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O que são os Fundos de Inflação – E quando investir neles

Por:
22/03/2017

Você reparou como os rendimentos dos fundos de inflação dispararam nos últimos meses?

Sempre que ocorrem grandes oscilações nas taxas de juros, esses fundos ganham destaque novamente.

Como você está prestes a descobrir, porém, isso não acontece por mera coincidência.

Continue lendo esse texto para descobrir:

  1. O que são os fundos de inflação;
  2. Como a taxa de juros influencia seus rendimentos;
  3. O que a marcação a mercado tem a ver seus resultados;
  4. Quais as vantagens e desvantagens desses fundos e como saber quando eles são uma boa opção.

O que são os fundos de inflação?

Também conhecidos como Fundos IMA-B ou Fundos de Renda Fixa de Índice (pela categoria ANBIMA), o propósito dos Fundos de Inflação é simplesmente aplicar nos títulos que compõem a carteira do IMA-B.

Esses  fundos também podem ser ainda mais específicos e buscar superar o IMA-B 5 ou  o IMA-B 5+, dando portanto características de prazo mais curto ou mais longo para a carteira.

Apesar de caracterizado como um fundo de renda fixa, ao longo do texto você perceberá que o seu funcionamento pode acabar pegando de surpresa muitos investidores incautos.

Por isso, dedico as próximas linhas para te contar um pouco da história recente desse tipo de investimento no Brasil.


Desempenho dos Fundos de Inflação nos últimos anos

Em 2012, quando o governo tentou marcar mínimas históricas na taxa básica de juros, esses fundos conseguiram entregar retornos espetaculares para fundos de renda fixa. No ano todo, o IMA-B conseguiu acumular uma alta de 26,68%!

Na época, como já é de praxe acontecer no mercado financeiro, essa ocasião atraiu uma grande quantidade de novos investidores para esse tipo de investimento.

No entanto logo em seguida, em meados do segundo semestre do mesmo ano, os resultados desses fundos inverteram sua direção. Com o início do descontrole inflacionário e a iminente elevação dos juros, os ânimos do mercado voltaram a se exaltar.

Como esperado, os fundos acumularam em 2013 perdas consideráveis para quem entrou atrasado, criando novas "viúvas" do mercado.

Sendo mais preciso, o resultado do IMA-B em 2013 foi de -10,02%. Um baita tropeço para o investidor desavisado que pretendia aplicar em algo que carrega o nome de "renda fixa".

Diante desse novo cenário, a maioria dos profissionais do mercado apontavam a realocação de carteira como melhor alternativa, como se via na Exame. Infelizmente um pouco tarde demais para a maioria das vítimas da euforia.

Mas quem disse que a história não se repete? Em 2016, depois de o governo iniciar um novo ciclo de baixa da taxa de juros, o IMA-B voltou a acumular alta de 24,81%. O restante vocês já sabem.

Especulação em títulos públicos

Quando investimento vira aposta em vez de estratégia, espere por problemas

Como já ficou evidente acima, esse resultado deveu-se principalmente aos movimentos da taxa Selic que possui uma forte relação inversa ao preço dos títulos. Ou seja, a medida que a taxa de juros cai o preço dos títulos sobe e vice-versa.

Pior ainda, o mercado precifica os títulos de renda fixa não só de acordo com a taxa Selic, mas também com base nas expectativas futuras que os investidores tem seus valores.

Sim eu sei, é uma baita abstração! Qualquer hora dessas falaremos mais sobre isso no tema de Economia Comportamental e seus impactos nos investimentos.

Por agora, para compreender esse movimento será necessário primeiro conhecer alguns conceitos básicos do funcionamento desses fundos.

Em primeiro lugar, boa parte do capital dos fundos de inflação é aplicada em títulos públicos e privados que remuneram o investidor com um juros fixo + IPCA.

Desta maneira, carteira dos fundos de inflação é composta predominantemente pelas NTN-Bs (atuais Tesouro IPCA+). E é justamente por este motivo, que a maioria desses fundos utiliza como benchmark o IMA-B.

Taxa de Juros x Preço dos Títulos

Taxa de Juros, Tempo e Dinheiro

Em economia, quando começamos a estudar a política monetária e seus canais de transmissão, uma das primeiras "regras universais" que aprendemos é a relação inversa entre taxa de juros e os preços dos títulos.

