Renda Variável

Neste momento, já existe pouca dúvida de que o investimento em ações é uma das melhores opções para quem busca ter um retorno financeiro significativo. Com a taxa Selic no menor nível histórico, a renda fixa é cada vez menos atrativa, já que a segurança que ela oferece não é suficiente para compensar o baixíssimo retorno.

Muitas pessoas perceberam essa nova realidade, o que fica evidente que aumento do número de investidores pessoa física cadastrados na B3. Porém, ao mesmo tempo em que as pessoas reconhecem as vantagens de investir em ações, outra dúvida surge: gestão profissional ou investimento individual?

A questão, portanto, é se um investidor deve colocar seus recursos na mão de um gestor profissional ou tomar os investimentos nas próprias mãos. Como você já deve imaginar, essa não é uma questão simples.

Para ajudar você a tomar a melhor decisão, preparamos esse artigo comparando as duas alternativas. Vamos começar?

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Gestão Profissional

A gestão profissional está bastante ligada ao investimento em fundos, nos quais um gestor profissional é responsável por escolher quais ativos – especificamente, quais ações, nos casos de fundos de ações – vão ser comprados e vendidos a cada passo do caminho.

O gestor de fundos, também chamado de gestor de investimentos, gestor de ativos ou asset manager, pode ser tanto uma pessoa jurídica (uma empresa) quanto uma pessoa física (um profissional certificado). Além de tomar as decisões sobre a carteira do fundo, também cabe a ele fazer a comunicação com os investidores, exercer o direito de voto associado às ações que o fundo detém, entre algumas outras funções importantes.

Essas informações são importantes para ter uma visão mais clara de quem vai assumir a responsabilidade pelo investimento quando você opta pela gestão profissional. Agora, vamos conhecer as vantagens e desvantagens dessa opção.

Vantagens da Gestão Profissional

A primeira vantagem da gestão profissional é que o investidor consegue mais facilmente obter uma diversificação dos seus investimentos.

Diversificar é uma tarefa difícil para o investidor individual, especialmente se ele tem um capital mais limitado para investir, já que precisará ir comprando as ações aos poucos. Até alcançar o ponto em que essa carteira tenha uma variedade de ações suficiente para ser considerada diversificada, pode levar meses.

Ao colocar seu capital no fundo – e, portanto, nas mãos de um gestor profissional – o investidor está comprando um pedacinho de uma carteira que já tem ações de várias empresas, em vários segmentos, e até mesmo outros tipos de ativos, como moedas, títulos imobiliários ou cotas de outros fundos.

A segunda vantagem é que a escolha dos ativos é feita por alguém com um conhecimento especializado em mercado financeiro e, de modo geral, isso traz mais segurança.

É claro que o investidor individual pode (e deve) buscar informação para fazer suas escolhas, para determinar o que e quando comprar ou vender. Porém, essa provavelmente não é sua ocupação principal, o que significa que esse investidor terá mais dificuldades para ver sinais do mercado que seriam óbvios para alguém experiente, que trabalha todos os dias escolhendo ações.

Desvantagens da Gestão Profissional

A primeira desvantagem da gestão profissional é que, pelo menos em relação àquele capital colocado nas mãos do gestor, o investidor perde o controle total.

Digamos, por exemplo, que o gestor considera que é uma boa hora para comprar ações da Petrobras. A decisão está de acordo com o estatuto, os objetivos e as regulações que se aplicam ao fundo, e não existe dissenso dos investidores em geral. Você, individualmente, pode não achar que seja o momento certo para apostar nessas ações. Mesmo assim, os papéis da Petrobras vão entrar na carteira, aquela da qual você tem um pedacinho.

A segunda desvantagem é que é preciso remunerar o gestor pelo seu trabalho, o que significa que uma parte da rentabilidade obtida com o investimento não vai para as mãos do investidor.

