos, embora esses riscos possam variar em cada tipo de aplicação financeira.

No caso específico dos Fundos de Investimentos um primeiro detalhe importante é que ao contrário das aplicações mais comuns de renda fixa, eles não contam com nenhum tipo de proteção do FGC.

A segurança dos Fundos de Investimentos vem de outro lugar: a diversificação do seu dinheiro.

Como na maioria dos casos os fundos contam com um volume financeiro significativo, os gestores conseguem montar composições de investimentos bem diversificadas em diferentes tipos de ativos.

Além disso, como essa diversificação é feita por profissionais qualificados que costumam usar técnicas sofisticadas de controle e avaliação de risco seguindo estratégias já pré-definidas, então essa segurança tende a ser ainda maior.

A diversificação serve para proteger o investidor de diferentes tipos de riscos, mas especialmente destes dois que você deve ter mais atenção: o Risco de Mercado e o Risco de Crédito. Ainda farei um texto mais profundo sobre esse assunto (tipos de risco), mas por agora vale um breve resumo sobre esses dois.

O Risco de Mercado é simplesmente aquele relacionado às oscilações (de altas ou de baixa) na rentabilidade dos seus investimentos. Esse risco vai variar de fundo para fundo, afinal de contas cada fundo tem um objetivo diferente sendo que alguns são voltados para investidores mais conservadores e outros para investidores mais agressivos.

Já o Risco de Crédito tem relação à chance de você não receber de volta o dinheiro que você investiu (emprestou) em alguma empresa. Exato, você pode levar “calote” se investir mal seu dinheiro e emprestar para maus pagadores.

A diversificação é uma forma de diluir consideravelmente esse risco, pois se você emprestasse seu dinheiro para 100 empresas diferentes e apenas uma delas não te pagasse, isso significaria um prejuízo de apenas 1% no seu patrimônio. Ou seja, nessa hipótese simplista o próprio rendimento dos bons pagadores já cobriria o prejuízo levado pela inadimplência.

Portanto aí vai uma dica valiosa: Muito cuidado com fundos de Crédito Privado concentrados em poucos devedores, pois sem a devida diversificação o Risco de Crédito tende a crescer substancialmente.

Por isso é importantíssimo que você saiba que tipo de investidor você é antes de investir em fundos (ou até mesmo qualquer outro tipo de aplicação financeira). E se você ainda não souber qual o seu perfil de investidor, recomendo fortemente que faça o teste do Mais Retorno para descobrir agora.

Ele é bem rápido (não leva nem 2 minutos) e você ainda vai receber um material exclusivo no seu e-mail explicando mais detalhes sobre seu perfil. É só clicar no botão abaixo e seguir os passos:

Tipos e categorias de Fundos de Investimentos

Tipos de Fundos de Investimentos

Sabia que hoje no Brasil cerca de 16 mil fundos estão registrados e em funcionamento hoje? Imagine só a Vila Belmiro lotada com cada indivíduo sentado em uma cadeira gritando “ei você, invista aqui em mim!”.

Como começar a escolher a investir num mar de opções como essa?

A nossa sorte é que duas instituições fazem parte do trabalho pra gente separando esses fundos em diferentes categorias que nos ajudam muito na hora de começar essa pesquisa.

A primeira delas é a nossa velha conhecida CVM, que os separa em 4 categorias de fundos básicas:

  1. Fundo de Renda Fixa;
  2. Fundo de Investimento Multimercado (FIM);
  3. Fundo de Investimento em Ações (FIA);
  4. Fundo de Investimento Cambial.

Cada uma dessas categorias já são bastante autoexplicativas e como esse é mais um tema que trarei em detalhes no futuro, deixo o próprio material da CVM no link acima, caso queira mais detalhes sobre essas categorias por enquanto.

Agora a grande separação fica por conta das mais de 30 categorias de fundos criadas pela ANBIMA, conforme da para ver na tabela abaixo:

Classificação ANBIMA - Melhor Fundo

Retirado do site da ANBIMA: www.comoinvestir.com.br

O legal da classificação da ANBIMA é que ela se aprofunda muito mais, separando os fundos entre 3 níveis que qualificam os tipos de ativos que deverão compor majoritariamente o fundo, o tipo de gestão e o seu nível de risco e a estratégia específica que ele deverá perseguir.

Dessa forma, se por exemplo você for pesquisar apenas por “fundos de investimentos de ações ativos de dividendos”, em vez de olhar pra Vila Belmiro lotada, no máximo você terá que se preocupar com a lotação de um pequeno teatro da sua cidade.

Para saber mais detalhes sobre isso, vale a pena conhecer a cartilha da nova classificação de fundos da própria ANBIMA.

Custos dos Fundos de Investimentos

Custos dos Fundos de Investimentos

Os fundos assim como qualquer outro tipo de investimento tem suas vantagens e desvantagens em relação aos custos.