Em outras palavras, quando a taxa de juros cai o preço dos títulos sobe. Quando a taxa de juros sobe, o preço dos títulos caem. Simples assim.

Digo que esse é um dos principais canais de transmissão da política monetária, pois é através dele que o governo administra a inflação, aumentando ou diminuindo o tamanho do patrimônio financeiro das famílias.

Afinal de contas, quando a taxa de juros subir, o valor dos títulos diminui e portanto o valor atual da carteira de investimentos de qualquer investidor será reduzido. A isso os economistas dão o nome de "efeito riqueza" da política monetária. Eu sei, é cruel, mas é assim que funciona.

A consequência? Com menos dinheiro as pessoas consomem menos e a inflação tende a baixar. A mesma regra vale para quando o governo precisa aquecer a economia.

No Brasil, uma de nossas "jabuticabas" que prejudica a política monetária (sendo inclusive um dos motivos de termos as maiores taxas de juros reais do mundo), é que esse canal de transmissão não funciona tão bem como deveria por algumas contaminações.

Para não fugir ainda mais do tema principal - os Fundos de Inflação - quem quiser saber mais detalhes sobre isso pode ver direto no blog do prof. Dr. José Luis Oreiro.

Agora voltando ao que realmente interessa nesse texto: Afinal, por que ocorrem as oscilações dos rendimentos desses fundos?

Altos e baixos nos rendimentos

As NTN-Bs que o fundo carrega são compostas por 2 tipos de remuneração. A primeira é um juro fixo e pré-determinado no momento da compra. A segunda é a inflação, nesse caso medida pelo IPCA, que seria pós-fixada. Ou seja, a segunda parte da remuneração, você só vai saber no futuro e não no momento da aplicação.

Recentemente o Mauro Halfeld, da CBN, fez um comentário bastante interessante sobre essa questão do rendimento híbrido e porque vale a pena investir nos Fundos de Inflação justamente quando a inflação cai.

O que nos importa nessa análise, é apenas a primeira parte fixa da remuneração. Portanto, a mesma regra valeria para um título que pagasse apenas juros pré-fixados, independente da inflação. Esses títulos existem e se chamam LTN (ou Tesouro Prefixado). Não se preocupe, você já vai entender o porquê.

Imagine um cenário base no qual você pretenda investir em um título prefixado e sabe que hoje a taxa básica de juros está em 10% ao 1 ano.

Depois de pesquisar no site do tesouro direto, você viu que o governo se compromete a te pagar exatamente R$ 1.100,00 por cada LTN no final do período de 12 meses.

Esse valor final é o que chamamos de "Valor de Face" de um título (as vezes também chamado de valor nominal ou valor de resgate).

Nessa situação, o valor máximo que você pagaria nesse título seria de R$ 1.000,00. Afinal, ao receber os R$ 1.100,00 do governo no fim do período, você teria um ganho de R$ 100,00. Ou seja, exatamente 10% de retorno sobre os R$ 1000,00 aplicados inicialmente.

Esses R$ 1.000,00 que você pagaria é o que chamamos de "Preço de Mercado" de um título (ou simplesmente valor atual ou presente).

Agora vamos supor que num cenário 2 o governo anuncie um aumento da taxa de juros para 15% ao ano.

As LTNs vão continuar pagando o mesmo valor de R$ 1.100,00 no final dos 12 meses. No entanto, você só vai conseguir um retorno de 15% sobre o valor investido, se comprar essas LTNs por um valor ainda menor.

Portanto, caso mais específico o valor máximo que você pagaria nos títulos seria de R$ 956,52. Assim, quando o título chegar ao valor final de R$ 1.100,00, você terá ganho R$ 143,48, ou 15% sobre os R$ 956,52 iniciais.

Por fim, o inverso é perfeitamente verdadeiro.

Suponha que em um cenário 3 o governo decidisse baixar as taxas básicas de juros de 10% para apenas 5%.

Para que o título chegue a um valor final de R$ 1.100,00 com apenas 5% de rendimento em 12 meses, você poderia pagar até R$ 1.047,62. O ganho dos R$ 52,38 seria equivalente a exatamente os 5% de retorno sobre o aporte inicial de R$ 1.047,62.

Percebeu o que aconteceu no cenário anterior?

