Apesar de ter uma função clara e declarada de assessorar seus clientes, nem sempre os assessores de investimentos e especialmente os gerentes de banco acabam oferecendo as opções que fazem mais sentido para os investidores.

Por serem remunerados por suas metas de vendas e/ou comissões de produtos, existe um potencial desalinhamento conhecido como conflito de interesses entre o trabalho desses profissionais e o objetivo dos investidores em si.

Esse conflito acaba fazendo com que ocorram muitas frustrações nas expectativas de muitos investidores, sem falar nos prejuízos incorridos nos casos mais extremos.

Por isso, para te prevenir dessas situações indesejadas, preparei uma lista com os 5 sinais mais comuns de que o seu assessor de investimentos não alinhado de fato com os seus interesses.

1. Ele sai te oferecendo todos os “melhores investimentos” sem nem conhecer seus objetivos ou seu perfil de investidor

Se você acabou de conhecer seu assessor ou gerente do banco e ele já saiu te oferecendo uma cartilha pronta dos supostos “melhores investimentos” que você deveria aplicar, desconfie no mínimo do conhecimento técnico e do profissionalismo dele.

Uma das primeiras premissas básicas que qualquer investidor deve se atentar antes de investir é saber qual seus objetivos e perfil de risco.

Ou seja, um investidor que não admite nenhum tipo de prejuízo e pretende usar o dinheiro no curto prazo, jamais deverá aplicar seu dinheiro em alternativas de renda variável como ações e fundos imobiliários.

Da mesma forma, um investidor que quer buscar rendimentos acima da média a longo prazo, dificilmente se contentará em rentabilizar seu dinheiro apenas no CDI.

Por isso, a primeira pergunta que qualquer assessor de investimentos ou gerente de banco sério deverá te fazer é se você já conhece seu perfil de investidor e se não conhecer, te oferecer um teste adequado para descobrir.

Só então ele deverá começar a te apresentar as opções adequadas ao seu perfil.

Para não cair nessa armadilha, preparamos uma ferramenta muito simples e rápida para te auxiliar a saber seu perfil e já conhecer quais os investimentos mais adequados para você.

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2. Ele entra em contato todo mês apenas para trocar seus investimentos por um novo “investimento do momento”

Na esmagadora maioria dos casos, um investimento bem sucedido é feito de forma estratégica pensando nos seus objetivos e distribuindo seu capital em aplicações específicas com prazo definido.

É claro que algumas alterações podem (e devem) ocorrer ao longo do tempo para calibrar sua carteira de investimentos conforme as condições de mercado forem mudando.

No entanto, é muito difícil que se justifique uma alteração mensal ou de grande frequência de uma parte significativa da sua carteira.

Nesses casos, na melhor das hipóteses seu assessor ou gerente do banco não é um bom estrategista e está mais atrapalhando do que te ajudando a conseguir bons resultados.

Na pior das hipóteses ele só quer movimentar seu dinheiro para gerar receita para si próprio.

3. Ele concentra todo o seu dinheiro em um único tipo de investimento

Com exceção dos investidores que tiverem no começo e ainda com um patrimônio muito pequeno, a diversificação é quase uma “obrigação” no mundo das finanças e dos investimentos.

Ainda assim, com a democratização dos investimentos trazida principalmente pelas corretoras mais recentemente, mesmo os investidores de menor porte já conseguem diversificar suas aplicações em pelo menos algumas poucas alternativas.

Logo, investidores que já possuem algum patrimônio maior dificilmente encontrariam justificativa plausível para deixar todo seu dinheiro ou uma parte muito grande em um único tipo de investimento.

Por isso, ao notar esse sinal, desconfie e questione!

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4. Insistência para que você aplique em algo que não quer

O alinhamento de interesses só existe de fato quando o investidor está confortável e confiante das alternativas que lhe foram oferecidas.

Se por algum motivo o assessor de investimentos ou o gerente do banco tiver que insistir muito para te convencer a aplicar seu dinheiro em algo que não te agrada, então esse já é um grande sinal amarelo que você deverá se atentar.

Na maioria das vezes isso só indicará que esse assessor está mais preocupado com seus próprios interesses do que com o que o investidor realmente está procurando.

Os bons assessores devem ouvir mais seus clientes do que falar. E mais do que isso, ser um assessor que quando falar, te agregue conteúdo, explicando a dinâmica dos investimentos, os prós e contras e outras nuances de cada tipo de aplicação.

Além disso, pela mesma lógica do primeiro item sobre o perfil de risco, investir em algo que não deixe o investidor plenamente confortável terá grandes chances de render apenas frustrações.

5. Mudança drástica no tipo de investimentos que compõe sua carteira

Correndo o risco de ser um pouco repetitivo, mas se um bom investimento deve ser pautado por uma boa estratégia e adequação ao perfil de cada investidor, então o que justificaria que em um mês o assessor indique uma opção de renda fixa de baixo risco como a melhor alternativa para seu cliente e no outro um investimento de renda variável de alto risco?

Um bom assessor deve prezar pela coerência entre os investimentos que são de interesse dos seus clientes e as alternativas que ele vier a oferecer.

Estrategicamente também seria difícil ter sentido o mesmo investidor ficar pulando de galho em galho, migrando entre aplicações muito diferentes entre si.

Se hoje a melhor alternativa de investimentos é um CDB e amanhã passar a ser um IPO milagroso, já sabe.

Desconfie. Questione.

BÔNUS: O principal item que pode indicar um assessor alinhado com seus interesses

Se seu assessor se preocupou em te conhecer, ouvir seus objetivos e necessidades para só então te oferecer qualquer coisa, esse pode já ser um bom sinal.

Se esse mesmo assessor também esteve mais preocupado em montar uma carteira de investimentos focada no médio ou longo prazo, sem que grandes movimentações sejam necessárias e/ou previstas no curto prazo, esse pode ser o sinal definitivo!

Os melhores assessores focam mais em crescer profissionalmente pelo volume de clientes e patrimônio atendido e não na margem que seus produtos podem lhe gerar.

E para que eles consigam isso, a única fórmula existente é a satisfação e indicação de seus próprios clientes. E é justamente esse o alinhamento de interesses perfeito que gera o maior ganha-ganha entre o profissional e o investidor.

Você já passou por alguma situação dessas? Se sim, conta pra gente aqui nos comentários. Será muito importante para ajudar outros investidores a não passarem pela mesma experiência negativa.

Se você também quer ajudar seus amigos e outros investidores a não serem penalizados pelo conflito de interesses de maus assessores e gerentes de banco, então compartilhe esse texto para que chegue até eles:

 

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5 sinais de que seu assessor/gerente de investimentos não está realmente alinhado com seus interesses
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