Taxas de administração e performance

O primeiro custo que muitos consideram uma desvantagem é em relação às taxas que eles cobram. No entanto, como as vezes eu gosto de ser do contra, expliquei nesse texto sobre Taxa de Administração e Taxa de Performance o porquê delas serem bem menos nocivas do que aparentam ser.

Isso porque embora elas existam, quando você estiver avaliando os resultados de qualquer fundo, esses já serão os resultados reais depois de descontar essas taxas. Portanto se um fundo estiver rendendo bem, superando seus índices de referência e cumprindo seus objetivos, tanto faz o quanto de taxas foi pago lá atrás: você estaria ganhando mais que o índice independentemente desses custos.

No caso da taxa de performance é ainda pior, pois considero essa uma das cobranças mais justas e alinhadas do mercado financeiro. Afinal de contas, você divide uma parte do seu lucro (20% na maioria dos casos) apenas se: a) seu investimento deu lucro (por motivos óbvios); e b) seu lucro superou a meta combinada com o gestor (o índice de referência).

Logo, além de justa, essa é uma taxa que funciona como um incentivo extra para forçar o gestor a buscar esses objetivos e portanto o investidor só tem a ganhar com ela.

Impostos

Já o segundo detalhe de custos do investimento em fundos pode ser um pouquinho mais controverso, afinal estamos falando de impostos.

A maioria dos fundos é tributado com a mesma tabela regressiva de IR, velha conhecida de quem já investe em Renda Fixa. Ou seja, o investidor começa pagando 22,5% de imposto sobre o lucro do investimento se resgatar o dinheiro antes de 6 meses e essa alíquota vai caindo até o valor de 15% para que resgatar depois de 2 anos.

A exceção fica para os Fundos de Ações e alguns raros Fundos Multimercado que são tributados como fundos de ações (por terem mais de 67% do seu dinheiro aplicado em ações) e nesses casos a cobrança será sempre de 15% sobre o lucro, independentemente do período que o dinheiro ficar aplicado.

Até aqui não há grandes novidades, não é? Mas dois pontos, um ruim e outro muito bom são características tributárias exclusivas dos fundos que merecem destaque.

O primeiro deles é o come-cotas, já explicado algumas vezes aqui no Mais Retorno e que caso você ainda não conheça, recomendo que leia nosso conteúdo sobre esse assunto.

O grande problema do come-cotas é que ele é uma antecipação dos impostos que incide sobre os Fundos Abertos (que permitem aplicações e resgates normalmente), de forma que todo ano em maio e novembro parte do seu lucro é levando embora pela Receita Federal, mesmo que você não tenha resgatado nenhum centavo no período.

A grande sacada aqui é que esse tipo de antecipação de impostos existe por um motivo que é uma enorme vantagem tributária dos fundos.

Apesar dos investidores pessoa física em geral pagarem impostos somente no momento do resgate ou vencimento de uma aplicação financeira, os fundos conseguem movimentar livremente seus recursos sem pagar um centavo de impostos. Afinal quem pagará por esses impostos no final será o próprio investidor pessoa física.

Em outras palavras, o dinheiro que está dentro dos fundos pode fazer movimentações passando de ativo por ativo captando as melhores oportunidades de cada momento sem ter que pagar impostos a cada troca de investimento.

E quem mais se beneficia dessa vantagem são justamente os Fundos Multimercado e de Ações que geralmente fazem muitas operações diariamente.

E aqui vai mais uma dica valiosa: Fundos Fechados não sofrem a incidência do come-cotas e também são tributados somente no momento do resgate (quando são encerrados). Por isso costumam ser uma excelente alternativa para quem pretende investir com foco a longo prazo, por terem grande vantagem tributária.

Vale ou não a pena investir em Fundos de Investimentos

Vale a pena investir em Fundos de Investimentos

Pablo Escobar pensando no quanto perdeu enterrando o dinheiro em vez de aplicar em Fundos de Investimentos

Atualmente muitos educadores financeiros tem apostado na ideia de que qualquer pessoa pode investir sozinha seu dinheiro sem precisar pagar taxas ou custos adicionais pela ajuda de um profissional. Entendo a boa intenção desses educadores, embora discorde frontalmente dessa opinião.

O motivo é muito simples: a maioria das pessoas não vive do mercado financeiro, não quer ser um gênio das finanças e quer simplesmente que seu dinheiro seja bem investido e tenha um retorno adequado.

Por isso, diria que o conselho de investir por conta própria pode fazer sentido em alguns casos, mas valeria apenas para quem realmente passa o dia estudando e pesquisando oportunidades no mercado financeiro. E mesmo assim, o que a experiência prática me mostra é que as vezes mesmo essas pessoas acabam não conseguindo resultados tão bons como alguns dos fundos mais consagrados nacionais e internacionais.

Conseguir resultados consistentes de 130% ou 150% do CDI não é tarefa trivial e os melhores fundos só conseguem isso graças a várias condições que citei nesse texto como uma equipe de profissionais focados todos os dias nessa tarefa, elevado poder de barganha e conhecimento técnico de ponta.