Tomando um cenário base qualquer, quando o governo aumentar as taxas de juros o preço dos títulos imediatamente irá cair, como ocorrido no cenário 2. Note que com um preço de mercado menor, o valor atual da carteira do investidor que possui esses títulos também diminui nesse primeiro momento. Logo, esse investidor acabou ficando "mais pobre", se ele desejar vender hoje seus títulos pelo valor atual, em vez de esperar até o vencimento.

Da mesma forma, se os juros caírem como no cenário 3, o preço dos títulos tende a subir, aumentando o valor patrimonial dos investidores que os possuírem.

A tabela a seguir resume bem essas variações:

CenárioTaxa SelicPreço da LTN
Cenário Base10%R$1.000,00
Cenário 215%? R$ 956,52 ?
Cenário 35%? R$ 1.047,62?

Ainda duvida que isso aconteça no mundo real? Então dá só uma olhada no que aconteceu nos últimos anos com a Taxa Selic e a cotação do IMA-B:

Selic x NTN-B 2024. Correlação inversa entre as variáveis.

Selic x NTN-B 2024. Correlação inversa entre as variáveis.

Veja só no gráfico as partes marcadas em laranja. Todas as vezes em que a taxa Selic caiu nos últimos 15 anos foram perfeitamente acompanhadas por um aumento de preço das NTN-B.

Incrível, não?

Agora, lembrando que os Fundos de Inflação são compostos por títulos que tem praticamente essas mesmas características, você entende perfeitamente o porque dessas oscilações ocorrerem.

Você só consegue perceber essas oscilações de forma simples, pois no Brasil, por lei, os fundos utilizam o sistema de Marcação a Mercado.

Opa, mais um conceito?!

Calma, não precisa se preocupar com isso agora.

Tudo que você precisa saber é que essa é uma regra de cálculo do valor das cotas de um fundo, que obriga o gestor a atualizar diariamente seus valores, mesmo que ele não tenha vendido nenhum dos títulos de sua carteira.

Agora que você já sabe como funcionam os Fundos de Inflação, o que influencia sua rentabilidade e como isso acontece, resta apenas mais uma dúvida:

Quando investir em Fundos de Inflação?

Quando Investir?

A hora perfeita para alocar seu dinheiro em qualquer tipo de investimento é a pergunta de 1 milhão de dólares que todos buscam.

No entanto acertar isso em geral não é algo trivial e nem a especialidade da grande maioria das pessoas.

Por isso, o correto na esmagadora maioria dos casos é montar uma carteira de investimentos diversificada e adequada ao perfil de cada investidor.

Antes de tomar qualquer decisão, é muito importante que você conheça seu perfil de investidor para fazer a escolha certa. Por isso preparamos um teste rápido, fácil e divertido de fazer e com uma surpresa especial no final.

É só clicar no botão abaixo e seguir o passo-a-passo!

Se você também não souber bem como montar uma carteira diversificada, não se preocupe. Estamos aqui exatamente pra isso! Basta entrar em contato com a gente por aqui.

Te garanto que você vai ter um bate-papo memorável sobre esse assunto e nossa equipe vai te apresentar um novo mundo em relação aos investimentos.

Mas se mesmo assim você quer arriscar acertar no timming, a regra geral agora você já sabe:

  1. Vale a pena investir em Fundos de Inflação quando você esperar uma queda na taxa de juros no futuro;
  2. Da mesma forma, caso você espere uma elevação da taxa Selic no futuro, não conte com o dinheiro no curto prazo se decidir investir nesses fundos.

Vale lembrar que como você viu acima, a taxa de juros geralmente é utilizada pelo governo para controle da inflação. Portanto, se você espera uma economia aquecida com grandes elevações de preço, também espere por uma elevação das taxas de juros, mais cedo ou mais tarde.

Se, por outro lado, você percebe uma crise econômica e preços estáveis ou em queda (eu sei, quase uma lenda no Brasil), então conte com uma queda na taxa de juros no futuro.

Aproveite e já deixe seu comentário abaixo: no cenário atual, o que você espera da taxa de juros e inflação no futuro?

Além de escolher a melhor hora de investir, assim como todos os investimentos vale a pena considerar as demais vantagens e desvantagens dos Fundos de Inflação.