Em muitos casos, inclusive, o gestor recebe uma remuneração especial sempre que o fundo consegue superar um certo benchmark, isto é, um certo índice de desempenho. Essa remuneração é conhecida como taxa de performance.

Investimento Individual

O investimento individual consiste em fazer a gestão do próprio capital e dos próprios investimentos em ações. Esse caminho pode despertar receio em quem nunca teve contato com o mercado financeiro – e o caráter exageradamente técnico de muitas fontes de informação sobre o assunto não ajuda a diminuir a distância entre pessoas comuns e a bolsa de valores.

Porém, não é impossível ter sucesso sem um gestor profissional. Na verdade, existem algumas vantagens importantes no investimento individual, que vale a pena conhecer.

Vantagens do Investimento Individual

A primeira vantagem do investimento individual está em ter autonomia para escolher livremente as ações que vão entrar na sua carteira e as que vão sair. Além disso, não é preciso remunerar um gestor, de modo que uma parcela maior da rentabilidade obtida vai direto para o investidor.

A segunda vantagem é que, em certos casos, o investidor, justamente por ter um olhar de fora, consegue observar oportunidades que o gestor profissional deixa passar. Sim, é possível tirar vantagem da falta de experiência com o mercado financeiro, para ter perspectivas mais criativas sobre onde e quando colocar seu dinheiro.

A terceira vantagem é que, por assumir total controle sobre a gestão do seu capital, o investidor atinge um maior nível de comprometimento com sua vida financeira.

Não basta comprar algumas cotas de fundos e “esquecer”, deixando que o gestor faça o resto. É preciso estar atento ao que acontece na economia e na política, acompanhar os movimentos dos principais índices, observar a flutuação do dólar. Não é um trabalho, como para o gestor profissional, mas certamente é um compromisso sério para fazer o investimento trazer retorno.

Desvantagens do Investimento Individual

A primeira desvantagem do investimento individual é que ele toma mais tempo no dia a dia. O investidor precisa fazer as operações por conta própria e, além disso, precisa se informar adequadamente antes tomar suas decisões.

A segunda desvantagem é que ele pode trazer alguns gastos adicionais. Se você precisa de informação, deve buscá-la em algum lugar. Na internet, é possível aprender muito sobre o mercado financeiro de graça, mas a maior parte dos conteúdos não estão em um formato “fácil de digerir”. Por isso, muitos investidores contratam os serviços das casas de análise independente, que entregam informações relevantes de maneira organizada e facilitada; porém, isso tem um custo.

A terceira desvantagem é que é preciso ter mais resiliência para lidar com as perdas. Sem o gestor profissional, o impacto de cada baixa em uma das ações compradas é percebido e sentido diretamente pelo investidor. Uma pessoa menos resiliente pode se assustar com as perdas momentâneas, que inevitavelmente acontecem, e tomar decisões apressadas por causa delas.

Conclusão

Chegamos ao final da nossa comparação entre gestão profissional e investimento individual. Não é possível dizer qual opção é a melhor, pois trata-se de uma decisão que cada investidor deve tomar, com base em seu perfil, suas prioridades e suas preferências.

Para um investidor com pouco tempo e pouca disposição para aprender sobre o mercado financeiro, contar com um gestor profissional certamente é o caminho mais prático. Para um investidor que gosta de ter controle sobre seu capital e voz ativa em todas as decisões, o investimento individual será mais atrativo.

E então, qual opção é a melhor para você? Depois de encontrar sua resposta, não se esqueça de compartilhar esse artigo, para ajudar outros investidores a tomar uma decisão bem embasada!

Imagem do autor

Mestre em Ciências Contábeis e profissional do mercado financeiro há mais de 20 anos se especializando em investimentos. Tem como sonho levar de forma simples e dinâmica a informação sobre o mercado financeiro para todos os brasileiros. Autor do livro "Indicadores no mercado financeiro", apresentador do RetornoCast, metido a youtuber e sócio da Mais Retorno.

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