Portanto se você pensa assim, me desculpe por ser o chato a jogar água no seu chope, mas acreditar que você é especial e conseguirá isso sozinho facilmente não passa de mera ilusão. Ou melhor dizendo, ilusões.

E se me achou arrogante ou pretensioso nesse ponto, não precisa nem concordar comigo. Recomendo fortemente alguma leitura rápida sobre Finanças Comportamentais, um campo da ciência econômica e psicologia que vem ganhando cada vez mais força nos últimos anos e conta com contribuição de gênios vencedores de prêmios Nobel como Daniel Kahneman e Robert Shiller, além do lendário Nassim Taleb.

Levando isso tudo em consideração, é óbvio que uma boa parte dos fundos não valem mesmo nosso suado dinheiro e certamente precisamos pesquisar muito bem antes de tomar qualquer decisão relacionada a investimentos.

No entanto se você souber fazer uma boa seleção, os fundos podem ser aquele adendo que faltava em parte da sua carteira para formar um belo mix com seus ativos diretos de renda fixa e renda variável, com objetivo de buscar um resultado maior a longo prazo.

Como investir em Fundos de Investimentos

Como Investir em Fundos

Hoje em dia é muito comum falar que nos grandes bancos só existem investimentos ruins e isso incluiria também os fundos.

Mas por incrível que pareça isso não é sempre verdade e alguns bancos conseguem oferecer fundos que realmente entregam resultado para seus clientes.

Apesar disso, existem três grandes problemas de investir direto nos bancos.

O primeiro deles é que os bancos em geral oferecem apenas seus próprios produtos e serviços, sem dar muito espaço para instituições independentes. Porém, como imagino que você já tenha visto inúmeras vezes aqui no Mais Retorno e em outros canais de finanças, a comparação é essencial para sabemos quando um investimento é realmente bom ou não. Logo, a falta de opções dos bancos acaba sendo bastante prejudicial na hora de escolher entre os melhores fundos.

O segundo ponto é tão importante quanto. Pois apesar de os bancos terem alguns fundos muito bons, esses estão acessíveis a apenas uma minoria dos clientes de maior porte. E quando digo maior porte, estou falando de clientes que em alguns casos precisam ter mais de R$ 10 milhões disponíveis na instituição.

Portanto se você for um investidor de menor porte, ainda que tenha um bom patrimônio financeiro, é comum acabar encontrando algumas alternativas de fundos que prefiro nem comentar. Nesse caso dou a palavra ao Canal do Otário mesmo.

O terceiro e último ponto é uma simples questão de concorrência. Atualmente os maiores bancos brasileiros contam com valores trilionários de clientes em suas contas (e não, não estou usando uma hipérbole aqui). E com esse mar de dinheiro, um cliente a mais ou um a menos não faz tanta diferença.

O resultado é que em geral o atendimento desses bancos não é grande coisa e a preocupação em prestar o melhor serviço também deixa a desejar. Por outro lado, as gestoras independentes vivem uma verdadeira batalha de mercado, com centenas de empresas disputando por clientes e tendo que se esforçar para oferecer o melhor atendimento e resultado possível.

A grande questão é: como sair batendo de porta a porta em cada gestora para encontrar os melhores fundos?

É por isso que não espanta o forte crescimento das corretoras de valores nos últimos anos no Brasil.

Ao contrário dos bancos tradicionais, as corretoras (que fazem o papel de distribuidoras apresentado acima) acabam oferecendo uma enorme gama de opções de fundos e gestoras independentes para seus clientes. Assim, com uma única conta em uma corretora você já consegue ter acesso a boa quantidade de alternativas de fundos brasileiros.

E o melhor é que as corretoras na maioria dos casos não cobram tarifa de manutenção de conta, de renovação de cadastro e outras cobranças sem sentido.

Por sorte recentemente várias corretoras estão crescendo no Brasil, chegando até a incomodar alguns bancos, e é só uma questão de você procurar a que seria mais adequada para suas necessidades.

Conclusão

Embora alguns pontos tenham sido apresentados de forma mais resumida nesse texto, se você o leu por completo já terá condições mais que suficientes para entender o funcionamento dos Fundos de Investimentos no Brasil.

Mesmo assim, todos os links que coloquei servem como um complemento essencial para quem quer ir mais a fundo. Como avisei no começo do texto, o assunto é amplo e somos apaixonados por ele aqui no Mais Retorno, então o papo vai longe!

Agora o próximo passo é colocar esse conhecimento em prática.

Lembrando sempre de tomar o devido cuidado para escolher o melhor fundo para você!

Se gostou da ideia de investir em fundos e não sabe nem por onde começar, um bom ponto de partida é dar uma mexida na ferramenta de fundos exclusiva do Mais Retorno.

E caso ainda precise de alguma ajuda extra, pode sempre contar com a gente entrando em contato ou deixando seu comentário logo abaixo.

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O que são Fundos de Investimentos e como funcionam – Vale ou não a pena investir?
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