Veja algumas delas abaixo:

Vantagens dos Fundos de Inflação

  1. Renda Fixa com potencial de Variável: como visto acima, o retorno desse fundo mais se assemelha a um fundo de renda variável do que de renda fixa. Por isso, em anos de queda da taxa de juros esses fundos podem entregar excelentes resultados, como ocorrido em 2012 e 2016 com rendimentos de 26,68% e 24,81%, respectivamente;
  2. Liquidez: como esses fundos aplicam basicamente em títulos públicos, um dos mercados mais negociados do país, eles conseguem oferecer grande rapidez no momento de um resgate meio urgente e inesperado;
  3. Baixo investimento inicial: pelo mesmo motivo do item 2, é fácil encontrar bons fundos dessa categoria com um investimento inicial bem baixo, possibilitando tanto a entrada de pequenos investidores iniciantes, como também a dos grandes que desejam apenas diversificar parte menor de seu capital;
  4. Baixos custos: Por ser um fundo de renda fixa com relativa pequena complexidade operacional, as taxas de administração costumam ser baixas e não costumam ter taxa de performance. Ok, isso não é necessariamente um fator decisório, conforme argumentei no passado. Mas em todo caso achei justo destacar esse ponto;
  5. Gestão profissional: a vantagem básica de qualquer fundo de qualidade. Se você quer ganhar na especulação dos títulos públicos e não tem experiência nisso, a sua melhor opção é entregar essa tarefa a um profissional que entenda do assunto. Especular títulos sem o conhecimento e a experiência adequados podem causar prejuízos irreparáveis.

Desvantagens dos Fundos de Inflação

  1. Renda Fixa com potencial de Variável: sim, a vantagem desse fundo pode se tornar facilmente uma desvantagem. Se você não tem estômago para fortes oscilações no valor do seu patrimônio financeiro ou tem ainda uma intenção de curto prazo nos seus planos de investimentos, então corra desse tipo de fundo. Você pode acabar amargando prejuízos em um curto horizonte de tempo e essa não é a sua praia;
  2. Curto prazo: na mesma linha do primeiro item. Se você precisa do dinheiro a curto prazo, provavelmente existem opções mais interessantes pra você tanto para tomar risco, como para ficar em segurança;
  3. Faça você mesmo: Em alguns casos, se você se considera um investidor mais experiente e quiser apenas especular com as oscilações de mercado, então pode ser mais negócio você mesmo comprar os títulos no timming que desejar;
  4. Marcação a mercado: quando você compra um título por si mesmo e ele começa a se desvalorizar, você tem sempre a opção de mudar seus planos de resgate e segurar o investimento até o vencimento, garantindo a rentabilidade fixa combinada no momento da aplicação. No entanto, em um Fundo de Inflação, quem toma essa decisão é o gestor. Como na Marcação a Mercado, o valor das cotas do fundo é atualizada diariamente, você pode acabar tendo que resgatar esse investimento em momentos não muito propícios.

Bônus: Onde consigo investir em Fundos de Inflação?

Espero ter te ajudado a compreender mais sobre esse assunto, que realmente não é tão simples assim.

No entanto, se você se interessou por esse tipo de investimento, aqui vão alguns excelentes exemplares de Fundos de Inflação que vale a pena você conhecer.

Veja só como foi o desempenho deles nos últimos anos:

Fundos de Inflação - Opções do BNP Paribas e ICATU

Para saber mais sobre esses fundos e como começar a investir neles, sinta-se à vontade para para entrar em contato. É só nos enviar suas dúvidas e comentários abaixo:

Será um enorme prazer conversarmos sobre esse e muitos outros temas de investimentos. Essa é a nossa paixão!

Aproveite também para acessar nosso conteúdo em vídeo, que conta tudo sobre este tema:

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Sobre o autor

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  • Economista e empreendedor do mercado financeiro há quase uma década, tem como objetivo compartilhar suas experiências e se conectar com outros investidores e entusiastas do mercado. É fundador do Mais Retorno e autor da série de livros "Investidor Especialista".

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28 Comentários

  • Avatar José Araponga - ssa -ba disse:

    Olá, deu para perceber a relação direta entre JUROS X TAXA IMA e suas CONSEQUÊNCIAS na inflação e o caminho inverso INFLAÇÂO X JUROS e suas CONSEQUÊNCIAS nas taxas IMA. Em uma situação “ideal” com juros baixos, inflação baixa e rendimentos do IMA B em alta, a qual “primeiro” sinal de que a situação pode se inverter devemos ficar atentos e retirar da aplicação IMA B ? Anuncio de que a taxas de juros irão subir? Anuncio de que a inflação subiu ou irá subir?

    • Oi José!

      O anúncio das taxas de juros (que ocorre após as reuniões do COPOM), quando inesperado pelo mercado, costuma gerar uma boa movimentação (e eventualmente inversão) do IMA-B mesmo. É por isso que os investidores tentam “antecipar” qual vai ser a decisão do comitê, mas aí nada mais é do que a expectativa dos investidores (que pode muito bem ser um chute). Para acompanhar isso, existem 2 canais:

      1) Através do relatório FOCUS que o Banco Central divulga toda semana. Nele são informadas quais as expectativas para vários indicadores como inflação, PIB e a taxa Selic;
      2) O mais importante, mas mais técnico e complexo, acompanhar as movimentações da curva dos juros futuros. No entanto, como aqui fica mais complicado, recomendo que leia nosso texto completo sobre esse assunto clicando aqui.

      Espero que ajude José!

      Grande abraço e bons investimentos!

  • Avatar lucia helena dias de souza disse:

    complementando a minha pergunta anterior, não estou entendendo o porquê dessa queda mais forte nessas duas últimas semanas se a selic começou novo ciclo de queda, ou têm outros acontecimentos atuais no mercado que também está influenciando como a guerra comercial China x EUA por exemplo?

  • Avatar lucia helena dias de souza disse:

    Por que neste mês os fundos de inflação estão tendo muitos dias negativos? E por causa disso é bom sair deles no momento ou têm perspectiva de recuperação e de ainda dar lucro já que tem perspectiva de queda da selic por enquanto?

  • Avatar Rodrigo disse:

    Vários desses fundos já estão com acumulados de 25% ou mais nos últimos 12 meses. A nova queda da selic pode fazer passarem desse patamar, ou isso já está no preço atual?

    • Oi Rodrigo,

      É sempre difícil prever essas questões. Muita gente argumentaria que as próximas quedas já estão precificadas, uma vez que o mercado já espera o final do ano com juros entre 5 e 5,5%. O fato é que o espaço para ganhos com a queda dos juros vai ficando cada vez mais curto e aí a relação de risco x retorno vai piorando.

      Grande abraço e bons investimentos!

  • Avatar Adalberto disse:

    Texto de 2017 mais do que pertinente ao momento atual em 2019. Além disso, é a melhor explicação sobre fundos de índice de preços que já li, parabéns!

    • Olá Adalberto,

      Muito obrigado pelo feedback! Fico feliz que o texto tenha te ajudado, realmente esse é um momento que está com uma grande euforia nesse tipo de fundos e é importante entender o que está acontecendo com eles.

      Continue nos acompanhando que sempre temos novidades sobre investimentos por aqui.

      Grande abraço e bons investimentos!

  • Avatar Carlos Eduardo disse:

    Felipe, boa noite!
    De acordo com tuas considerações, os fundos de inflação remuneram um juros fixo + IPCA. Como estratégia, acompanham o IMA-B. Então, teoricamente o resultado deveria estar próximo ao acumulado deste índice IMA-B, certo? O IMA-B está com 16,92% no acumulado de 12 meses. O IPCA está com 2,86% no acumulado de 12 meses. Minha pergunta é: tenho investido certo valor no fundo Sicredi Inflação RF LP e o acumulado de 12 meses deste produto está em 28,04%!!!! Na composição da carteira podemos encontrar muita NTN-B e em torno de 22% de letra financeira de instituições privadas. A diferença de rentabilidade se deu por conta do resultado das letras financeiras? Porque temos uma diferença de 16% para 28%!!!! O que acha?

    • Olá Carlos, tudo bem?

      Na realidade essa diferença provavelmente se dá, porque esse fundo investe em títulos de duração longa. Quando você vê a nomenclatura “LP” (Longo Prazo) em um fundo de inflação, isso quer dizer que ele investe majoritariamente em títulos de vencimento longo (como NTN-Bs com vencimento em 2045, 2050, etc…).

      Dessa forma, por terem uma duration muito maior, esses fundos também são mais voláteis e influenciados por variações na taxa básica de juros. Portanto, a comparação mais próxima que você encontraria para esse fundo seria o IMA-B 5+ e não o IMA-B geral.

      Para entender melhor esse efeito recomendo que dê uma lida no nosso texto de duration.

      Espero que tenha ajudado.

      Grande abraço e bons investimentos!

  • Avatar André Luís disse:

    Muito bom o texto. Realmente os Fundos de inflação começaram a perder força. Vamos ver se voltam com a próxima reunião do COPOM. O que acha Felipe?

    • Oi André!

      Difícil dizer… Há quem diga que qualquer redução de juros já está precificada e teria que ser uma surpresa muito grande para o mercado ainda dar mais algum fôlego. Recomendo que dê uma olhada na nossa última live com a Marilia Fontes na qual ela fala bastante sobre isso. Você pode assistir gratuitamente por aqui.

      Grande abraço e bons investimentos!

  • Avatar Sandro disse:

    Ola Felipe, muito obrigado pelo seu artigo.
    Minha aposta pessoal (por minha conta e risco) é a seguinte:
    – Baixa na taxa de juros (o Paulo guedes eh obstinado por tirar transferir o lucro dos rentistas para o caixa do governo, o que convenhamos eh o correto. Todas as acoes do governo serao nesse sentido nos proximos anos)
    – Aumento controlado da inflacao (tanto o Rodrigo Maia quanto o Paulo Guedes querem reduzir o gasto publico com funcionalismo no Brasil e nas entrelinhas o Guedes ja falou que vai segurar o gasto publico (leia-se tentar barrar aumentos do funcionalismo) para que a inflacao automaticamente corrija as distorcoes.
    – Aumento da atividade economica e consumo

    Nessa minha aposta de futuro, ou seja, se esse cenario se concretizar, qual fundo ou aplicacao renderia mais ?

    • Olá Sandro,

      Olha, o cenário que você desenhou é bem otimista. Se isso tudo se confirmar e você quiser ganhar com quedas ainda maiores das taxas de juros (maiores que as expectativas, inclusive), então vale a pena apostar em fundos de longa duração como os soberanos ou os de crédito livre.

      Agora, se você está otimista como um todo, do ponto de vista que o país vai voltar a crescer e teremos ainda um longo ciclo de alta da economia, então o ideal é investir em ações mesmo. E aí você deve procurar por um bom fundo long only ativo, de dividendos ou de valor.

      Caso tenha um perfil agressivo, ter uma parte da carteira em small caps pode alavancar bem seus ganhos em um cenário otimista também.

      Espero que tenha ajudado.

      Grande abraço e bons investimentos!

  • Avatar Thiago Henrique Luz disse:

    Olá Felipe.

    Primeiramente, parabéns pelo artigo. Uma didática incrível e linguagem muito clara.

    Estou analisando a possibilidade de alocar em torno de 40% do meu portifolio em fundo IMA-b, tendo em vista a baixa atividade econômica atual e a possível diminuição da Selic no 2 semestre de 2019.

    Hoje temos fundos como o do BTGPactual, com taxa de 0.2% ao ano o que acho justo pelo produto.

    No altual cenário, existe algum risco a mais para ser ponderado ?

    • Olá Thiago, muito obrigado pela participação e pelas palavras!

      Olha, se você já tem essa visão sobre o futuro do mercado e está ciente dos riscos de mercado da marcação a mercado dos títulos, então é basicamente isso mesmo. Ou seja, se o cenário oposto ocorrer e os juros subirem, você pode ter um prejuízo grande nessa posição (dependendo da dimensão da subida dos juros e das expectativas do mercado). Particularmente eu não colocaria uma posição tão direcional como a sua e priorizaria por uma diversificação maior, mas em todo caso a decisão é sempre sua.

      Só tenha em mente que nenhuma expectativa é garantia de que algo vá acontecer. A atividade econômica de fato está baixa, mas ao mesmo tempo a inflação em 12m já está batendo quase 5% e o COPOM manteve os juros na última reunião por unanimidade.

      Agora sobre usar o fundo IMA-B com baixa taxa de administração, é uma possibilidade sim. Se quiser cortar ainda mais custos, então pode fazer esse posicionamento comprando NTN-Bs diretamente na mesa de operações da sua corretora (evite o Tesouro Direto, se possível, porque lá você terá ainda custo de taxa de custódia da B3).

      Acho que é isso Thiago, mas caso ainda tenha alguma dúvida, fique à vontade para nos perguntar.

      Grande abraço e bons investimentos!

  • Avatar Ricardo luiz ramalho disse:

    Olá Felipe, tudo bem?

    Olha eu aqui de novo lendo seus artigos e te dando trabalho com minhas dúvidas (rs). Minha dúvida desta vez é bem simples: Os fundos de inflação só podem investir em títulos públicos (com lastro em inflação) ou também podem investir em outros títulos privados. Se puder investir em papéis privados, me dê um exemplo por favor.

    Obrigado.

    • Oi Ricardo, tudo bem?

      Imagina, fica sempre à vontade para enviar dúvidas para a gente. Suas dúvidas podem ser as mesmas de outros leitores e isso nos dá a oportunidade de deixar o conteúdo ainda mais completo aqui no site!

      Agora, respondendo à sua questão, os fundos de inflação não são obrigados a comprar um tipo de título em específico. O objetivo deles na maioria das vezes é perseguir o resultado médio dos títulos públicos indexados à inflação, que no Brasil são representados pelo indicador IMA-B.

      Teoricamente os gestores poderiam até comprar títulos de crédito privado como debêntures para atingir esse objetivo, mas não acho que faça muito sentido. Afinal, as debêntures adicionariam um risco de crédito desnecessário na carteira do fundo, que no final tem como objetivo de apenas replicar ou superar o IMA-B.

      Para garantir, o ideal é que você veja no estatuto do próprio fundo que estiver interessado se ele permite a aplicação em crédito privado ou não. Assim você se garante nessa questão.

      Grande abraço e bons investimentos!

  • Avatar Maxwell disse:

    Ainda muito interessante o artigo. Avaliando neste período de longo prazo o desempenho destes fundos,
    sabemos que a inflação variou mas no acumulado houve aumento. Por favor, baseado nisso, como que estes fundos
    neste período tiveram até uma boa performance?

    • Olá Maxwell, muito obrigado pelo comentário e participação!

      Nesse período mais recente, os fundos de inflação se valorizaram mais porque a taxa Selic caiu para o menor patamar da história. No entanto, se as taxas voltarem a subir esses fundos começarão a apresentar resultados mais fracos, com perdas de curto prazo que podem assustar muitos investidores que não estiverem preparados.

      Espero que tenha esclarecido.

      Grande abraço e bons investimentos!

  • Avatar Patrícia disse:

    Muito bom o artigo!
    Agora considerando a data de hj, 5/2/18 estes fundos ainda são uma opção para um horizonte de 2 a 3 anos?

    • Olá Patrícia,

      Muito obrigado pela participação e gentileza! Hoje devemos ter novidade em relação à taxa SELIC e aposta do mercado é de uma última queda do ciclo de baixa dos juros. Diante disso o risco começa aumentar daqui pra frente, pois quando a inflação voltar a subir os juros também sobem e o preço dos títulos começam a cair, conforme explicado no texto.

      Mas vale sempre aquela história de que ninguém tem bola de cristal e é difícil saber o que pode acontecer daqui pra frente. Por isso a decisão tem que vir sempre do próprio investidor e de preferência sempre com foco no longo prazo.

      Abraço e bons investimentos!

  • Simplesmente adorei o artigo, tem boas ideias e uma linguagem muito boa para minha vida e também para o meu conhecimento no meu trabalho. Obrigado por partilhar.

  • Adorei esse artigo. A linguagem foi bem simples e bem respeitada e o trabalho bem organizado, para os conhecimentos isso vai ser muito bom. Obrigado por compartilhar essa brilhante ideia.

  • gostei por demais do artigo. A linguagem usada foi muito fácil e foi considerável para incrementar meu conhecimento. Obrigado por dividir.

    • Olá Raquel,

      Muito obrigado pela gentileza! O objetivo era exatamente esse, de conseguir transmitir conhecimento da forma mais simples e fluida possível e fico muito feliz de receber um feedback como o seu, pois é um sinal de que estamos no caminho correto.

      Grande abraço e ótimos investimentos!